terça-feira, 3 de outubro de 2017

Você é uma pessoa intolerante? Conheça as formas de preconceito e saiba a resposta


Nós aceitamos melhor as diferenças quando somos mais tolerantes



* Publicado em 16/11/2016


Hoje, 16 de novembro, comemora-se o Dia Internacional da Tolerância. Criado pela ONU em 1996, ele tem como objetivo fortalecer a conscientização sobre os perigos da intolerância. Neste dia, também acontecem ações em todo o mundo para promover o fim dos preconceitos.

Para celebrar a data, nós listamos as principais formas de preconceito e mostramos como evitar cada uma. Também conversamos com pessoas que vivem a intolerância na pele para descobrir se Jaraguá do Sul está mais aberta às diferenças. Confira abaixo:


O significado de ser tolerante

A tolerância está relacionada com a nossa capacidade pessoal e comunitária de conviver com valores diferentes dos nossos. Ser tolerante significa respeitar as diferenças de opiniões e pontos de vista. Uma pessoa tolerante tem mais facilidade de se relacionar com os outros e é mais aberta a aceitar o que é diferente.


As formas mais comuns de preconceito

O contrário de tolerância gera preconceito e discriminação. Conheça as principais formas de intolerância e saiba como evita-las:


Machismo

Este tipo de preconceito é direcionado às mulheres e se caracteriza pela ideia de que elas possuem menos valor que os homens. O machismo aparece de diversas formas, principalmente em situações comuns do dia a dia.

Uma pesquisa realizada pela campanha “Chega de Fiu Fiu”, criada para lutar contra o assédio em locais públicos, apontou que 83% das 8 mil mulheres entrevistadas não achava legal os “elogios” que recebem nas ruas.

Jaraguá do Sul é o 11º município do Estado com mais registros de agressões. E pior: a cidade ocupa posição de destaque na lista de municípios catarinenses com mais casos de estupro. Dados alarmantes como esses merecem nossa atenção.

Para evitar atitudes machistas, não propague ideias de que lugar de mulher é na cozinha, por exemplo. Se você é homem, veja 20 coisas para não fazer e ser menos machista.

Racismo

A intolerância contra as diferenças de raça não é uma novidade, mas infelizmente ainda não foi superada. Mais da metade da população brasileira se considera negra ou parda, segundo dados do IBGE. Isso, porém, não é o suficiente para que os casos de racismo deixem de existir.

Para passar longe do racismo, expressões como “trabalho de preto” e “inveja branca” precisam ser abandonadas. Confira também a entrevista que fizemos sobre este assunto com o presidente do Conselho Municipal da Promoção da Igualdade Racial de Jaraguá do Sul, Luis Fernando Olegar.

Preconceito contra pessoas LGBT

Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis são algumas das expressões relacionadas a grupos que expressam diferentes sexualidades e identidades de gênero. Essas pessoas sofrem preconceitos como a homofobia, lesbofobia e transfobia.

Em 2014, Jaraguá do Sul virou noticia nacional por causa de um caso de preconceito contra LGBTs. Durante o show da banda Raimundos na cidade, um casal de homens foi convidado a subir ao palco depois de ser hostilizado.

Assista ao discurso do vocalista Digão logo após o ocorrido:


Para a vice-presidente da União Nacional LGBT do munícipio, Mariana Franco, a cidade já mudou muito desde então. “Evoluímos principalmente quando falamos de orientação sexual, porém, ainda há muito que ser feito”, comenta. “Temos que dar mais oportunidades de emprego para transexuais e travestis, por exemplo”, completa.


Intolerância religiosa

Neste ano, os 3.786 estudantes jaraguaenses que realizaram o ENEM tiveram que redigir uma redação com o tema “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”. O assunto, recorrente na mídia, ganhou ainda mais destaque depois de cair na prova mais importante do país.

A intolerância religiosa se dá quando pessoas de diferentes crenças entram em conflito por causa daquilo que acreditam. Depredar templos, vandalizar imagens e ridicularizar cultos são algumas das práticas que ilustram esse preconceito que não pode acontecer.


Preconceito contra pessoas com deficiência

Dados do IBGE revelam que quase 24% da população brasileira possui alguma necessidade especial. Dentre os principais desafios enfrentados pelas pessoas com deficiência física está a questão da mobilidade e da inclusão no mercado de trabalho.

Para a Paula Maria Markewicz, fundadora da Pastoral dos Surdos de Jaraguá do Sul, o município está no caminho de superar o preconceito. “Nós hoje conseguimos nos comunicar em muitos lugares, pois as pessoas se encantam com a língua brasileira de sinais depois que conhecem”, conta.

Além da tolerância, Paula acredita que as pessoas com deficiência precisam de oportunidades para mostrar suas qualificações e competências.


Intolerância contra estrangeiros

A xenofobia é praticada contra pessoas de outras nacionalidades. Ela pode acontecer até mesmo dentro de um único país, como é o caso do preconceito contra nordestinos aqui no Brasil.

Nos últimos tempos casos de intolerância contra imigrantes haitianos se tornaram corriqueiros. As desculpas para os atos de violência física e verbal são muitas, mas nenhuma justifica o preconceito contra quem só está tentando recomeçar a vida.

Em Jaraguá do Sul, os haitianos que se instalaram aqui criaram uma entidade de apoio aos estrangeiros com a intenção de facilitar o acesso a documentação, saúde e ao mercado de trabalho.


Tolerância em todos os lugares

A tolerância é uma qualidade que praticamos diariamente em muitas áreas da nossa vida. Precisamos dela em casa e no trabalho. A psicóloga e Master Coachem desenvolvimento humano, Kelly Moraes Schmitt, acredita que a tolerância é uma das características essenciais para qualquer ser humano.
"Graças à tolerância, conseguimos viver em sociedade, mas ela sozinha não garante a saúde dos relacionamentos. Os conflitos são fundamentais para a evolução das pessoas e também das empresas", explica.

Coloque a tolerância em prática

Confira as dicas que a Kelly Moraes Schmitt deu para quem quer exercitar a tolerância:
  • Busque autoconhecimento – conheça verdadeiramente e profundamente seus valores e limitações, desta forma ampliamos a capacidade de compreensão do outro; 
  • Escute mais – procure falar menos, pois toda vez que ouvimos aumentamos a capacidade de atenção e reduzimos os nossos níveis de tensão e ansiedade; 
  • Julgue menos – somos seres julgadores e falamos muito é isso torna mais difícil nossas relações. 
Kelly deixou ainda um desafio. “E se você se permitisse só por hoje, ouvir mais, julgar menos e beneficiar as pessoas mesmo que não concorde totalmente com elas, o que aconteceria?”, questiona.


Fonte: Site Geledés

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