segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Dos 400 assassinatos registrados este ano no DF, 60% têm relação com drogas

Com altura que não ultrapassa 1,60m e corpo esquálido, Jadson de Santana Santos é um jovem franzino que amedronta moradores do Guará. As mãos queimadas e os dentes escuros denunciam o uso do crack desde 2009. Mesmo com a aparente fragilidade de uma criança, o jovem de 19 anos confessou ter ateado fogo a dois colegas, que também seriam usuários, no último sábado — um deles ficou com 30% do corpo queimado. “E não me arrependo. Ele era maior do que eu mesmo”, disse, horas depois de ser preso. O caso reforça a relação entre o tráfico e o consumo de drogas e a violência. Dos 400 assassinatos registrados de janeiro a julho deste ano, segundo a Secretaria de Segurança Pública do DF, em pelo menos 240 (60%) as pessoas perderam a vida por serem usuárias ou traficantes.

Localizado por policiais da 4ª Delegacia de Polícia (Guará) logo após o crime, Jadson confessou ter arremessado álcool ao corpo de Daniel Guilherme de Medeiros, 27 anos , depois de uma discussão entre eles. Velho conhecido da polícia, Ratinho, como Jadson é chamado, tem família e uma casa no Guará. “Antigamente, ele era gordinho e com aspecto mais saudável”, comentaram os policiais, na tarde de ontem.

Desde que começou a usar drogas, há quatro anos, segundo ele mesmo, passa dia e noite perambulando pelo Guará. Nas ruas, é chamado de Zumbizinho. Fica valente todas as vezes que fuma uma pedra. “Ele me conhece, conhece minha família, e, mesmo assim, tentou pular o muro da minha casa um dia. A gente tem medo do que pode acontecer quando ele usa drogas”, contou uma moradora de 30 anos, que preferiu não ter o nome divulgado.

Há muito tempo, Jadson e Daniel ficam próximos à estação de trem, na Colônia Agrícola Águas Claras, segundo testemunhas, para beber e consumir crack. No último sábado, entretanto, uma discussão motivada por dinheiro teria levado Jadson a ferir Daniel e Michelle Ferreira dos Santos, 25. À polícia, Jadson relatou que o colega havia emprestado uma quantia de dinheiro para ele. Quando se encontraram no sábado, Daniel teria cobrado o valor e, segundo Jadson, o agredido.

Mais informações na edição impressa do Correio Braziliense.


Fonte: Correio Braziliense

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