quinta-feira, 30 de março de 2017

Camille Claudel ganha museu na França


Foi inaugurado esta semana, na cidadezinha francesa de Nogent-sur-Seine, o primeiro museu dedicado à artista Camille Claudel, que reúne mais de 300 obras. O local foi instalado onde antes funcionava um museu municipal de esculturas. O vilarejo, onde Camille passou a adolescência, é pertinho de Epernay, onde ficam as principais vinícolas de Champagne. Ou seja, eis uma bela esticada entre uma degustação e outra.

Camille, que viveu entre 1864 e 1943, teve um romance tórrido com Auguste Rodin e sua luz quase foi ofuscada pela dele à época. Suas esculturas de impressionante expressividade buscavam traduzir os sentimentos humanos em materiais duros, como o bronze.


Para ajudar a situar o visitante na obra de Camille dentro de determinados tempo e espaço, o acervo do museu traz obras de importantes escultores da época: Marius Ramus (1805-1888), Paul Dubois (1829-1905) e Alfred Boucher (1850-1934).

A seção “A escultura no tempo de Camille Claudel” lança um olhar sobre como escultores saídos de uma formação clássica se situaram em um período de grandes transformações, sobretudo causadas pela Primeira Guerra Mundial. A técnica impecável para representar o corpo humano ganha mais sensibilidade e se torna uma busca constante de expressividade.


Camille só deixou sua obra de lado quando foi internada no Hospital Psiquiátrico de Ville-Evrard, acusada de ter se submetido a dois abortos. Como forma de protesto, ela se recusou a continuar esculpindo. Passou entre diferentes manicômios os últimos 30 anos da sua vida em absoluta solidão: nem mesmo seus pais a visitavam. Finalmente, um pouco de justiça se fez.


Fonte: Jornal Deutsche Welle (Alemanha) / Portal As Meninas

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