terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A música cientificamente criada para deixar bebês felizes Link para matéria: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/02/10/A-m%C3%BAsica-cientificamente-criada-para-deixar-beb%C3%AAs-felizes © 2017 | Todos os direitos deste material são reservados ao NEXO JORNAL LTDA., conforme a Lei nº 9.610/98. A sua publicação, redistribuição, transmissão e reescrita sem autorização prévia é proibida.


A ciência já conhecia algumas informações sobre a relação dos bebês com a música. Por exemplo, já se descobriu que eles são capazes de ouvir e lembrar de melodias mesmo dentro do útero, preferem vozes femininas e gostam mais de Bach do que da banda Aerosmith. Mas suas respostas emocionais à música ainda eram um mistério.

O desafio de compor uma música cientificamente atestada para deixar bebês contentes foi assumido pelos professores de psicologia da Universidade de Londres, Lauren Stewart e Caspar Addyman. Eles se juntaram à compositora Imogen Heap que, além de já ter ganhado um Grammy, convenientemente era mãe de uma bebê de 18 meses de idade.

Com a ajuda de pesquisas prévias feitas pelos dois professores e mais alguns testes, a missão era descobrir de quais sons os bebês gostam, criar uma música com esses sons e experimentar as reações dos bebês a ela.


O que uma música precisa ter para deixar um bebê feliz

Em geral, as músicas compostas tendo bebês como público-alvo têm por objetivo acalmá-los. Dessa vez, os pesquisadores não queriam fazer os bebês dormirem: a intenção era vê-los rindo, sorrindo e dançando.

As descobertas feitas por meio de experimentos foi que a música precisa estar em tom maior - as notas maiores resultam em melodias mais alegres -, uma melodia simples e repetitiva que contenha tambores, alterações de tonalidade e picos sonoros para criar expectativas e surpreender os jovens ouvintes. A canção ideal para deixar bebês felizes também deve conter um vocal feminino “estimulante”, segundo define Addyman em seu artigo.



Como o experimento foi feito

A compositora Imogen Heap criou quatro melodias - duas rápidas e duas lentas - para serem testadas em laboratório. Para cada uma das quatro foram criadas versões cantadas e instrumentais. Em seguida, 26 bebês entre 6 e 12 meses foram ao laboratório com suas mães e pais para ouvir as canções.

Os psicólogos observaram que 20 dos 26 bebês demonstraram uma preferência clara pela melodia mais acelerada. A letra cantada por uma voz feminina também os agradou. A partir da melodia vencedora, Head precisava criar uma música inteira que fosse divertida para os bebês.

Para “incrementar” a melodia, cerca de 2.500 pais e mães votaram nos sons que deixavam seus bebês felizes. Entre os dez mais votados, estavam “bu!”, espirros, barulhos de animais e risadas de outros bebês. Também se sabe, de acordo com Addyman, que bebês respondem melhor aos sons “pa” e “ba” do que “la”, por exemplo, por questões fonéticas. Com essa análise, vários desses elementos foram acrescentados à música.

A execução da música feliz composta por Heap em uma sala com 20 bebês mostrou o resultado: os rostinhos ficaram em transe ouvindo a música, segundo o artigo escrito por Caspar Addyman.


Fonte: Portal Nexo

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