quarta-feira, 17 de maio de 2017

América Latina e ONU discutem criação de marca de produtos feitos por pessoas privadas de liberdade

Produtos feitos por detentos da América Latina


Em encontro na Cidade do Panamá, na quinta-feira (11), profissionais de sistemas penitenciário da América Latina, incluindo do Brasil, e representantes da ONU se reuniram para debater programas de trabalho voltados para pessoas privadas de liberdade. Boas práticas servirão de exemplo para a criação de uma marca global de produtos feitos por detentos. Iniciativa é liderada pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

Com a participação de agentes penitenciários da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai, o encontro discutiu experiências de sucesso no enfrentamento dos problemas econômicos e sociais vividos por presos.

Durante a abertura da reunião, a ministra de Governo do Panamá, María Luisa Romero, falou sobre o IntregArte, um programa de trabalho atualmente implementado em quatro centros penitenciários do país. Com o projeto, detentos produzem roupas, mobília e artesanato. Desde o lançamento da iniciativa em 2016, mais de 150 pessoas vivendo na cadeia já foram beneficiadas.

María Luisa ressaltou a importância de estratégias que envolvam as pessoas privadas de liberdade em atividades produtivas. Isso permite aos detentos desenvolver habilidades e aumentar suas chances de conseguir um emprego após saírem da prisão. A dirigente elogiou a proposta de uma marca de produtos feitos por esse público, pois, segundo ela, isso conseguiria mostrar para a sociedade o potencial dos indivíduos que vivem nas prisões.

Já o representante regional do UNODC para a América Central e o Caribe, Amado de Andrés, ressaltou o protagonismo da região no estabelecimento de programas de trabalho dentro dos sistemas carcerários. Alguns deles envolvem até mesmo parcerias público-privadas.

Na avaliação da agência da ONU, o encontro no Panamá serviu para compartilhar modelos que servirão de base para a criação de uma linha de produtos de alcance global. O objetivo da iniciativa é evitar a reincidência criminal através da reabilitação e da capacitação dos detentos, para que esses possam levar uma vida autônoma.

Outras pautas do encontro incluíram a participação de câmeras de comércio e de sindicatos, bem como a criação de meios de avaliação para medir o impacto real de programas de trabalho na vida dos detentos, através da coleta de estatísticas sobre empregabilidade e reincidência.


Fonte: Portal da ONU

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