domingo, 1 de abril de 2012

Gravidez psicológica

Quando os sintomas da gravidez são sentidos, mas a mulher não está efetivamente grávida, esta condição é chamada de pseudogravidez, gravidez psicológica ou, simplesmente, gravidez falsa. Este problema pode ser acarretado por um forte desejo da mulher engravidar, porém apresentam ou não alguma dificuldade.

" Os sintomas da gravidez psicológica são praticamente semelhantes aos de uma gravidez real e incluem: náuseas, enjoos, ganho de peso, sensibilidade das mamas, a interrupção do ciclo menstrual, entre outros" , afirma o ginecologista e obstetra Dr. Kleber Cassius Rodrigues, da Clínica São Paulo de Saúde da Mulher.

Uma mulher com gravidez psicológica tem a plena convicção de que está grávida, quando na verdade não está. Há uma distensão abdominal da mesma maneira que ocorre numa gravidez normal. E isto faz com que ela e as outras pessoas se convençam ainda mais de que ela está grávida. Outro ponto forte deste problema e que contribui ainda mais para confundir é que há atraso menstrual; muitas mulheres sentem movimentos na barriga, como se fossem o feto mudando de posição ou chutando; o colo do útero também pode amolecer em uma gravidez psicológica.

O ciclo menstrual está diretamente relacionado com o hipotálamo (centro das emoções); desta forma, um transtorno psicológico ou alteração psiquiátrica pode desencadear algum desequilíbrio do ciclo menstrual, provocando um atraso menstrual e os outros sintomas da gestação. Partindo destas sensações, o inconsciente da mulher provoca reações corpóreas semelhantes às de uma gravidez verdadeira, sugerindo-a uma gestação falsa. A gravidez psicológica pode se manifestar em qualquer mulher, independente de idade, classe social, nível econômico, educacional, raça. O ‘ tratamento’ , que consiste na reversão dos sintomas e em fazer a mulher perceber que não está grávida de fato, inclui acompanhamento do ginecologista e obstetra, psiquiatra e psicólogo. Também podem ser administradas medicações hormonais para diminuir a produção do hormônio prolactina, responsável pela inibição da menstruação e pela ativação da lactação.


Fonte: Jornal de Araraquara

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