domingo, 29 de janeiro de 2017

Fórum Mundial da Água recebe contribuições a partir de fevereiro


As contribuições para os debates e organização da 8ª edição do Fórum Mundial da Água, previsto para acontecer em março de 2018, em Brasília, serão aceitas a partir de fevereiro.

Por meio da plataforma Sua Voz, Iniciativa inédita do Comitê Diretivo Internacional do evento, pessoas do mundo todo podem compartilhar ideias, experiências e soluções para o evento, cujo tema principal será “Compartilhando Água”.

Os debates serão em torno de seis diferentes temas: clima, desenvolvimento, ecossistemas, finanças, pessoas e urbano. Os participantes terão a oportunidade de expressar suas opiniões sobre os rumos da gestão da água no mundo em três rodadas de debates que vão durar oito semanas cada.

A primeira etapa começa em fevereiro, em data a ser divulgada, e vai até abril, seguida por uma votação mundial para identificar as questões mais relevantes a respeito da água. As discussões on-line são coordenadas pela Agência Nacional de Águas (ANA), coorganizadora do 8º Fórum, em coordenação com a Secretaria Executiva e demais instâncias de organização do Fórum.

A plataforma Sua Voz estará disponível em português e inglês e contará também com tradução para mais 90 idiomas de modo a facilitar a participação de pessoas da maioria dos países do mundo.


Fórum

O Fórum Mundial da Água acontece a cada três anos com o objetivo de aumentar a importância da água na agenda política dos governos, além de promover o aprofundamento das discussões, troca de experiências e formulação de propostas concretas para os desafios relacionados aos recursos hídricos.

Tradicionalmente, o evento conta com a participação dos principais especialistas, gestores e organizações envolvidas com a questão da água no planeta.

A organização do 8º Fórum é realizada pelo governo federal, pelo governo do Distrito Federal e pelo Conselho Mundial da Água.

As edições anteriores do Fórum Mundial da Água aconteceram em Marrakesh, no Marrocos (1997); Haia, Holanda (2000); Quioto, Shiga e Osaka, Japão (2003); Cidade do México, México (2006); Istambul, Turquia (2009); Marselha, França (2012); e Daegu e Gyeongbuk, Coreia do Sul (2015).


Fonte: Portal Brasil

8º Fórum Internacional de Resíduos Sólidos


O Forum Internacional de Resíduos Sólidos - FIRS consolida-se como o evento técnico e científico mais importante do Brasil no tema resíduos sólidos, apresentando uma visão ampla do assunto que abrange desde estudos acadêmicos até a visão governamental e empresarial, com o propósito de difundir e aprofundar conhecimentos que abordem as causas da existência dos resíduos sólidos, provocando uma reflexão, que leve a uma consciência das suas consequências para a relação sociedade-natureza, histórica e socialmente construída.

A busca de soluções para o gerenciamento adequado dos resíduos sólidos tem se constituído em desafio, tanto para o setor público como para o setor privado. Há preocupação, sobretudo no que concerne à poluição dos recursos hídricos, bem como na compreensão dos mecanismos de biodegradação da massa de rejeito e sua influencia no comportamento dos aterros sanitários e, por extensão, na vida das populações.

Os resíduos depositados em “lixões”, além de emitirem gases do efeito estufa, como apresentado na edição anterior do FIRS, são fontes de poluição das águas subterrâneas e do solo. A decomposição dos resíduos pode se estender por décadas após a sua desativação aumentando o potencial de contaminação dos recursos hídricos. Após os poluentes fazerem parte do sistema de fluxo predominante das águas subterrâneas, seguem pelo lençol freático até atingirem as águas superficiais, produzindo modificações significativas nas espécies aquáticas e na saúde humana.

A oitava edição do FIRS faz-se imprescindível para dar continuidade às discussões sobre o tema iniciadas nas edições anteriores, para difundir e aprofundar conhecimentos sobre resíduos sólidos e para atender a uma demanda das políticas públicas, dos geradores de resíduos, da indústria, da cadeia de gerenciamento de resíduos e dos centros de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias ambientais.

Mais informações no site: http://www.firs.institutoventuri.org.br/br/


Fonte: Site do 8º Fórum Internacional de Resíduos Sólidos

Mundo presta homenagem a vítimas do Holocausto


Hoje, o mundo comemora pela nona vez o Dia Internacional de Homenagem a vítimas do Holocausto, decretado pela ONU em 2005.

No território do antigo campo de concentração Auschwitz-Birkenau está decorrendo uma reunião de delegados parlamentares de vários países com a participação de antigos cativos, libertados em janeiro de 1945 pelas tropas soviéticas.

Em 27 de janeiro de 1945, no campo de concentração nazista entraram soldados soviéticos que puseram em liberdade 2819 prisioneiros, dos quais 180 crianças menores de 8 anos. Muitos dos sobreviventes residem hoje em Israel. Estas pessoas são testemunhas oculares do hediondo genocídio do povo judaico, das tentativas empreendidas por nazistas de eliminação da face da Terra tanto judeus, como a noção desse povo.

Um grupo de 60 deputados do parlamento israelense, bem como 30 cidadãos de Israel, antigos cativos sobreviventes participaram hoje de uma assembleia parlamentar internacional que representa todos os países afetados pelo Holocausto. Em sua opinião, tal evento simbólico constitui mais uma prova elucidativa de que os horríveis planos de nazistas sofreram fiasco. Segundo enfatizou a propósito o ministro da Economia de Israel, Naftali Bennett:

"Toda a família da avó da minha mulher foi vítima do Holocausto. Sobreviveu apenas a avó que encontrou refúgio num convento. Contou-me ter perdido os familiares e o sono por temer dizer alguma coisa em sua língua materna e revelar assim a verdade. Dei o nome dela a uma das minhas filhas. Espero que de agora em diante nenhuma criança tenha medo antes de ir dormir."

O dia Internacional de Holocausto foi decretado pelas Nações Unidas há nove anos, em janeiro de 2005. Nesse dia, à escala mundial, decorrem cerimônias comemorativas. Em Moscou, no Museu de Povo Judeu e no Centro de Tolerância acenderão velas o rabino Berel Lazar e o chefe das comunidades judaicas.

Em Israel, acontecerá uma cerimônia no museu Yad Vashem, complexo memorial oficial para lembrar as vítimas judaicas do Holocausto. Os israelitas comemoram também Yom HaShoá ou, seja, o Dia da Lembrança do Holocausto em que foram mortos 6 milhões de judeus. Nesse dia, centenas de alunos de escolas se deslocam à Polônia, Áustria e Alemanha para ver com os próprios olhos as múltiplas provas das atrocidades desumanas cometidas durante a Segunda Guerra Mundial. Conforme salientou Aviatar Ilan, aluno da 12ª classe de uma escola secundária:

"Nesse dia soa uma buzina, sendo um sinal para nos levantarmos e comemorarmos de pé a memória dos mártires inocentes, assassinados pelos monstros. Temos de fazer o possível para que isso jamais se repita."

Desde a libertação dos cativos do Auschwitz-Birkenau e o fim da Segundo Guerra já se passaram 69 anos, diminuindo-se progressivamente o número dos sobreviventes e seus libertadores. Ora, a responsabilidade de conservar a memória dos seus feitos inesquecíveis recai sobre seus filhos, netos e bisnetos.


Fonte: Jornal Sputik News

Estudo da USP embasa lista dos 10 maiores sites de "falsas notícias" no Brasil


(Este post foi editado, corrigindo o crédito do levantamento para a AEPPSP com base nos critérios do grupo de estudos da USP e não à USP propriamente, como divulgado inicialmente. O blog pede desculpas aos leitores pelo erro de apuração)

Um levantamento feito pela Associação dos Especialistas em Políticas Públicas de São Paulo (AEPPSP), com base em critérios de um grupo de estudo da Universidade de São Paulo (USP), identificou os maiores sites de notícias do Brasil que disseminam informações falsas, não-checadas ou boatos pela internet, as chamadas notícias de "pós-verdades".

O estudou da AEPPSP utilizou os critérios do "Monitor do Debate Político no Meio Digital" - criado por pesquisadores da USP -, uma ferramenta que contabiliza compartilhamentos de notícias no Facebook e dá uma dimensão do alcance de notícias publicadas por sites que se prestam ao serviço de construir conteúdo político "pós-verdadeiro" para o público brasileiro.

Não são sites de empresas da grande mídia comercial, tampouco veículos de mídia alternativa com corpo editorial transparente, jornalistas que se responsabilizam pela integridade das reportagens que assinam, ou articulistas que assinam artigos de opinião.

Tratam-se de sites cujas "notícias" não têm autoria, são anônimos e estão bombando nas bolhas sociais criadas pelo Facebook e proliferam boatos, calúnias, difamações e até correntes de WhatsApp.


Características em comum

Todos os principais sites que se encaixam no conceito de "pós-verdade" no Brasil possuem algumas características em comum:
  1. Foram registrados com domínio .com ou .org (sem o .br no final), o que dificulta a identificação de seus responsáveis com a mesma transparência que os domínios registados no Brasil.
  2. Não possuem qualquer página identificando seus administradores, corpo editorial ou jornalistas. Quando existe, a página 'Quem Somos' não diz nada que permita identificar as pessoas responsáveis pelo site e seu conteúdo.
  3. As "notícias" não são assinadas.
  4. As "notícias" são cheias de opiniões — cujos autores também não são identificados — e discursos de ódio (haters).
  5. Intensiva publicação de novas "notícias" a cada poucos minutos ou horas.
  6. Possuem nomes parecidos com os de outros sites jornalísticos ou blogs autorais já bastante difundidos.
  7. Seus layouts deliberadamente poluídos e confusos fazem-lhes parecer grandes sites de notícias, o que lhes confere credibilidade para usuários mais leigos.
  8. São repletas de propagandas (ads do Google), o que significa que a cada nova visualização o dono do site recebe alguns centavos (estamos falando de páginas cujos conteúdos são compartilhados dezenas ou centenas de milhares de vezes por dia no Facebook).



Produtores

Os produtores de "pós-verdades" mais compartilhados nas timelines dos brasileiros são os seguintes:

Uma pesquisa mais profunda poderá confirmar a hipótese de que algumas destas páginas foram criadas pelas mesmas pessoas, seja por repercutirem "notícias" umas das outras, seja por utilizarem exatamente o mesmo template e formato.


Distribuição

Todos esses sites possuem páginas próprias no Facebook mas, de longe, os sites com mais "notícias" compartilhadas são o JornaLivre e Ceticismo Político, que contam com a página MBL - Movimento Brasil Livre como seu provável principal canal de distribuição, e o site Folha Política, que conta com a página Folha Política para distribuir suas próprias "notícias". Ambas as páginas possuem mais de um milhão de curtidas e de repercussões (compartilhamentos, curtidas, etc.) por semana realizadas por usuários do Facebook.


O que é "Pós-verdade"?

O jornal eletrônico Nexo fez uma reportagem explicando o conceito de pós-verdade (https://goo.gl/iYgOSp). Seguem alguns destaques:

"Anualmente a Oxford Dictionaries, departamento da University of Oxford responsável pela elaboração de dicionários, elege uma palavra para a língua inglesa. A de 2016 foi “pós-verdade” (“post-truth”).

Para diversos veículos de imprensa, a proliferação de boatos no Facebook e a forma como o feed de notícias funciona foram decisivos para que informações falsas tivessem alcance e legitimidade. Este e outros motivos têm sido apontados para explicar ascensão da pós-verdade.

Plataformas como Facebook, Twitter e Whatsapp favorecem a replicação de boatos e mentiras. Grande parte dos factóides são compartilhados por conhecidos nos quais os usuários têm confiança, o que aumenta a aparência de legitimidade das histórias.

Os algoritmos utilizados pelo Facebook fazem com que usuários tendam a receber informações que corroboram seu ponto de vista, formando bolhas que isolam as narrativas às quais aderem de questionamentos à esquerda ou à direita." (Com informações da AEPPSP)


Nota Metodológica (Atualizada às 16h)

A AEPPSP publicou, após o post, uma nota metodológica explicando os critérios para a aferição dos sites. Confira:

O mapeamento de sites que têm perfil de produção de notícias falsas e que contam com ampla distribuição em páginas do Facebook aqui realizado baseou-se nos oito critérios abaixo elencados e na lista de fontes utilizadas pelo Monitor (que não tem qualquer responsabilidade por estudos derivados dos dados que eles publicam, vale reforçar).

O principal critério utilizado foi o anonimato, mas não o único. Nos pareceu um bom critério: "Constituição Federal, Art. 5º, IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo VEDADO O ANONIMATO;".

Catalogamos todos os sites listados pelo Monitor nas categorias imprensa e comentário alternativo de esquerda e de direita e então, dentre aqueles cuja responsabilidade pelos conteúdos publicados não é possível de ser identificada (os sites e/ou as matérias são anônimos), aplicamos os demais critérios.

Isto não quer dizer que sites autorais estejam livres de produzir notícias falsas, tampouco que sites cujos autores preferem não se identificar não possam produzir material honesto e de qualidade jornalística.

Para evitar distorções e qualquer viés neste estudo ainda inicial, preliminar, ampliaremos a listagem inicial com TODOS os sites mapeados seguindo unicamente o critério de ANONIMATO, e nenhum outro.

Deste modo, entendemos que pesquisas mais refinadas possam ter neste nosso mapeamento uma fonte de inspiração. Compartilhamos aqui uma planilha online para dar a máxima transparência deste levantamento que, reforçamos, ainda é bastante preliminar e pode ser aprimorado por qualquer pesquisador interessado no assunto.

Finalmente, lamentamos por quaisquer incompreensões e distorções derivadas deste mapeamento e estamos abertos para aprimorá-lo. Nosso objetivo é contribuir com todos aqueles que estão empenhados na luta para que a Internet brasileira seja um espaço democrático e livre — livre, inclusive, de haters, de discursos de ódio e de notícias falsas.

Lista com os 17 sites ANÔNIMOS mapeados, ordenados em ordem alfabética e sem outros filtros:



Fonte: Portal Isso É Notícias

Artigo - Pesquisa mostra que homens não se acham machistas. Mas...


Por: Nina Lemos*

Apenas 24% dos homens brasileiros se consideram machistas. Meu Deus! Isso significa que, segundo eles, vivemos uma sociedade maravilhosa, onde 76% dos homens não são machistas! Será?

Não estou inventando isso do nada. Essas são as conclusões a que se chega depois de ler com calma a pesquisa O Papel do Homem na Desconstrução do Machismo, divulgada essa semana pelo Instituto Avon/Locomotiva.

O rapper Mano Brown, entrevistado para a Trip pela colega Lia Hama, é direto. “Você é machista?”, ela pergunta. “Sou”, responde. Claro que é. Que bom essa resposta honesta! Fica a dica para os homens que não se acham machistas, mas não admitem que uma mulher ganhe mais, que um filho brinque de boneca e por aí vai: aprendam com o Brown. Porque, queridos, vocês estão completamente perdidos. Precisamos conversar. E, se prepara: a DR vai ser longa. Nem adianta reclamar, nos chamar de chatas ou loucas.

Lendo os resultados, a gente vê que a maioria dos caras acha que a sociedade é machista (apesar de eles não serem, óbvio). Também dizem que querem mudá-la. Como? “Ensinando os filhos a respeitar as mulheres”; é a frase com que mais se identificam. Mesmo assim, 48% deles não deixariam um filho brincar de boneca de jeito nenhum e só 11% compraria uma boneca para um menino numa boa. Gente. Vocês estão bem loucos, né? É assim que querem mudar o mundo? Como vocês educar filhos não machistas se “brincar de boneca nem por cima do meu cadáver”?

Falando nisso, o que esses homens não machistas (sic) acham de dividir as tarefas em casa com as mulheres? Metade deles não admite que o homem cuide da casa enquanto a moça trabalha. Acho esse número até razoável. Mas eles não eram, em maioria, não machistas e super desconstruídos? Sei.

Mais dados chocantes: 27% dos entrevistados (entre homens e mulheres) acham que em alguns casos a mulher também pode ser culpada por ser estuprada e 61% acha que a mulher que se deixou fotografar nua também tem culpa quando um homem compartilha as suas fotos na internet. Oi?

Não, ela não foi estuprada porque pediu! E se ela tirou uma foto pelada (seu corpo, suas regras) foi porque confiou na pessoa, certo? Até quando vamos ter que repetir essas coisas?

Por muito tempo. E não vamos parar. Por mais que nos chamem de chatas.

Querem ajudar a acabar com o machismo? Ótimo. Mas vocês ainda têm muito o que aprender. Topam?


* Nina Lemos é Jornalista, escritora e mora em Berlim


Fonte: Revista Trip

Para 83% dos brasileiros, morte de Zavascki não foi acidente


Uma enquete nas redes sociais promovida pelo Instituto Paraná Pesquisas mostra que 83% dos brasileiros não acreditam que a morte do ministro do STF e relator da Lava-Jato Teori Zavascki foi acidente.

Apenas 15% acreditam em fatalidade, enquanto 1,3% não soube ou não quis responder.

O post teve milhares de curtidas e compartilhamentos. Foram ouvidos 2.800 brasileiros maiores de 16 anos. A pesquisa foi realizada a partir de questionário online com usuários de internet entre os dias 19 e 20 de janeiro de 2017. Tal amostra representativa do território nacional atinge um grau de confiança de 95,0% para uma margem estimada de erro de 2% para os resultados gerais.



Teoria da conspiração

Logo que foi confirmada a morte do ministro, as redes sociais foram tomadas por “teorias da conspiração” e questionamentos sobre o destino da operação. Até mesmo juízes e delegados questionaram as circunstâncias da morte.

Zavaski havia interrompido as férias no início do ano para dar seguimento aos processos da operação. Ele voltou do recesso para analisar a delação premiada de 77 executivos da Odebrecht. Delações que seriam homologadas nas próximas semanas.


Delegado da Lava Jato

Até mesmo o delegado da Polícia Federal, Marcio Adriano Anselmo, um dos principais investigadores da Operação Lava Jato no Paraná, questionou as circunstâncias do acidente: “a morte do ministro Teori Zavascki “na véspera da homologação da colaboração premiada da Odebrecht, deve ser investigada a fundo”. Na página que mantém no Facebook, o delegado ainda afirmou que o “acidente”, escrito entre aspas, é o prenúncio do fim de uma era. Segundo Márcio Anselmo, o ministro “lavou a alma do STF à frente da Lava Jato”. O delegado da PF também escreveu que Teori Zavascki surpreendeu a todos pelo extremo zelo com que suportou todo esse período conturbado. Juiz da corte desde 2012, ele era responsável pelos casos da Lava Jato que envolvem pessoas com foro privilegiado, como congressistas e ministros.

Associação dos Juízes Federais

O presidente da Ajufe, Roberto Veloso, divulgou nota em que diz estar consternado “com a prematura morte” de Teori Zavascki e cobrou investigação sobre a queda do avião.

“Os juízes federais brasileiros estão consternados com a prematura morte do ministro Teori Zavascki. O Supremo Tribunal Federal e o Brasil perdem um magistrado culto, sério, honesto e cumpridor de seus deveres. Diante das altas responsabilidades a ele atribuídas, em especial a condução dos processos da Lava Jato no STF, é imprescindível a investigação das circunstâncias nas quais ocorreu a queda do avião em que viajava.”

Movimentos sociais

No Facebook, movimentos sociais questionam se a queda do avião realmente foi acidental.

“O PLANO CRIMINOSO DE PODER SAIU GANHANDO. A morte do relator dos processos na Lava Jato é um duríssimo golpe para a operação. Agora a Lava Jato terá que esperar a nomeação de um novo ministro por parte de Michel Temer. Será que queimaram o arquivo?”, questiona o post da página Avança Brasil Maçons.


Fonte: Paraná Portal

América Latina e Caribe pode ser 1ª região do mundo a erradicar a fome, diz FAO


A região da América Latina e Caribe pode ser a primeira do mundo a erradicar a fome, por meio do fortalecimento de seu plano de segurança alimentar, afirmou a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) na quarta-feira (25).

“A região tem todas as condições necessárias para alcançar esse objetivo, começando pelo grande compromisso político que sustenta o Plano de Segurança Alimentar, Nutrição e Erradicação da Fome da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC)”, observou o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva.

“O plano representa a cristalização da vontade dos governos de acabar com a insegurança alimentar antes até 2025 — cinco anos antes da meta fixada pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, acrescentou o brasileiro.

Aprovado pela CELAC em 2015, o projeto promove políticas públicas abrangentes para reduzir a pobreza; melhorar as condições de vida no campo; adaptar a agricultura às condições climáticas; acabar com o desperdício de alimentos; e mitigar os riscos de desastres.

Além disso, o plano não foca somente na erradicação da fome, mas também trata da obesidade, que afeta cerca de 140 milhões de pessoas na região. De acordo com a FAO, o plano também é totalmente alinhado com os compromissos globais, incluindo o Acordo de Paris sobre o clima e a busca pelos ODS.


Reforçar a agricultura familiar

Graziano destacou as ameaças apresentadas pelas mudanças climáticas, que têm potencial de reverter os ganhos obtidos na luta contra a fome e a pobreza extrema na região.

“A agricultura é o setor mais afetado por essas mudanças e suas principais vítimas são os pequenos agricultores familiares, homens e mulheres, muitos dos quais lutam diariamente pela sua sobrevivência”, acrescentou.

A FAO, em parceria com a CELAC, está desenvolvendo um plano para a agricultura familiar e para o desenvolvimento territorial rural, visando à promoção da intensificação sustentável dos sistemas de produção; de contratos públicos e de abastecimento alimentar; de serviços rurais; e de maiores oportunidades para a juventude rural.

Além disso, a agência da ONU também elaborou uma Estratégia Regional para a Gestão do Risco de Desastres para a Agricultura e Segurança Alimentar na região, cuja intenção é promover a capacidade de resistência e adaptação dos agricultores através de técnicas agrícolas sustentáveis e gestão de recursos.

Destacando os vínculos entre paz, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável, o diretor-geral da FAO lembrou do processo de paz na Colômbia.

“Não haverá estabilidade social ou paz enquanto houver fome, pobreza e desigualdade. Nem podemos avançar se continuarmos a explorar os nossos recursos naturais. A sustentabilidade é uma pré-condição para o desenvolvimento”, frisou.


Fonte: Portal da ONU

Após 26 anos, Globo desiste de explorar nudez feminina e Globeleza surge vestida em nova vinheta


Em 2017, a Globeleza, ícone de carnaval da Rede Globo, representada pela dançarina e graduanda em Educação Física Erika Moura não é mais apresentada nua para apreciação do que seria o estereótipo de uma “mulata brasileira”. Dessa vez, ela veste roupas e ornamentos típicos de comemorações em diferentes regiões do país. Seu corpo agora se movimenta para além do samba e dança frevo, axé e outros ritmos.

Esta é a primeira mudança significativa desde a criação do conceito de musa do carnaval da Globo em 1991. Então, o que quer a emissora?

Não é de maneira inocente que apontamos esta mudança como significativa. Sabemos que a novidade não apaga da memória, tampouco perdoa, anos de grave objetificação do corpo da mulher negra na maior emissora do país. Também nunca esqueceremos os ataques racistas sofridos pela atriz e ex-Globeleza Nayara Justino por ser considerada “negra demais” para o papel (http://bit.ly/2j9DovG). Sabemos que nada é feito sem esperar retornos positivos da audiência, mas também que a Globo sempre se deu ao luxo de permanecer omissa à sua prévia tradição.

O mérito dessa mudança é das ativistas negras que, por anos, clamam novas e verdadeiras representações da mulher negra nos meios de comunicação, sabendo da responsabilidade de uma empresa como a Rede Globo em formar opinião e perpetuar estereótipos.

Como disseram a filósofa Djamila Ribeiro e a arquiteta e ativista negra Stephanie Ribeiro em um manifesto contra a imagem sexualizada da Globeleza, publicada na Revista AzMina no ano passado (http://bit.ly/2i8LjYs): “Não podemos mais naturalizar essas violências escamoteadas de cultura. A cultura é construída, portanto, os valores dela também o são. É preciso perceber o quanto a reificação desses papéis sulbalternos e exotificados para negras nega oportunidades para nós desempenharmos outros papéis e ocuparmos outros lugares. Não queremos protagonizar o imaginário do gringo que vem em busca de turismo sexual”.

Na terceira parte do nosso Minimanual de Jornalismo Humanizado, sobre racismo, um recorte de gênero fala sobre a representação da mulher negra na mídia e como quebrar tais papéis sulbalternos e exotificados, assim como, finalmente, fez a Rede Globo com a Globeleza: http://bit.ly/minimanual-parte3.

Na página da Globo no Facebook, onde o vídeo da vinheta também foi publicado, internautas elogiaram a mudança e muitos classificaram a nova postura da emissora como um avanço bastante representativo para as mulheres.



Fonte: Portal Think Olga / Portal Terra

Artigo - O feminismo da Globo é o feminismo que nos aprisiona


Por: Martha Raquel

Ilustração: Rabiscos da Carolzinha - Itzá


Foi ao ar ontem a estréia do programa “Amor & Sexo” 2017 com o tema “Feminismo”. Feminismo entre aspas porque o feminismo vendido pela Globo não é verdadeiramente uma luta pela autonomia das mulheres sobre seus corpos e vida.

As citações do programa não terão as pessoas identificadas porque a reflexão é em cima da situação e não da pessoa. Não irei pessoalizar os discursos.

É importante pontuar que a liberdade sexual das mulheres serve aos homens. Liberdade não é sobre transar na primeira noite e sim sobre não querer transar e não transar. A mulher “livre sexualmente e sem tabus” é vista como vantagem pelo imaginário masculino e machista. A partir do momento que a mulher se nega ao sexo, ela “sofre as consequências” disso. Pros homens pouco importa se você se sente livre ou não, o importante é que ele faça sexo com você.

Dois minutos e quinze segundos foram dedicados a uma fala sobre regulamentação da prostituição. Ainda que não explorado, tratar deste assunto em rede nacional quando a TV aberta está presente na casa de 98% da população brasileira, é problemático. O tema foi pincelado e mostrou apenas um lado, assim fazendo a regulamentação parecer legítima e urgente. A regulamentação da prostituição não regulamenta a prática e sim a exploração realizada por terceiros, os cafetões, garantindo que eles fiquem com até 50% dos lucros da mulher em situação de prostituição. Quando se coloca uma posição favorável a exploração do corpo feminino em rede nacional, o feminismo sangra junto com todas as vidas perdidas por causa dessa violência.

Num determinado momento do programa, uma das convidadas fala sobre uma marcha “que todas saíram vestidas de vadias” e é importante perguntar o que é “se vestir de vadia?”. Ressignificar um termo pejorativo não retira o peso dele. Mulheres continuam sendo estupradas, machucadas e mortas enquanto são chamadas de vadias. A nudez do corpo feminino serve aos homens numa sociedade patriarcal machista.

A palavra “empoderamento” é usada com frequencia pelas convidadas para demonstrar a segurança que elas sentem quando não fazem o esperado pela sociedade – ou a falsa ilusão de que não fazem, como por exemplo, a falácia da liberdade sexual e da nudez sem tabus. Empoderamento vem de tomar poder, mas uma mulher não toma poder algum quando se vive numa sociedade estruturada pelo machismo e pela misoginia.

“Ajudem o machista senão vai sobrar pra vocês” – não é possível que essa frase tenha sido dito em tom de brincadeira num programa sobre feminismo. Isso nada mais é do que um exemplo da culpabilização da vítima. Mulher nenhuma é obrigada a ensinar o feminismo para quem as violenta.

Foi possível observar diversos “descuidos” do programa com a questão feminista que ficaram evidentes no momento em que foi dito que os homens precisavam ter o CARINHO de votar em mulheres – não é uma questão de carinho, as mulheres estão na luta por políticas públicas que as mantenham vivas e não em busca de carinho -, e quando foi citado que a “Clitonia”, personagem fictícia do programa, veio do espaço.

O programa tratou de forma caricata o feminismo e reforçou, disfarçadamente, mas não por coincidência, todas as formas de exploração da mulher.

A Globo não se interessa por feminismo, por representatividade e muito menos por assuntos polêmicos. O feminismo da Globo é o feminismo que nos aprisiona. Ontem o programa “Amor & Sexo” bateu 15,9 de audiência – isto é, uma audiência maior que 15 dos 24 programas diários da emissora. Os lucros movem a Globo. Se houvesse realmente uma preocupação da Globo sobre o assunto, o pedófilo do BBB 16 teria sido expulso, ou então, os atuais BBBs racistas já teriam sido retirados da casa.

A inclusão dos temas só interessa por causa do lucro. O programa que usou a representatividade como estratégia e sequer tocou na palavra lésbica, não está interessado na vida das mulheres – num geral -, nem das mulheres negras, nem das mulheres lésbicas. Está interessado apenas no feminismo que o capitalismo tratou de se apropriar.

Infelizmente a esquerda feminista vem pecando quando não faz um debate de forma ampla, atingindo a todas as mulheres e acaba sendo pautada pela Globo. A emissora com um currículo machista, misógino, racista e lesbofóbico cai na boca e na discussão de todo o movimento feminista, que o abraça prontamente. É preciso que nós pautemos as discussões e não fiquemos a mercê uma rede de televisão que sempre tratou as mulheres como objeto. A Globo se traveste de feminista e empurra pra debaixo do tapete os anos de exibição do corpo de uma mulher negra à venda, como carne. É impossível não se lembrar do programa “Cassino do Chacrinha” que, já nos anos 80, objetificava do corpo da mulher da forma mais machista possível. E não podemos deixar de mencionar que a Globo também fez parte da derrubada de uma presidenta legitimamente eleita.

Agora ela faz uma teatralização em cima de um palco e usa nomes fortes dos movimentos feminista e negro para passar uma imagem de que é a favor do feminismo e da libertação das mulheres. Mas na verdade, o “feminismo” da Globo é o feminismo que nos mantém presas.

Os Jornalistas Livres entendem que o feminismo contemporâneo contém múltiplas vozes. Nossas redes abrem-se a tantas inteligências que queiram compartilhar seus saberes e experiências para o fortalecimento das mulheres. É só mandar seu texto para: jornalistaslivres@gmail.com


Fonte: Portal Jornalistas Livres

"Democracia brasileira foi corroída", diz instituto francês


O Observatório Político da América Latina e do Caribe (OPALC), ligado ao renomado Instituto de Estudos Políticos de Paris (Sciences Po), fez um balanço sombrio sobre a crise brasileira em seu novo relatório anual sobre a região. Segundo o texto, "a alternância não eleitoral de 2016 desafia um quarto de século de consolidação democrática".

"Como na maioria dos períodos de crise que o Brasil conheceu em sua história, a solução de conflitos políticos acontece fora da arena eleitoral, em um círculo fechado das elites. Mas, desta vez, a solução não foi negociada. Ela foi imposta pelo desvio de um instrumento da democracia (o impeachment). Agindo assim, os representantes corromperam a democracia brasileira", aponta o relatório. "Essa corrupção moral do regime constitucional foi somada a uma corrupção moral e financeira do sistema político, reforçando o descrédito da democracia."

O documento também afirma que o procedimento foi realizado de "maneira brutal, abusiva e indecente" e "teve o efeito de reforçar a polarização política e fragilizar as instituições democráticas".

O OPALC aponta que "as revelações que se sucedem no contexto da Lava Jato [...] alimentam o descrédito da classe política e fazem tremer o sistema político em seu todo". E que "ao fim de 2016, a democracia brasileira parece esfarrapada, corroída pelos excessos de seus representantes."

O documento também apontou um caráter ilegítimo na ascensão do presidente Michel Temer e de um novo projeto de reformas. "Apesar de o procedimento de destituição (impeachment) ter como objetivo punir as ações pessoais de um indivíduo, a queda de Dilma provocou um expurgo governamental e a ascensão de um projeto político que havia sido minoritário nas eleições de 2014. Nesse sentido, a alternância política que resultou da destituição pode ser qualificada como ilegítima."


De guerra fria a união sagrada

O relatório também levanta dúvidas sobre a capacidade do governo Temer. "O ano de 2016 foi concluído em um clima de profunda incerteza. A democracia brasileira está literalmente atolada. Já em uma crise econômica e política, o Brasil mergulha em uma crise de regime."

"Apresentada como uma solução para melhorar a governabilidade do país, o impeachment de Dilma acabou abrindo um período de instabilidade (...). A sociedade brasileira está mais dividida do que nunca, e a sequência do impeachment desempenhou um papel importante no reforço dessa polarização. Os antipetistas e os pró-petistas, no entanto, compartilham uma rejeição comum às suas elites políticas", diz o texto.

"Ilegítimo e impopular, o governo Temer encarna uma geração política que já chega acossada por ter usado o poder em excesso e abusado dele. Só falta um gatilho para que a 'guerra fria' se transforme em uma 'união sagrada' [referência à trégua e à aliança entre a direita e a esquerda francesas durante a Primeira Guerra] contra Temer, às custas do regime democrático".

Por fim, o relatório aponta a crise de apoio à democracia no Brasil. "O apoio à democracia passou de 54% a 32% entre 2015 e 2016. Nenhum outro país da América Latina experimentou um recuo parecido."

O capítulo brasileiro no relatório foi elaborado por Frédéric Louault, vice-presidente do OPALC e professor da Universidade Livre de Bruxelas, na Bélgica.

Em entrevista à DW , Louault afirma que 2017 deve ser mais um ano imprevisível na política brasileira. Ele diz que a morte do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, pode desacelerar a Lava Jato, mas não vai ser suficiente para parar a operação.

"Ainda vamos continuar vendo essa dinâmica de tensão entre o Judiciário e o mundo político. A operação pode perder velocidade, mas a máquina vai continuar em andamento mesmo que Temer coloque uma figura amigável no STF. Há muitos juízes e investigadores que vão continuar a trabalhar. É provável que em marco apareçam novos elementos que venham a criar dificuldades para Temer", opina.

Louault também afirma que, sem apoio popular e legitimidade, o governo Temer só pode esperar aguentar até 2018 se a economia melhorar. "Se ela não se mexer, essa frágil estabilidade do seu governo vai enfrentar ainda mais dificuldades".

No ano passado, em seu relatório sobre 2015, o OPALC já havia previsto um período difícil em 2016 por causa dos efeitos colaterais do modelo de presidencialismo de coalizão, apontando que a democracia brasileira precisava de "reformas políticas profundas para se consolidar".


Fonte: Portal Terra

Presídio em Minas adota novo modelo e consegue recuperar 60% dos presos


No lugar de rostos cobertos e facões brandindo ameaças de decapitações dos companheiros em rebeliões pelo país, em uma cadeia de Paracatu (MG), a 200 quilômetros de Brasília, os 114 presos manuseiam agulhas de crochê para fazer arte e estiletes para construir capelinhas ou abajours de madeira. Sem registro de rebelião ou motim nos 10 anos de funcionamento, o novo modelo de gestão prisional tem conseguido cerca de 60% de recuperação dos presos com penas de até 38 anos por homicídio, estupro, tráfico, roubo, estelionato ou associação criminosa. Baseada em três pilares — trabalho, religião e disciplina — na APAC Paracatu (Associação de Proteção e Assistência a Condenados), em um prédio moderno construído e mantido pelos próprios presos, sem policiais armados, os detentos são responsáveis pela segurança dos outros detentos e trabalham para garantir renda para ajudar a família ou cobrir pequenas despesas na prisão.

Lá, livres das trancas nas celas e dormitórios, independentemente da pena ou da barbaridade do crime cometido, os presos são chamados de “recuperandos”. Enquanto no sistema prisional convencional onde a situação é caótica cada preso custa ao estado cerca de R$ 4.500 por mês, um convênio com a Secretaria estadual de Defesa Social destina a cada preso da APAC apenas R$ 915.

Sem qualquer chance de ociosidade, trabalham de sol a sol nas oficinas de artesanato, padaria, cozinha, serralheria, marcenaria e estudam, fazem cursos profissionalizantes e, no horário de descanso, se juntam na quadra de esportes para tricotar, literalmente, e trocar ideias sobre a confecção de delicados caminhos de mesa, chapeuzinhos de bebê, tapetes e galinhas para guardar ovos na cozinha. Todos foram transferidos de presídios tradicionais onde já cumpriram parte da pena e tinham bom comportamento, um dos pré-requisitos. A autorização de ingresso é feita pelo juiz local, após pedido por escrito do detento, mediante assinatura de um termo em que se comprometem a seguir rígidas normas de disciplina.

— Os presos chegam aqui como bichos, de cabeça baixa e as mãos para trás. No portão a gente tira as algemas, a roupa laranja, levanta o queixo dele e fala: olha reto! Ele anda uma semana emborcado e olhando pra baixo, mas aos poucos vai voltando a andar como gente! Borracha e paulada na cabeça não deu conta de resolver. Esse método é um novo pacto — diz o diretor da APAC, Eurípedes Tobias.

A instituição prisional funciona em parceria com a Pastoral Carcerária e um grande número de voluntários de Paracatu. Há 14 funcionários contratados e os recuperandos se revezam em múltiplas tarefas e abatem, com o trabalho e o estudo, tempo de duração da pena. O prédio, com higiene e pintura impecáveis, foi construído em um terreno doado pela Igreja Católica. O estado repassou R$1,1 milhão, e a sociedade paracatuense doou outros R$700 mil, num total de R$1,8 milhão para um prédio que mais parece um hotel, com dois pavimentos, auditórios e consultório odontológico. Um sem número de recuperandos exibe sorrisos metálicos pelos aparelhos nos dentes.



Fonte: Jornal O Natalense / Jornal O Globo

Após prorrogar 3 vezes, Justiça suspende prazo para Samarco depositar R$ 1,2 bi

Imagem aérea mostra a região de Bento Rodrigues, subdistrito da cidade de Mariana (MG), tomada por água, lama e detritos de mineração, que vazaram das barragens da empresa Samarco


A Justiça Federal suspendeu por tempo indeterminado a obrigatoriedade de a Samarco e suas controladoras depositarem R$ 1,2 bilhão como medida reparatória dos danos causados pelo estouro da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em novembro de 2015.

Na ocasião, morreram 19 pessoas [um corpo ainda não foi localizado], e um mar de lama jorrou pela bacia do rio Doce. A tragédia foi considerada o maior desastre ambiental do país. A Samarco é controlada pela Vale e pela anglo-australiana BHP.

A decisão do juiz Mário de Paula Franco Júnior levou em conta "a demonstração de atitudes concretas e a postura cooperativa (e elogiável – frise-se) das partes, do MPF (Ministério Público Federal) e das instituições envolvidas em buscarem a solução da presente lide".

O magistrado se referiu, dessa maneira, ao TAC (Termo de Ajustamento Preliminar) recentemente assinado entre o MPF e as empresas mineradoras e encaminhado à Justiça.

Conforme ele, a obrigatoriedade do depósito bilionário fica suspensa até decisão posterior da Justiça Federal.

"Tudo com vistas à possível celebração de um acordo definitivo (TACF) que coloque fim às lides envolvendo o rompimento da barragem de Fundão que tramitam perante esse juízo federal".

O juiz federal deu cinco dias para que a União e os Estados [Minas Gerais e Espírito Santo] se manifestem sobre a decisão.

Previsto para ser efetuado em novembro do ano passado, o pagamento bilionário foi prorrogado por três vezes até essa decisão atual. A última data determinada pela Justiça tinha sido o dia 19 deste mês.

A determinação do depósito de R$ 1,2 bilhão havia atendido a uma ação civil pública movida logo após a tragédia pela União, pelos Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo e por diversos órgãos ambientais.

Inicialmente, um acordo entre as partes chegou a um valor estimado de R$ 20 bilhões para recuperação integral dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão. No entanto, como o acordo não foi homologado, a Justiça determinou um depósito de R$ 1,2 bilhão.

Procurada, a Samarco respondeu, por meio de sua assessoria, que não iria se manifestar sobre o assunto no momento.


Fonte: Portal UOL Notícias

Violência contra a mulher é grave problema de saúde pública, alerta OPAS


A violência contra a mulher é um grave problema de saúde pública, que ocorre em todas as classes sociais. Para que a população possa entender melhor como enfrentar esse crime, a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) disponibilizou em português um resumo de algumas das principais publicações sobre o tema, feitas pela agência e entidades parceiras.

A “Estratégia e Plano de Ação sobre o Fortalecimento do Sistema de Saúde para Abordar a Violência contra a Mulher” (disponível em português, inglês e espanhol), de 2015, faz uma análise da situação atual da violência contra as mulheres na América Latina e Caribe e sugere indicadores para monitoramento de progresso.

Já o “Relatório sobre a situação global da prevenção da violência 2014” (disponível em inglês e português) contém dados de 133 países e aborda especificamente o abuso infantil, violência juvenil, violência por parceiro íntimo, violência sexual e abuso de idosos. Foi publicado em conjunto por OMS, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

As “Recomendações éticas e de segurança da OMS para pesquisa, documentação e monitoramento da violência sexual em emergências” (disponível em inglês, francês e árabe), de 2007, apresenta desafios para as atividades relacionadas com a coleta de dados em qualquer contexto, incluindo em emergências humanitárias.

Também está disponível no site da agência documento sobre as áreas-chave para a ação da OPAS/OMS no enfrentamento à violência contras as mulheres. Esse texto aponta, por exemplo, que as diferentes formas de violência contra mulheres e meninas podem resultar em implicações à saúde mental, como depressão, ideias suicidas ou abuso de substâncias.

Mulheres e meninas podem ainda sofrer agravos à saúde sexual e reprodutiva, como a contração de infecções sexualmente transmissíveis ou uma gravidez não desejada/precoce.


Dia Laranja

No dia 25 de cada mês, a equipe da OPAS/OMS Brasil se veste de laranja para marcar sua adesão à iniciativa global “Torne o Mundo Laranja”, da campanha Una-se Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. A cor foi escolhida para representar um futuro livre de agressões contra mulheres e meninas.


Fonte: Portal da ONU

Dia da Visibilidade Trans: A luta pelo reconhecimento das pessoas Transexuais e Travestis


A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, em seu art. 2º, 1, já afirmava que “toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, opinião, ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição”. No mesmo sentido, Constituição Federal brasileira em seu art. 5º já dispõe “que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”.

É a partir desse contexto normativo de liberdade, respeito, e contrariedade às mais diversas discriminações, que o dia 29 de janeiro, Dia Nacional da Visibilidade Trans, deve ser lembrado e marcado.

A data existe desde o ano de 2004, e tem como objetivo destacar a necessidade de respeito e a dignidade destes sujeitos: homens trans, mulheres transexuais e travestis. Após mais de uma década desde o momento inicial, ainda há enfrentamentos e o preconceito continua presente na sociedade brasileira. É preciso combater fortemente as agressões e assassinatos de pessoas em virtude de sua identidade de gênero. É necessário avançar e garantir direitos para essa população que muitas vezes tem negado a si o direito básico de se autodeterminar enquanto pessoa. É premente combater a transfobia, ou seja, condenar qualquer atitude negativa frente às pessoas trans. A transfobia muitas vezes começa no contexto familiar, passa pela escola, pelos postos de atendimentos públicos e continua no mercado formal de trabalho.

Nosso desafio enquanto órgão gestor de políticas públicas é promover e apoiar todas as ações exitosas e preventivas que possam combater a violência transfóbica onde quer que ela ocorra, sejam nos âmbitos da educação, da cultura e até mesmo legislativo.

A Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) assume o compromisso de articular com os poderes da República, em todos os âmbitos federativos e com a participação da sociedade civil, para garantir o reconhecimento de todas as pessoas trans enquanto sujeitos de direitos iguais a toda a população nacional.


Fonte: Portal da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República - SDH/PR

Na volta às aulas, ONU Mulheres reforça importância do ensino da igualdade de gênero


A ONU Mulheres lembra nesta quarta-feira (25) o Dia Laranja Pelo Fim da Violência contra as Mulheres, e alerta que para prevenir a violência decorrente do machismo, é necessário promover a igualdade de gênero em escolas e universidades, por se tratarem de espaços voltados para a formação integral de meninas e meninos, homens e mulheres.

Celebrado a cada dia 25, o Dia Laranja alerta para a necessidade urgente de prevenir e eliminar a violência contra as mulheres e meninas. A data visa a convocar ativistas, governantes, gestores e agências das Nações Unidas a se mobilizar pela prevenção e eliminação da violência contra mulheres e meninas todos os dias.


O Brasil assumiu compromissos internacionais de promover os direitos das mulheres e o ensino pela igualdade de gênero. Entre eles, está a Convenção pela Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW), a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher (Convenção de Belém do Pará) e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Nacionalmente, há a Lei Maria da Penha, que prevê que os currículos escolares de todos os níveis de ensino abordem conteúdos relativos aos direitos humanos, à equidade de gênero e de raça ou etnia e ao problema da violência contra a mulher.

De acordo com relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) sobre violência escolar e bullying, lançado em janeiro deste ano, milhões de meninas e meninos sofrem com a violência no ambiente escolar.

Segundo o documento, esses atos são impulsionados por “dinâmicas de poder desiguais, que muitas vezes são reforçadas por normas e estereótipos de gênero, orientação sexual e demais fatores que contribuem para a marginalização — como pobreza, identidade étnica ou idioma”.

Levantamento feito pelo Fórum de Segurança Pública no ano passado mostrou que um em cada três brasileiros culpa a vítima pelo estupro: 42% dos brasileiros do sexo masculino disseram acreditar que “mulheres que se dão ao respeito não são estupradas”.

O resultado aponta para o pensamento predominantemente machista da população, que culpa a vítima pela violência sexual sofrida com base em julgamentos morais sobre a forma como devem se vestir, o horário em que circulam pelas ruas ou o fato de saírem sozinhas.

“Estereótipos reforçados o tempo todo, como ‘menino não chora’ e ‘menina que usa roupa curta está provocando’, seguem como um freio às possibilidades que meninas e meninos podem alcançar”, disse Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres no Brasil.

“A educação pode alterar a percepção sobre o papel da mulher na sociedade e a tolerância à violência de gênero. É possível ensinar meninos e homens a não ser violentos e a ter respeito. E, embora valores e comportamentos machistas ainda estejam muito presentes, 91% dos entrevistados da pesquisa do Fórum de Segurança Pública acreditam que seja possível ensinar meninos a não estuprar”, completou Nadine.

Uma das formas de prevenir a violência é garantir que os profissionais de educação estejam preparados para ensinar sobre igualdade de gênero.

Com o intuito de contribuir para o ensino do tema no Ensino Médio, a ONU Mulheres elaborou um currículo e seis planos de aula para conscientizar professores e professoras, meninos e meninas sobre o direito das mulheres e meninas a uma vida livre de violências.

Financiado pelo União Europeia, o currículo também trabalha o conceito de masculinidades, com o intuito de promover masculinidades positivas e desconstruir comportamentos machistas.

As aulas abordam os seguintes temas: sexo, gênero e poder; violências e suas interfaces; estereótipos de gênero e esportes; estereótipos de gênero, raça/etnia e mídia; estereótipos de gênero, carreiras e profissões; diferenças e desigualdades; e vulnerabilidades e prevenção.

“Se não olharmos para as desigualdades de poder entre homens e mulheres, os papéis sociais restritivos de gênero, e buscarmos formas mais igualitárias de viver em sociedade, compartilhando responsabilidades e deveres, não será possível acabar com o machismo e a violência contra mulheres e meninas”, concluiu Nadine.

Acesse gratuitamente o currículo e os planos de aula:
Inventário | CurrículoPlano de aula 1 | Plano de aula 2 | Plano de aula 3 | Plano de aula 4 | Plano de aula 5 | Plano de aula 6


Fonte: Portal da ONU

Pessoas com deficiências físicas e mentais: as vítimas 'esquecidas' do nazismo


Anna Lehnkering sonhava em ser enfermeira, mas foi morta numa câmara de gás em "teste" para o Holocausto



A morte de Anna Lehnkering, aos 24 anos, em 1940, não teve muito destaque, nem mesmo décadas depois.

Apesar de o certificado de óbito registrar que ela teria sido vítima de peritonite, um tipo de inflamação no peritônio, Anna - que sonhava em ser enfermeira - morreu intoxicada com gás.

Ela foi uma das milhares de pessoas mortas pelos nazistas durante o projeto "Aktion T4", que tinha como alvo doentes e pessoas com deficiências físicas e mentais - considerados como indignos pelos nazistas.

Entre janeiro de 1940 e agosto de 1941, cerca de 70 mil foram mortos em seis lugares diferentes do território controlado pela Alemanha.

Tratava-se, na verdade, de uma espécie de teste para o Holocausto.

Pessoas com deficiência ou doentes eram consideradas indignas


"Era uma espécie de assassinato em massa que continuaria nos campos de extermínio nazistas", disse o parlamentar Norbert Lammert durante uma cerimônia que marcou o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, na última sexta-feira.

Já são 75 anos desde a Conferência de Wannsee, que discutiu a implementação da chamada solução final para a questão judaica, mas neste ano a cerimônia prestou uma homenagem especial àqueles que já vinham sendo assassinados em câmaras de gás antes da decisão.


Mortos de fome

Na época da Conferência de Wannsee, os nazistas já não estavam mais asfixiando os doentes e as pessoas com deficiência. Mas o clamor público que forçou o fim dessa prática em 1941 não foi suficiente para impedir milhões de mortes nos quatro anos seguintes.

Muitas pessoas com doenças mentais e problemas de saúde eram deixadas para morrer de fome, por abandono ou por overdoses deliberadas, enquanto seus gritos por ajuda eram ignorados.

Três anos depois da morte de Anna Lehnkering, Ernst Putzki escreveu para sua mãe descrevendo as condições desumanas na instituição onde ele estava sendo mantido em Weilmuenster, no oeste da Alemanha.

"A morte por fome nos persegue, e ninguém sabe quem será o próximo", escreveu.

"Antes, as pessoas aqui eram mortas mais rapidamente, e os corpos eram levados para serem queimados durante a madrugada. Mas eles enfrentavam resistência dos moradores locais."

"Então, agora, simplesmente nos deixam morrer de fome."

A carta, que nunca chegou à mãe de Putzki, foi lida em voz alta pelo ator Sebastian Urbanski, que tem síndrome de Down, durante a cerimônia na sexta-feira.

Ernst ainda sobreviveu por dois anos e morreu em janeiro de 1945 de pneumonia, segundo a certidão de óbito.


Vítimas esquecidas

Pessoas como Lehnkering e Putzki são frequentemente consideradas como vítimas esquecidas do nazismo, que matou mais de seis milhões de pessoas - a maior parte judeus, mas também prisioneiros políticos e outros - nos campos de concentração.

A sobrinha de Lehnkering, Sigrid Falkenstein, não fazia ideia que sua tia estava entre as 300 mil pessoas doentes e com deficiência que foram mortas pelos nazistas até que o nome dela apareceu na lista, em 2003.

"Na família, nunca falamos sobre minha tia", disse ela à agência de notícias Deutsche Welle.

"Agora eu sei que muitas famílias estiveram e ainda estão presas em um ciclo vicioso de repressão, silêncio e tabu. Por muito tempo, as vítimas, os familiares e os sobreviventes foram estigmatizados tanto na Alemanha Oriental como na Ocidental."

Vítimas do nazismo foram enterradas em túmulos no Instituto Hadamar, na Alemanha


Sigrid estava determinada a não deixar sua tia ser esquecida e cuidadosamente descobriu a história da vida dela para garantir que ninguém esqueceria quem era Anna, e por que ela morreu.

Na sexta-feira, todas as vítimas tiveram seus nomes mencionados.

Segundo Lammert, é apenas através dessas histórias que "é possível realmente compreender o mal que foi feito a estas pessoas inocentes" - e as contando "restabelecemos a dignidade dessas vítimas".


Fonte: Jornal BBC Brasil (Reino Unido)

Artigo - Aceitar as pessoas como elas são não nos obriga a conviver com elas


Por: Marcel Camargo*

É preciso tolerar e aceitar as pessoas como elas são, porém, conservando-nos o direito de nos afastar cordialmente de quem não nos agrada.

A tolerância é uma necessidade urgente neste mundo violento de hoje, em que uma simples discussão no trânsito pode chegar a provocar mortes. A intolerância é a mãe do preconceito, da exclusão, do racismo, de tudo, enfim, que segrega, separa e agride o que não se aceita, o que não se acha normal, o que incomoda sem nem haver razão. Sim, é preciso tolerar e aceitar as pessoas como elas são, porém, conservando-nos o direito de nos afastar cordialmente de quem não nos agrada.

Podemos entender que o outro tem a própria maneira de pensar, que sua história de vida é peculiar e suas bagagens podem ser totalmente diferentes das nossas. Podemos compreender que as verdades alheias, por mais que nos soem ilógicas e absurdas, são do outro tão somente e não necessariamente nossas. Desde que não nos firam, as escolhas do outro não nos dizem respeito. Desde que o outro esteja feliz, sem pisar ninguém, não temos como tentar intervir em estilos de vida que não são nossos.

Devemos saber discordar sem ofender, sem tentar impor o que pensamos como verdade absoluta – isso é arrogância burra. Necessitamos ouvir o que o outro tem a dizer, por mais que não enxerguemos ali razão alguma, mesmo que o que disserem ou fizerem seja exatamente o contrário de tudo o que temos como certo. Desde que não nos ofendam, nem ultrapassem os limites de nossa dignidade pessoal, os outros terão o direito de viver o que bem quiserem.

Por força maior, como o emprego ou a família, inevitavelmente estaremos sujeitos à obrigação de conviver ao lado de pessoas com quem não simpatizamos ou cujas idéias não se afinem minimamente com as nossas. No entanto, sempre poderemos escolher quem ficará ao nosso lado nos momentos mais preciosos de nossa jornada, enquanto construímos nossa história de vida, de luta e de amor.

Da mesma forma, conseguiremos nos desviar de quem nos desagrada, afastando-nos das pessoas que nada nos acrescentam, sem precisar criticá-las ou brigar com elas. Sim, podemos – e devemos – aceitar as pessoas como elas são, pois isso é o mínimo que se requer, em se tratando de sociedade, porém, não seremos obrigados a conviver além do necessário, além do suportável, além do adequado, com gente que enche a paciência e nos irrita. Isso seria masoquismo.


* Marcel Camargo é colunista da CONTI outra desde outubro de 2015.


Fonte: Portal ContiOutra

Entrevista - Graças à internet, 'facilitamos muito para quem odeia', diz Leandro Karnal


Historiador e um dos palestrantes mais requisitados do país atualmente, Leandro Karnal diz que o discurso de ódio sempre existiu nas sociedades mas chama a atenção para a facilidade com que ele se propaga, hoje, graças à internet.

"Hoje é um clique e um site, com muitas imagens. Facilitamos muito para quem odeia. O ódio tem imenso poder retórico. Ele sempre existiu. Agora, existe este ódio prêt-à-porter, pronto, onde você se serve à la carte e pega seu prato preferido", disse ele à BBC Brasil.

Mas apesar da maior facilidade, hoje, de propagação do discurso de intolerância, o professor de história da Universidade Estadual de Campinas diz que "os mais sólidos preconceitos e violências humanos são muito anteriores à globalização".

Leia abaixo trechos da entrevista:

BBC Brasil - Uma das suas frases que mais viralizou e foi repetida em 2016 diz que "não existe país com governo corrupto e população honesta". O sr. acha que a população não se enxerga como responsável também pelo processo de corrupção?

Leandro Karnal -
Característica nossa e da humanidade: excluir da parte negativa da equação o pronome pessoal reto EU. Em nenhum momento quis dizer que todos nós, brasileiros, somos corruptos, mas que a corrupção é algo forte na política e que a política é uma das camadas constituidoras do todo social, como um mil-folhas.

A política não é descolada da sociedade, mas nasce e volta ao mundo que a gerou. Os políticos são eleitos por nós. Denúncias são feitas e o político é reeleito. Seria coisa de grotões?

Karnal afirma que o 'ódio é o mais poderoso opiáceo já criado'


De forma alguma, eu me refiro também aos grandes centros urbanos. A expressão rouba mas faz não nasceu no sertão mas na maior e mais rica cidade do país. Meu alunos costumavam assinar lista de presença por colegas e, depois, ir a uma passeata contra corrupção na política.

A mudança não pode ser somente numa etapa do processo. Se você usa - a metáfora é importante - um lava-jato para limpar seu carro e a estrada continua sendo de terra batida, você precisará de uma nova lavagem todos os dias.


BBC Brasil - Mas de certa forma, responsabilizar a população pela corrupção da classe política pode parecer culpar a sociedade pelos erros cometidos pela elite governista, não?

Karnal -
O que eu desejo sempre afirmar é que não existe uma elite separada do todo. Um político ladrão deve ser preso e devolver o que roubou. A culpa é dele e só dele. Mas, se queremos um novo país, devemos discutir na base, na educação, na família, na fila do aeroporto e em todos os campos para uma sociedade mais ética.


BBC Brasil - Nesse sentido, é a desigualdade mesmo nosso maior problema?

Karnal -
A desigualdade é a base do problema e colabora para a má formação escolar. Uma sociedade que seja desigual já é um problema, mas uma que não educa nega a chance de corrigir a desigualdade. Como sempre, educação escolar básica é a chave da transformação.

Mudar isto muda tudo, como vimos no Japão e na Coreia do Sul após a guerra. Educação é músculo e osso, limpeza ética do Senado é maquiagem, mesmo quando necessária, como toda maquiagem, passageira.


BBC Brasil - Tivemos nesse fim de ano o episódio do ambulante morto a pancadas após defender uma transexual, também tivemos uma chacina em Campinas na qual o autor deixou uma carta criticando o feminismo. O que explica essa intolerância - racial, de gênero, de classe -, e de que forma ela pode ser combatida?

Karnal -
Sempre existiu este ódio que flui por todos os lados. Não é fácil existir e acumular fracassos, dores, solidão, questões sexuais, desafetos e uma sensação de que a vida é injusta conosco. O mais fácil é a transposição para terceiros.

Um homem fracassa no seu projeto amoroso. O que é mais fácil? Culpar o feminismo ou a si? A resposta é fácil. Tenho certeza absoluta de que o autor do crime não era um leitor de Simone de Beauvoir ou Betty Friedan. Era um leitor de jargões, de frases feitas, de pensamento plástico e curto que se adaptava a sua dor.

Esses slogans são eficazes: "toda feminista precisa de um macho", "os gays estão dominando o mundo", "sem terra é tudo vagabundo". Curtos, cheios de bílis, carregados de dor, os slogans entram no raso córtex cerebral do que tem medo e serve como muleta eficaz.

No cérebro rarefeito a explicação surge como uma luz e dirige o ódio para fora. Se não houvesse feminismo, o assassino continuaria sendo o fracassado patético que sempre foi, mas agora ele sabe que seu fracasso nasceu das feministas e ele não tem culpa. Isto é o mais poderoso opiáceo já criado: o ódio.


BBC Brasil - De que forma as redes sociais acabaram potencializando essa intolerância e esse discurso de ódio. Eles são reflexo da nossa sociedade ou acabam estimulando os comportamentos mais intolerantes e polarizados?

Karnal -
Antes era preciso ler livros para criar estes ódios. Mesmo para um homem médio da década de 1930, ele precisava comprar o Mein Kampf de Hitler e percorrer suas páginas mal redigidas. Ao final, seus vagos temores antissemitas era embasados numa nova literatura com exemplos e que fazia sentido no seu universo. Mesmo assim, havia um custo: um livro.

Hoje é um clique e um site, com muitas imagens. Facilitamos muito para quem odeia. O ódio tem imenso poder retórico. Ele sempre existiu. Agora, existe este ódio prêt-à-porter, pronto, onde você se serve à la carte e pega seu prato preferido.

Exemplo? Uma pessoa me disse: "Quem descumpre a lei deveria ser fuzilado! Bandido deveria ser executado". Eu argumentei: "Pela sua lógica, descumprimento da lei merece pena capital. Como a lei brasileira proíbe a pena capital, você está defendo crime e incitação ao crime, na sua lógica, deveria ser punida com pena de morte."

Era uma maneira socrática de argumentar a contradição do enunciado. O caro leitor pode supor que a resposta do indivíduo não foi socrática nem platônica.


BBC Brasil - Pensando num contexto geral, a globalização deu errado? Com esse discurso de fechar fronteiras, de medidas protecionistas...Estamos vivendo um retrocesso, um avanço ou uma estagnação?

Karnal -
Não havia um mundo harmônico e feliz antes, e não existe agora. O que varia em história é como produzimos a dor. Nosso método atual mudou este método. Os mais sólidos preconceitos e violências humanos são muito anteriores à globalização.


BBC Brasil - Para muitos, 2016 foi um ano marcado pelo avanço de forças conservadoras. Em 2017, haverá eleições na França e na Alemanha, com os partidos de extrema-direita em ascensão. O que vem pela frente?

Karnal -
Difícil falar de futuro para um historiador, profissional do passado. A tendência é de uma onda conservadora por alguns anos em quase todos os lugares. Provavelmente, seguindo o que houve antes, depois de experimentar candidatos conservadores que prometem o paraíso e não vão conseguir, os eleitores estarão de novo inclinados a candidatos de outro perfil que oferecerão o paraíso.

As coisas mudam, mas não mudam porque o presidente usa topete ou é conservador. Presidente democratas estavam no poder com Kennedy e Johnson e a violência racial chegou ao ponto máximo. No período Obama, muitos policiais mataram muitos negros, tendo um presidente negro no poder. Então, de novo, não estamos abandonando um paraíso e ingressando no inferno.


BBC Brasil - O dicionário Oxford escolheu "pós-verdade" como palavra do ano de 2016. A definição é "circunstâncias em que os fatos objetivos têm menos influência sobre a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais". O conceito é de que a verdade perdeu o valor, e acreditamos não nos fatos, mas no que queremos acreditar que é verdade. Qual sua avaliação sobre essa "nova era" e novo comportamento, que acaba reforçado pelas redes sociais?

Karnal -
Sempre fomos estruturalmente mentirosos em todos os campos humanos. A mudança é que antes se mentia e se sabia a diferença entre mentira e verdade, hoje este campo foi esgarçado. O problema talvez seja de critério. Com a ascensão absoluta do indivíduo, o que ele considerar verdade será para ele.

Perdemos um pouco da sociologia da verdade, ou de um critério mais amplo de validação do verdadeiro. No século 18 era o Iluminismo: o método racional que tornava algo aceito como verdade. No 19, foi a ciência e o método empírico para distinguir falso de verdadeiro.

Hoje o critério é a vontade individual. "A água ferve a 100 graus centígrados ao nível do mar". Verdade? A resposta seria diferente no (século) 19 e hoje.


BBC Brasil - Queria falar um pouco sobre as bolhas informacionais. Muita gente se depara com elas nas redes sociais todos os dias - os algoritmos acabam reforçando opiniões, nos oferecendo mais daquilo que nós já acreditamos e isso favorece, de certa forma, as informações equivocadas, mentirosas. Qual sua avaliação sobre isso e sobre o impacto disso para a sociedade?

Karnal -
A bolha informacional e seus respectivos algoritmos constituem uma zona de conforto para o navegador do ciberespaço. Importante dizer: para o mercado, o consumidor conservador ou de esquerda compram da mesma forma, então o algoritmo informa qual o perfil do consumidor.

Quem deseja ler a biografia de Obama ou de Trump vai ao mesmo site. O que não mudou nos últimos séculos é que a verdade comercial é superior ao debate epistemológico de validação ou não do que é verdadeiro. Petralhas e coxinhas compram; isentões também. Resta a pergunta que não quer calar: qual a importância do debate sobre posição política sob este prisma? O que de fato importa para quem de fato manda no mundo?


Fonte: Jornal BBC Brasil (Reino Unido)

Criança mimada é falta de educação, sim. E a culpa é dos pais

“Uma criança mimada é uma criança que tem baixa tolerância à frustração. Não sabe ouvir um não e não consegue se comportar bem socialmente”, diz psicóloga.


Mesmo que você não tenha filhos, provavelmente já presenciou cenas semelhantes: criança se jogando no chão e gritando porque não recebe o que quer na hora que está pedindo; criança gritando (e até batendo) nos pais porque não ganharam o que querem, na hora que querem; criança jogando comida no chão porque não é o que quer comer. Pois esse comportamento é de criança mimada e indica, sim, falta de educação.

Para a psicóloga Laurema Suckow de Castro uma geração de “crianças mimadas” está se formando por uma mudança social e até econômica. “O pais e as mães estão muito mais ausentes, trabalhando muito. As crianças ficam muito ligadas em aparelhos tecnológicos e tendo pouco contato com a família. Isso desencadeia um comportamento social sem muitos limites”, explica.

Limite aliás, é a palavra chave para lidar com uma criança mimada e também pode ser a “salvação” para esse tipo de comportamento. O problema, conforme analisa a psicóloga, é que a culpa dos pais acaba desencadeando um comportamento vicioso. Os pais não querem repreender a criança porque sentem culpa por não passar mais tempo com ela. Os filhos percebem essa culpa dos pais e usam ao seu próprio favor, testando limites e – também – a paciência.

“Uma criança mimada é uma criança que tem baixa tolerância à frustração. Não sabe ouvir um não e não consegue se comportar bem socialmente”, explica Laurema. Esse “não consegue” passa pela questão da criança saber que os pais não vão repreendê-la em um lugar público, por isso acaba colocando a família em situação constrangedora.

O que fazer nesses casos? Ser firme. Por mais que a culpa bata, os pais devem saber que os limites são essenciais na educação dos filhos e que são eles – os pais – que sabem o que é melhor para as crianças durante a infância. Isso significa saber se comportar durante um passeio e até comer o que os pais indicam, já que os adultos têm mais experiência para saber o que faz bem do que uma criança.

Parece lógico, mas muitos pais têm dificuldades em colocar limites nas crianças e terceirizam essa função, seja para a escola ou para especialistas. Laurema salienta que uma situação muito comum hoje em dia é os pais buscarem diagnósticos para criança, chamando-a de hiperativa ou mesmo buscando ajuda médica para lidar com um comportamento inadequado.

“Há diferenças grandes entre uma criança com alguma síndrome e uma criança sem educação, sem limites. Os pais não podem confundir. Na dúvida, é importante buscar orientação”, salienta Laurema.


O que fazer?

A psicóloga dá algumas dicas para lidar com crianças que estão fazendo birra ou manha constantemente. Confira:
  • Tenha controle da situação. Lembre-se: quem sabe o que é melhor para as crianças são os adultos e não elas.
  • Seja firme. Não volte atrás em uma decisão. A criança precisa confiar e sentir-se segura com a decisão do adulto.
  • Não sofra. Saiba que dar limites é positivo para a criança. Uma criança mimada é manipuladora e sabe o “ponto fraco” dos pais. Não caia no jogo.
  • Fuja do consumismo. Não tente compensar o tempo que você passa fora com presentes. O que vale é a qualidade do tempo também, portanto, presentes, só em datas especiais.
  • Dê tarefas para que as crianças cumpram de acordo com a idade e maturidade delas. Estimule a independência.
  • Faça combinados e mantenha as regras. Antes de sair de casa para um passeio, lembre os acordos da família: nada de birra, manha ou pedir para comprar alguma coisa. Não dá para fazer tudo o que as crianças querem, isso prejudica um crescimento saudável!

Fonte: Jornal Gazeta do Povo

Lei cria mecanismos para combate à violência obstétrica em Santa Catarina

Foto: Yuri Santos (Agência AL)

Alesc se mobilizou pela aprovação do projeto que deu origem à lei para combate à violência obstétrica



Informação e proteção à gestante e parturiente contra a violência obstétrica em Santa Catarina é o que determina a Lei Estadual 17.097/2017, sancionada nesta semana pelo governador Raimundo Colombo (PSD). Ao dispor da implantação de medidas para evitar a violência, a norma considera violência obstétrica todo ato praticado pelo médico, equipe hospitalar, familiar ou acompanhante que ofenda, de forma verbal ou física, as mulheres gestantes, em trabalho de parto ou no período do puerpério.

Publicada na edição 20.457 do Diário Oficial do Estado, em 19 de janeiro, a lei já está em vigor. De origem parlamentar, o projeto é de autoria da ex-deputada estadual Angela Abino (PCdoB). A proposição foi protocolada na Alesc em 2013 e aprovada pelos deputados em 13 de dezembro do ano passado, graças à mobilização de mulheres e entidades e profissionais ligadas ao combate à violência obstétrica e à promoção do parto humanizado, que contou com a participação da Comissão de Saúde da Assembleia.


Em sua redação, a lei também determina a divulgação da Política Nacional de Atenção Obstétrica e Neonatal. Entre as demais medidas previstas, considera inaceitável recriminar a parturiente por qualquer comportamento como gritos, choro, medo, vergonha ou até mesmo dúvidas. A norma deixa claro que fica proibido submeter a mulher a procedimentos dolorosos, desnecessários ou humilhantes, como lavagem intestinal, raspagem de pelos pubianos, posição ginecológica com portas abertas e exame de toque por mais de uma profissional.

A nova lei tem como justificativa o conteúdo do Dossiê sobre violência obstétrica "Parirás com Dor", elaborado pela Rede Parto do Princípio para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência Contra as Mulheres, criada pelo Congresso Nacional. O dossiê defende que a mulher deve ser protagonista da sua história e, assim, deve ter poder de decisão sobre seu corpo, liberdade para dar à luz e acesso a uma assistência à saúde adequada, segura, qualificada, respeitosa, humanizada e baseada em evidências cientificas. Para tanto, no pré-natal, no parto e no pós-parto, a mulher precisa ter apoio de profissionais e serviços de saúde capacitados que estejam comprometidos com a fisiologia do nascimento e respeitem a gestação, o parto e a amamentação como processos sociais e fisiológicos.


Fiscalização e regulamentação

A fiscalização do cumprimento da lei será realizada pelos órgãos públicos nos respectivos âmbitos de atribuições, os quais serão responsáveis pela aplicação de sanções decorrentes de infrações às normas, mediante procedimento administrativo.

O Poder Executivo regulamentará a lei no prazo de 60 dias, contado a partir de 17 de janeiro.


Fonte: Portal Agência AL

Trabalho escravo em área urbana cresce no Brasil


Paulo Sérgio Martins, 43 anos, casado, pai de 5 filhos. Trabalhador resgatado de fazenda em Mato Grosso, em situação de escravidão.

Paulo Martins não é personagem dos livros de história do Brasil, que relatam a exploração dos negros nos períodos de colônia e império. Ele é parte de um grupo resgatado no século 21. Mais um caso de exploração contemporânea num dos últimos países a abolir a escravidão.

Paulo relata a jornada dura e a situação dos alojamentos, quando foi encontrado pelos fiscais do trabalho. “Barraco de lona, dentro da mata, o alimento que a gente comia não era um alimento adequado, bicho caía à noite nas vasilhas, aí inseto sentava na carne, tinha região que a gente trabalhava que era escravo mesmo.”



Assim como Paulo, hoje, grande parte dos trabalhadores em situação semelhante à escravidão no Brasil é resgatada na área rural. Em 2016, dos 667 trabalhadores identificados, 463 trabalhavam em agricultura ou pecuária.

Na região Amazônica, os principais casos desse tipo de exploração também são rurais. Mas nos últimos anos, a escravidão em atividades tipicamente urbanas tem se tornado uma tendência.

Leonardo Sakamoto, presidente da organização Repórter Brasil, que atua no combate a essa prática, revela a prostituição como área comum de exploração na Amazônia. “É muito comum na região Norte do Brasil encontrar trabalho escravo urbano em bordeis, meninas sendo exploradas sexualmente e muitas delas em situação análoga a de escravo.”

Apesar das diferenças de localidade, as características utilizadas para identificar a escravidão, tanto no meio rural quanto nas cidades, são as mesmas, como ressalta o procurador do Ministério Público do Trabalho, Thiago Muniz Cavalcante, coordenador nacional de Erradicação do Trabalho Escravo.

A Amazônia lidera a triste estatística de escravidão no país, nos últimos anos. De 1995 a 2015, segundo dados divulgados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), os dez municípios com maior número de casos de trabalho escravo do Brasil estão na região, sendo oito deles no Pará.

Nas fiscalizações de 2016, Pará, Maranhão, Mato Grosso e Tocantins ficaram entre os dez estados com mais trabalhadores resgatados.

Paulo Martins, deixa um recado para outros trabalhadores. “Se a gente dormir de mau jeito, comer de qualquer jeito, ficar morando embaixo de barraco de lona, tomando chuva, então isso aí não faz bem para nossa saúde, nós temos que preservar a nossa saúde.”


Fonte: Portal Agência Brasil

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