terça-feira, 27 de agosto de 2013

Novos núcleos de atividade em defesa dos direitos da mulher

O projeto Promotoras Legais Populares (PLP) está em expansão. A partir da próxima quarta-feira (28), uma escola na cidade de Águas Lindas de Goiás (GO) passa a sediar um novo centro da iniciativa. A região administrativa de Sobradinho (DF) também deve ganhar um polo do PLP para realizar o curso de formação de promotoras populares. Em oito anos, mais de 200 mulheres foram formadas pelo projeto que, até então, acontecia apenas em Ceilândia (DF).

O Promotoras Legais Populares capacita mulheres em noções básicas de cidadania e direitos. As alunas, geralmente, são líderes comunitárias e devem atuar como multiplicadoras do conhecimento adquirido. "Trabalhamos em forma de roda de conversa, em que há troca de conhecimentos", explica Vanessa Rodrigues Silva, 21, aluna do 7º semestre de Direito. A estudante participa como cursista do PLP e conduz algumas oficinas. “Se não fosse o projeto, eu passaria a graduação toda sem aprender algumas questões trabalhadas lá”, garante Vanessa.

Em Águas Lindas de Goiás, o Colégio Estadual Piaget vai sediar o grupo Vez e Voz. O subprojeto do PLP é liderado pela promotora legal popular Rosa Maria, formada pelo projeto da UnB. O grupo vai trabalhar o tema Tráfico de Pessoas com os alunos da escola. Esse tema foi escolhido em razão dos altos índices de tráfico de seres humanos no estado da região Centro-Oeste. “Este é um projeto piloto. Se conseguirmos apoio financeiro, vamos implantá-lo em outras escolas de ensino médio”, afirma Rosa Maria.

PROMOTORAS EM SOBRADINHO 

"Sobradinho é a terceira região administrativa do DF com maior índice de violência doméstica", informa Diogo Abe Ribeiro, chefe do setor de Análise Psicossocial da Promotoria de Sobradinho. “Pretendemos, com o núcleo na cidade, diminuir esses índices”, completa. Diogo Ribeiro defende que o reconhecimento das situações de agressão e de violação é importante para prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Ele também destaca que a distância que as mulheres de Sobradinho encontram para realizar o curso em Ceilândia é um obstáculo à participação. "A mobilidade influencia muito para a não adesão", garante.

A instalação da sede do PLP em Sobradinho está em processo de negociação. "O promotor de Sobradinho nos procurou para levarmos o curso para lá. E a Fiocruz ofereceu apoio”, conta Lívia Gimenes, uma das líderes do grupo extensionista. "Agora nós vamos precisar de um número maior de estudantes trabalhando conosco", afirma. O início das atividades está previsto para este semestre.

OUTROS BENEFÍCIOS

O PLP em Sobradinho também deve atender alguns movimentos organizados da região. “Temos quatro promotoras legais populares. Precisamos de mais”, argumenta Maria Soares Pureza, 56, líder do grupo feminista Polo de Roupas Íntimas. O grupo atua com mais de 50 moradoras das comunidades de Nova Colina, Vila Dnocs, Vila Rabelo e Buritizinho. As mulheres recebem aulas de corte e costura. “A gente profissionaliza para que elas sejam independentes”, conta Pureza, formada pelo núcleo de Ceilândia.

O curso é gratuito. Em Ceilândia, as reuniões ocorrem aos sábados pela manhã no Núcleo de Prática Jurídica (NPJ) da UnB durante nove meses. As inscrições são abertas no mês de fevereiro de cada ano. O projeto é resultado de parceria entre a UnB e o Núcleo de Gênero Pró-Mulher do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).


Fonte: Portal da UnB

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