segunda-feira, 5 de junho de 2017

Prensado pode ter crack e até solução de bateria


É o que alerta o engenheiro agrônomo Pedro Alencar, que estuda a cannabis há mais de 20 anos.

Que o prensado vendido no país pode ser a pior maconha comercializada no mundo inteiro, isso ninguém duvida. Mas poucas análises foram feitas para determinar o que realmente tem naquele pequeno tijolo vendido pelos traficantes. Já se sabia da forte presença de agrotóxicos. Mas solução de bateria é inconcebível, como relata o engenheiro agrônomo Pedro Alencar, que estuda a maconha há mais de 20 anos.

Em entrevista ao Portal O Dia, Alencar alerta que o grande risco que a maconha prensada traz ao usuário é o fato de ele não saber o que está consumindo. O engenheiro comenta que os traficantes misturam outros tipos de plantas, para aumentar o volume dos tijolos, e acrescentam ainda produtos químicos como soda cáustica e solução de bateria, para dar mais “efeitos” e também para disfarçar o cheiro.

Outro fato alarmante seria a presença de outras drogas no prensado, como o crack, o que contribui para aumentar o vício.

“Há alguns anos, comecei a perceber que as pessoas que fumavam a maconha prensada estavam consumindo mais do que o normal, e não ficavam saciados. Então eu observei que a maconha estava cheia de uma coisa amarela, que era na verdade borra de crack”, relatou o especialista


Presença de micro-organismos

Doutor em biologia, o professor José Ribamar Rocha coordena um grupo de pesquisas sobre fungos aquáticos na Universidade Federal do Piauí. Segundo ele, é possível afirmar que a condição em que a planta da maconha é colocada cria um ambiente propício para o nascimento de micro-organismos. “Como [os traficantes] não têm cuidado no manuseio asséptico esterilizado, como têm essas maconhas industrializadas de países onde é permitido, [a prensada] têm o risco de contaminação por bactérias e fungos”, disse.

Por isso, cada vez mais a postura da Macô é a de defender o autocultivo como forma de não só combater o tráfico de drogas, como também de consumo responsável e inteligente de cannabis.


Fonte: Portal Macô Cannabis Project

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