quinta-feira, 30 de março de 2017

Comitê dos direitos das pessoas com deficiência da ONU destaca questões de gênero


A 17ª sessão do Comitê das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência teve início na segunda-feira (20) em Genebra, na Suíça, destacando a importância de se promover as questões de gênero nas agendas políticas dos países sobre esse tema.

De acordo com dados da ONU, atualmente, há cerca de 1 bilhão de pessoas com deficiência no mundo. “Nós pedimos a todos os governos que assegurem que uma base sólida de gênero esteja incorporada em suas agendas este ano, e pedimos medidas especiais para garantir que a voz e a experiência de meninas e mulheres ressoem dentro de suas deliberações”, disse a vice-diretora de direitos humanos da ONU, Kate Gilmore, durante o evento que ocorre até 12 de abril.

“O fato de que apenas uma mulher foi eleita pelos Estados-membros para fazer parte do Comitê é fundamentalmente inadequado”, acrescentou Gilmore, pedindo aos Estados que “corrijam essa situação inaceitável” nas próximas eleições.

Gilmore falou em nome do secretário-geral da ONU, António Guterres, que fez da paridade entre os sexos e da igualdade de representação das mulheres uma prioridade de seu mandato.

Durante a sessão, o Comitê, composto por 18 peritos independentes internacionais, analisou os direitos das pessoas com deficiência em Moldávia, Irã, Chipre, Bósnia e Herzegovina, Jordânia, Armênia, Honduras e Canadá.

Esses países estão entre os 172 Estados-partes da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada em dezembro de 2006 pela Assembléia Geral das Nações Unidas.

A Convenção da ONU pede a compreensão da deficiência como uma questão de direitos humanos e destaca obstáculos enfrentados por pessoas nessa condição, como o acesso físico a edifícios, estradas e transportes, bem como o acesso à informação através de comunicações escritas e eletrônicas.

Além disso, visa a reduzir o estigma e a discriminação, que são muitas vezes as razões pelas quais as pessoas com deficiência são excluídas da educação, do mercado de trabalho e de outros serviços.


Fonte: Portal da ONU

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