segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Entidade manifesta apoio a juiz que investiga caso de tráfico de órgãos

O Movimento de Combate do Tráfico de Órgãos Humanos, que atua no combate ao tráfico de órgãos no Brasil, divulgou nesta quarta-feira, 31 de julho, uma nota de apoio ao juiz Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, que conduz as audiências referentes ao tráfico de órgãos humanos em Poços de Caldas, Minas Gerais. O juiz conduz ainda o ‘Caso Pavesi’, no qual as investigações já se arrastam há 13 anos, segundo a representante do Movimento, Maria Elilda dos Santos. Em março deste ano, Narciso Alvarenga teve seu pedido de afastamento do caso negado pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas gerais (TJMG), sendo acusado de parcialidade em relação aos casos, e voltou a presidir as audiências dos processos referentes ao tráfico de órgãos na cidade.

No mesmo dia, tiveram início as audiências de instrução e julgamento do caso sobre a retirada e o suposto tráfico de órgãos do menino Paulo Pavesi. Os médicos Celso Roberto Frasson Scafi, Cláudio Rogério Carneiro Fernandes e Sérgio Poli Gaspar são acusados de pertencerem à "máfia dos órgãos”. Eles serão julgados pelo crime, com o agravante de tê-lo praticado em pessoa viva, de acordo com a Lei dos Transplantes. Vale ressaltar que esta é a primeira vez que os médicos envolvidos no ‘Caso Pavesi’ serão ouvidos em audiência.

Paulo Veronesi Pavesi, mais conhecido como Paulinho, caiu de uma altura de 10 metros no prédio onde morava e foi levado para o pronto-socorro do Hospital Pedro Sanches. O menino teria sido vítima de um erro médico durante uma cirurgia e foi levado para a Santa Casa de Poços de Caldas, onde teve os órgãos retirados por meio de um diagnóstico de morte encefálica, que supostamente teria sido forjado. O caso aconteceu no ano de 2000 e teve repercussão internacional.

Os médicos envolvidos no caso são Sérgio Poli Gaspar, Celso Roberto Frasson Scafi e Cláudio Rogério Carneiro Fernandes, sendo que os dois últimos também foram condenados por terem feito a retirada ilegal de órgãos do pedreiro José Domingos Carvalho em 2001, na mesma Santa Casa. Os dois médicos recorreram e aguardam a decisão da Justiça em liberdade. Atualmente, ainda trabalham no Sistema Único de Saúde (SUS).


Fonte: Adital

1 comentários:

Unknown disse...

quando li a sentença proferida pelo Dr. Narciso me emocionei! Depois de tantos anos ... justiça! trabalho belíssimo do magistrado que merece muito respeito e honra a magistratura mineira!

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