domingo, 18 de junho de 2017

Estudo revela que um em cada seis idosos sofre alguma forma de abuso no mundo

Um em cada seis idosos sofre alguma forma de abuso, afirma novo estudo apoiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS)


Um em cada seis idosos sofre alguma forma de abuso, afirma novo estudo apoiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e publicado na Lancet Global Health. Esse número é maior do que o estimado anteriormente, e a previsão é de que aumente à medida que as populações envelhecerem em todo o mundo.

O novo estudo descobriu que quase 16% das pessoas com 60 anos ou mais foram submetidas a abusos psicológicos (11,6%), abusos financeiros (6,8%), negligência (4,2%), abusos físicos (2,6%) ou abusos sexuais (0,9%).

A pesquisa se baseia nas melhores evidências disponíveis de 52 estudos em 28 países de diferentes regiões, incluindo 12 países de baixa e média renda.

“O abuso de pessoas mais velhas está aumentando. Para 141 milhões de pessoas idosas em todo o mundo, ele tem sérios custos individuais e sociais”, disse Alana Officer, assessora de saúde sênior do Departamento de Envelhecimento e Curso de Vida da OMS. “Nós devemos fazer muito mais para prevenir e responder à crescente frequência de diferentes formas de abuso”.


Abuso de idosos e saúde

A consciência sobre o abuso de idosos, ainda em grande parte um tabu, começou a aumentar em todo o mundo. Esses abusos são definidos como ações ou a falta de ação apropriada, o que pode causar danos ou angústia a uma pessoa idosa.

Isso pode ocorrer em qualquer relacionamento onde exista uma expectativa de confiança. Todos os tipos de abuso de idosos podem ter um impacto em sua saúde e bem-estar.

O abuso psicológico é o mais sutil e inclui comportamentos que prejudicam a autoestima ou o bem-estar do idoso, entre eles xingamentos, sustos, constrangimento, destruição de propriedades ou impedimento de que vejam amigos e familiares.

O abuso financeiro inclui o uso ilegal de dinheiro, propriedade ou ativos de uma pessoa idosa. A negligência envolve a falha no atendimento de suas necessidades básicas – como alimentação, habitação, vestimentas e cuidados médicos.

Entre os efeitos do abuso à saúde estão lesões traumáticas e dor, assim como depressão, estresse e ansiedade. O abuso de pessoas idosas pode levar a um risco aumentado de colocação em casa de idosos, uso de serviços de emergência, hospitalização e morte.

“Apesar da frequência e das graves consequências para a saúde, o abuso de idosos continua a ser um dos tipos de violência menos investigados em pesquisas nacionais e um dos menos abordados nos planos nacionais para prevenir a violência”, acrescentou Alana.

Em 2050, o número de pessoas com idade igual ou superior a 60 irá dobrar, chegando a 2 bilhões em todo o mundo, com a grande maioria das pessoas idosas em países de baixa e média renda.

Se a proporção de vítimas de abuso permanecer constante, o número de pessoas afetadas crescerá rapidamente devido ao envelhecimento da população, aumentando para 320 milhões de vítimas até 2050.

“O abuso de idosos raramente é discutido em círculos políticos, é menos priorizado em pesquisas e abordado apenas por algumas organizações”, observou Etienne Krug, diretor de Prevenção da Violência, Lesões e Incapacitações da OMS.

“Os governos devem proteger todas as pessoas contra a violência. Devemos trabalhar para esclarecer esse importante desafio social, entender a melhor forma de prevenir e ajudar a implementar as medidas necessárias.”

Estratégia global e plano de ação

Em maio de 2016, ministros da Saúde adotaram a Estratégia Global e Plano de Ação da OMS sobre envelhecimento e saúde na Assembleia Mundial da Saúde. A estratégia fornece orientação para ações coordenadas em países que se alinham com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Entre as ações prioritárias da estratégia, está aperfeiçoar os estudos sobre a frequência do abuso de idosos, em particular nos países de baixa e média renda do Sudeste Asiático, Oriente Médio e África, para os quais há poucos dados.

O plano também indica coletar evidências e desenvolver orientação sobre o que funciona para efetivamente prevenir e responder ao abuso de idosos. Como primeiro passo, os governos precisam avaliar os esforços existentes, como treinamento para cuidadores e uso de linhas telefônicas, e publicar esses achados. Outra frente de atuação é apoiar os países a prevenir e responder ao abuso de idosos.


Fonte: Portal da ONU

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