terça-feira, 15 de agosto de 2017

Mães com insônia têm quase duas vezes mais chance de ter bebês prematuros


Quando a mãe não consegue dormir, o bebê fica com pressa de sair. Rimas bobas à parte, essa foi a principal conclusão de um estudo publicado na Nature na última terça (8). Um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia (UFSC) analisou os prontuários de 3 milhões de mães norte-americanas em busca de fatores de risco para nascimentos prematuros – e descobriu que mulheres diagnosticadas com apnéia do sono ou insônia têm quase duas vezes mais chances de ter o bebê um mês e meio antes do tempo normal de gestação. Todas deram à luz em hospitais da Califórnia entre 2007 e 2012.

“Parece óbvio, mas esse estudo nunca havia sido feito”, afirmou à Nature Laura Jeliffe-Pawlowski, uma das autoras do artigo científico. “Perceber essa associação é importante porque nós precisamos muito de intervenções que possam fazer a diferença.” A médica se refere à alta taxa de nascimentos prematuros registrada todos os anos – preocupante até em países desenvolvidos, já que a medicina ainda não compreende tão bem como um grande número de variáveis contribui para o problema. A insônia, que pode ser causada por mudanças hormonais ou pelo desconforto com o tamanho da barriga, é comum em mulheres grávidas, e por isso mesmo costuma ser ignorada como fator de risco nesse tipo de estudo. Combatê-la, em vez de aceitá-la como uma parte normal da gestação, pode ajudar a combater os nascimentos prematuros.


Fonte: Revista SuperInteressante

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