terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Maioria dos americanos acha que mulheres devem ter sobrenome do marido


Mais de 70% dos homens americanos acreditam que as mulheres deveriam adotar o sobrenome dos maridos. E metade deles acha que elas precisam ser obrigadas por lei a mudar de nome.

A alarmante pesquisa é analisada a fundo no estudo “Hillary Rodham Versus Hillary Clinton: Consequences of Surname Choice in Marriage” (“Consequências da Escolha de Sobrenome no Casamento”), da socióloga Emily Fitzgibbons Shafer, da Universidade Estadual de Portland.

Ao longo das 17 páginas do artigo, Emily tenta entender a influência da escolha (ou recusa) do sobrenome do marido na vida da mulher. “O argumento mais comum apresentado por quem defende a mudança parte de uma crença de que as mulheres deveriam priorizar casamento e família à frente delas mesmas”, observa a pesquisadora.

Emily usa como ponto de partida a mudança de nome promovida por Hillary Clinton, democrata que perdeu as eleições presidenciais de 2016 para Donald Trump. “Hillary Rodham se tornou Hillary Clinton depois de sugerirem que o uso do nome de solteira foi uma das razões para a derrota de seu marido na tentativa de reeleição como governador (do Arkansas)”, diz a estudiosa.

Emily lembra que Hillary Clinton foi criticada por manter o sobrenome de solteira. “Isso foi visto como algo estranho, até ofensivo, e ela foi classificada como esposa ruim”. Por isso, um dos aspectos do estudo é a análise de como as mulheres se veem quando decidem ou não adotar o sobrenome do marido.

Entre homens e mulheres com nível de instrução elevado, Emily descobriu que a mudança de nome traz pouco reflexo negativo na maneira como elas se avaliam no casamento. Já em grupos de baixa de instrução, há a percepção de que mulheres que não trocam de nome parecem menos comprometidas com o relacionamento.

Um das conclusões de Emily aponta para a supremacia de um pensamento masculino sobre o casamento. “Por que não vemos nem uma minoria considerável de homens adotando o sobrenome das esposas? Claramente, é um reflexo das nossas visões culturais. De que as mulheres deveriam colocar as famílias acima delas próprias. Uma visão que não temos para os homens”.


Fonte: Portal Metrópoles

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