quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O Mistério do rosto humano. Beleza pura nas imagens de povos que desaparecem


Vídeo: TED – Ideas Worth Spreading



Fotos: Jimmy Nelson



Tradução: Nadja Nathan. Revisão: Maricene Crus


O aborígene Nanev, do povo Chukchi, no norte da Sibéria. A imagem do fotógrafo aparece refletida nos seus olhos

Quando Jimmy Nelson viajou para a Sibéria para fotografar o povo Chukchi, seus anciões disseram: “Você não pode nos fotografar. Você precisa esperar, esperar até que nos conheça bem, esperar até que nos entenda.” Esse ensinamento foi a senha que possibilitou ao fotógrafo inglês Jimmy Nelson dedicar sua vida ao registro de pessoas de antigas tribos que, ao redor do mundo, desaparecem pela pressão da civilização branca contemporânea.


Rosto perfeito de jovem indígena africana


Na sua busca incessante para fotografar culturas em perigo, Jimmy Nelson enfrentou homens da tribo Banna armados de metralhadoras Kalishnikov, ataques de renas em áreas glaciais da Sibéria, e milhares de quilômetros de caminhada a pé, sobre terrenos muito difíceis. Armado apenas com uma mistura de humildade e senso de humor, Nelson conquistou a confiança de cada um dos seus fotografados. Ele usou uma antiga câmera a placa, daquelas que era usadas pelos retratistas que trabalhavam em praças públicas há 50 anos ou mais. O resultado, tanto em termos de qualidade fotográfica como de expressividade é assombroso. Jimmy Nelson já visitou mais de 35 tribos indígenas que habitam em lugares remotos do globo.


Família de indígenas da tribo Maori, da Nova Zelândia


O resultado é o livro Before They Pass Away (Antes que eles desapareçam), um tesouro fotográfico que, assim espera Jimmy Nelson, não apenas irá ajudar na preservação de estilos de vidas em via de extinção, mas também inspirará leitores do mundo desenvolvido a ponderar a respeito de suas próprias conexões com seu o seu meio ambiente ancestral.


Galeria de fotos:


Aborígene da tribo Maori, da Nova Zelândia


Homens da tribo Kazakh, moradores das montanhas remotas da região de Bayan Olgii, na Mongólia



Guerreiro da tribo Huli, de Papua-Nova Guiné



Guerreiro da tribo Masai, Quênia



Guerreiro maori, da Nova Zelândia



Guerreiro papua, da Nova Guiné



Guerreiro da tribo Mursi, da Etiópia



Homem do povo Mustang, noroeste do Nepal



Homem e jovem mulher da tribo Rabari, Gujarat, Índia



Jovem do Rajastão, Índia


Vídeo


Tradução integral da palestra de Jimmy Nelson no TED:

Venho fotografando há tempos, e normalmente, uma foto como esta, para mim, deveria ser fácil de tirar. Estou no sul da Etiópia, com os Daasanach. E aqui estão uma família grande e uma árvore muito linda, e eu tiro estas fotos com uma câmera de placa técnica enorme, extremamente pesada, e muito complicada. Alguém conhece 4×5 e 10×8 folhas de filme? E estou preparando tudo, colocando no tripé. Tenho a família, passei quase um dia inteiro conversando com eles. Eles parecem entender o que quero. Pensam que sou meio louco, mas isto é outra história. E, o mais importante para mim é a beleza e a estética, e isto é baseado na luz. A luz está baixando no meu lado esquerdo, e a comunicação com os Daasanach está balançada, trinta pessoas de todas as idades. Têm bebês e avós, eu os arrumo na árvore e fico aguardando a luz baixando, indo, indo, e só tenho uma folha de filme, e penso: “Estou bem, tudo sob controle.” Estou montando isto, a luz está prestes a desaparecer, e quero que seja dourada, linda. Quero a luz suspensa no horizonte para iluminar essas pessoas, em toda glória potencial que puderem ser apresentadas. A luz quase desaparecendo, quase, e coloco minha folha na câmera, tudo está em foco, e de repente há uma enorme “pancada”. Olho em volta, e no canto superior da árvore, uma das meninas bate na outra ao lado, e a menina do lado puxa seu cabelo, e vira um pandemônio. E estou lá dizendo: “Mas a luz, a luz. Esperem, preciso da luz. Não se movam!” E elas começam a gritar, um homem se vira e começa a berrar. A árvore toda desmorona, quero dizer, as pessoas na árvore. Elas correm berrando, voltam para a aldeia numa nuvem de fumaça, e me deixam ali, atrás do meu tripé. Tenho minha folha mas a luz se foi, e não posso tirar a foto. Para onde foram todos? Não tinha ideia.

Dois homens-peruca da tribo Huli, da Nova Guiné


Levei uma semana para tirar a foto que estão vendo aqui hoje, e vou contar por quê. É muito, muito simples. Passei uma semana na aldeia, procurando cada um: “Pode me encontrar na árvore? Qual a sua história? Quem é você?” E, no final, foi por um namorado, uma besteira. Tenho filhos adolescentes, devia entender. A menina no topo beijou o garoto errado, e elas começaram a brigar. Aprendi uma lição muito linda: se quisesse fotografar essas pessoas de forma digna, respeitosa, como queria fazer, colocando-os num pedestal, teria que entendê-los. Não era só chegar, dar um aperto de mão, ou dizer: “Sou Jimmy, sou fotógrafo.” Eu tinha que conhecer um por um, até saber quem namorava quem, e quem podia beijar quem.

Afinal, uma semana depois, eu estava exausto, pedindo de joelhos: “Voltem para árvore, por favor. Eu preciso tirar esta foto.” Todos voltaram, os coloquei na árvore. Arrumei as meninas na posição correta, e as que tinham brigado bem distantes. Elas ficaram se olhando com raiva. Prestem atenção depois. Arrumei a árvore e tudo mais, e aí, me dei conta: “As cabras! Preciso de algo para focar o olho; de uma cabra branca no meio.” Posicionei as cabras e a coloquei ali. Mesmo assim cometi um erro, pois se repararem no lado esquerdo, verão um menininho vai embora bravo porque não escolhi a sua cabra. (Risos) Moral: tenho de aprender a falar a língua das cabras e a dos Daasanachs.

Chefe de tribo papua, da Nova Guiné


O esforço para tirar esta foto e a história que acabei de contar, como podem imaginar, existem muitas outras histórias bizarras e excêntricas de centenas de outras pessoas no mundo. Isto foi há uns quatro anos, quando embarquei numa jornada, uma jornada bem indulgente. Eu sou um romântico de verdade. Sou um idealista e, às vezes, ingênuo. Mas creio muito que existem pessoas neste planeta que são muito lindas. É muito simples. Não é complicado. Eu queria pôr essas pessoas num pedestal, como elas nunca tinham sido vistas antes. Escolhi 35 grupos diferentes, tribos e culturas indígenas. Eles foram escolhidos puramente pela sua estética, da qual falarei mais tarde. Não sou antropólogo, não sou técnico no assunto, mas tenho uma paixão muito profunda, e creio que escolhi as pessoas mais lindas deste planeta, no ambiente mais lindo no qual elas vivem, e juntei os dois e os apresento a vocês.

Cerca de um ano atrás, publiquei as primeiras fotos, e algo extraordinariamente emocionante aconteceu. O mundo todo quis saber. Foi uma experiência bizarra, pois todo mundo perguntava: “Quem são eles? O que são? Quantos são? Onde os encontrou? Eles existem mesmo? Você forjou isto? Me conta, conta.” Milhões de perguntas para as quais, para ser franco, não tenho respostas. Realmente não tinha respostas. Eu entendia que eram fotos bonitas, esta era minha intenção, mas as perguntas que me faziam, eu não conseguia responder.

Chefe papua, da Nova Guiné


Até que, foi bem engraçado, cerca de um ano atrás alguém disse: “Você foi convidado para falar no TED.” Eu disse: “Quem é Ted? Não o conheço.” Ele: “Não, uma palestra TED.” Eu: “Mas quem é Ted? Devo falar com ele ou nos sentamos juntos no palco?” “Não, o grupo TED. Você deve conhecer. “Eu: “Passei os últimos cinco anos em um ‘tipi’ ou um ‘yurt’. Como vou saber quem é Ted? Apresente-me a ele.” Resumindo, ele disse: “Vamos dar uma palestra no TED.” Pesquisei. Ah, incrível. Isso é ótimo! “E depois, você vai ao TEDGlobal. Mais incrível ainda. Mas vai ter que ensinar as pessoas, lições do que aprendeu em suas viagens pelo mundo com as tribos.” Pensei: “Lições, bem, o que foi que aprendi? Boa pergunta. Três lições e elas têm que ser incrivelmente profundas.” “Três lições, vou pensar sobre isso.”

E pensei muito e estive nesse palco dois dias atrás: fiz o teste e ensaiei com meus cartões, o clicker na mão, minhas fotos na tela, tinha as três lições e comecei a apresentação. E tive uma experiência extracorpórea. Eu me vi ali, de pé, dizendo: “Ah, Jimmy, isto é um monte de asneira. Essas pessoas aqui já foram a muitas palestras, ouviram muitas lições… Quem é você pra contar o que aprendeu? Quem é você pra guiar e mostrar a eles o que é certo, errado o que as pessoas têm a dizer?” E tive uma pequena crise, coisa muito pessoal. E me senti como o menino afastando-se da árvore com sua cabra, muito magoado, pensando que não tinha funcionado, não era o que queria comunicar. Refleti muito, e pensei: “Bem, a única coisa que posso comunicar é muito básica. Tenho que fazer um redirecionamento. Existe só uma pessoa que conheço aqui: eu. Ainda estou aprendendo a me conhecer, e isto é uma eterna jornada, e não terei respostas para tudo, mas aprendi coisas extraordinárias nesta viagem.

Dois garotos da aldeia Bori, tribo Omo, na Etiópia.


E compartilharei minhas lições com vocês. Como disse no início, é muito indulgente e pessoal, como e por que criei estas fotografias, e vou deixar vocês na audiência interpretarem o que estas lições significaram para mim, e o que poderiam significar para vocês.

Eu viajei muito quando criança. Era um nômade e era muito empolgante, viajava pelo mundo todo. Tinha a sensação de ter sido forçado, aceleradamente, a tornar-me alguém: “Seja essa pessoa, Jimmy. Percorra o planeta!” Então corria, e minha esposa, às vezes, zomba de mim: “Você parece o Forrest Gump,” e eu: “Não, tudo tem sentido, pode crer.” Segui correndo, e, de certo modo, cheguei a algum lugar olhei à minha volta e pensei: “Onde é o meu lugar? Onde me encaixo? O que eu sou? De onde vim? Não tenho a menor ideia.” Espero que não haja muitos psicólogos na audiência. Talvez parte desta jornada seja sobre eu tentando saber a que lugar pertencia. E não se preocupem, não fiz isto quando cheguei nas tribos, nem me pintei de amarelo e fui por ai com lanças e tangas.

Mas o que vi foram pessoas que pertenciam a si mesmas, e essas pessoas extraordinárias me inspiraram, e quero lhes apresentar alguns dos meus heróis. Eles são os Huli.

Dois irmãos da tribo Omo, da Etiópia


Os Huli são um dos povos mais bonitos no planeta. Eles têm orgulho e vivem nos planaltos da Papua Nova Guiné. Não há muitos deles, e são chamados de “Os Homens-Peruca”. O que está nestas imagens é o que me interessa. Você passa semanas, meses, conversando com eles, e queria colocá-los num pedestal. Eu disse: “Vocês possuem algo que muitas pessoas jamais viram. Vocês estão nessa natureza esplêndida.” É realmente assim. Isto é autêntico. E sabem por que se orgulham, por que se parecem assim, e por que me esforcei para fotografá-los e apresentá-los a vocês? Porque eles têm rituais extraordinários.

Os Huli têm um ritual: na adolescência, quando viram homens, eles têm que raspar a cabeça, e passam o resto de suas vidas raspando-a todos os dias. E o que fazem com o cabelo? Eles fazem uma criação muito pessoal. É a criação deles, a criação Huli. Por isso são chamados de homens-peruca. Isto é uma peruca na cabeça dele, feita de cabelo humano, e eles enfeitam a peruca com penas de aves-do-paraíso. Não se preocupem, há muitas aves lá. É um povo pequeno, não fiquem chateados. Eles passam o resto da vida recriando esses chapéus e é extraordinário. Há um outro grupo chamado Kalang que vive no próximo vale, mas sua língua e aparência são totalmente diferentes, e eles usam chapéus feito de escaravelhos. Uns pequenos escaravelhos verde esmeralda, e, às vezes, usam cinco ou seis mil deles em um chapéu. Eles passam a vida coletando esses escaravelhos para fazer chapéus.

Os Huli me inspiraram porque pertencem ao lugar. Talvez precise me esforçar mais e achar um ritual significante para mim, voltar ao passado 
para ver onde realmente me encaixo.

Dois meninos da tribo Goroka, de Papua-Nova Guiné


Uma parte muito importante do projeto foi o modo de fotografar esse povo extraordinário. É basicamente a beleza. Acho a beleza importante. Passamos toda nossa existência girando em torno da beleza: lugares e coisas bonitas,
 e, fundamentalmente, pessoas bonitas. Isto é muito significante. Passei a vida analisando como 
me pareço. Sou visto como um homem bonito? Faz diferença se a pessoa é bonita ou não, ou é puramente baseado na minha estética? E quando me fui, cheguei à uma conclusão muito estreita. Será que tenho que sair mundo afora
 tirando fotos, me perdoem, de mulheres de 25 a 30 anos?
 A beleza é isto? Tudo antes e depois é totalmente irrelevante?

E isso foi até ter embarcado numa jornada tão extrema que me arrepio ao pensar nela. Fui a uma parte do mundo, não sei se conhecem… já ouviram falar de Chukotka? Chukotka, tecnicamente falando,
 é o lugar mais remoto onde pode-se ir e ainda estar neste planeta. Fica a 13 horas de voo de Moscou. Você vai para Moscou e de lá
 pega um voo direto de 13 horas. Isso se chegar lá. Como veem, tem gente que pousa fora da pista.

E quando aterrizamos em Chukotka, encontramos os Chukchis. Os Chukchis são os últimos inuits indígenas da Sibéria, de quem ouvi falar,
 e vi pouquíssimas imagens, mas eu sabia que existiam. Entrei em contato com um guia, que me disse: “Existe uma tribo fantástica de apenas 40 pessoas. Vamos conseguir encontrá-los.” E começamos a nossa jornada. Chegamos lá após um mês de viagem, atravessando gelo, e fomos até eles, mas não me deixaram fotografá-los. Disseram: “Não pode tirar nossas fotos. Terá que esperar até que nos conheça, nos entenda e veja como interagimos uns com os outros.” E só depois de muitas semanas, caiu a ficha. Eles não faziam nenhum julgamento. Eles se cuidam, da juventude à velhice. Eles precisam uns dos outros. As crianças mastigam carne o dia todo porque os adultos não têm dentes, e são as crianças que levam os idosos ao banheiro porque estão enfermos. O respeito comunitário entre eles é fantástico. Eles adoram e admiram uns aos outros, e me ensinaram muito sobre a beleza.

Família da tribo Huli, a dos homens-peruca, da Nova Guiné


Agora peço um pouco de interação na audiência. Isto é muito importante
 para finalizar a palestra. Quero que olhem para alguém à sua esquerda ou direita, e o observe e faça um elogio.
 Isto é muito importante. Podem elogiar o nariz, ou o cabelo, ou mesmo sua aura, não importa, mas olhem um para o outro, e façam um elogio. Precisam ser rápidos, pois não temos muito tempo. E vocês têm que lembrar disto.

Ótimo, obrigado, vocês elogiaram um ao outro. Guardem este elogio para mais tarde.

E a última coisa, muito profunda que aconteceu há apenas duas semanas: eu voltei para os Himbas que vivem no norte da Namíbia, na fronteira com Angola, onde estive algumas vezes. Voltei lá para apresentar o meu livro, para mostrar as fotos, e falar sobre elas com eles, e dizer: “É assim que vi e amo vocês. É assim que os respeito. O que acham? 
Estou certo ou errado?” Eu queria este debate, foi bem comovente. Uma noite sentados em volta da fogueira, e, na verdade, 
eu tinha bebido demais, e ali sob as estrelas pensei: “Isso é ótimo, vocês viram minhas fotos, nós nos amamos…” E eu estava meio lento, e olhei à minha volta e disse: “Acho, talvez, que a cerca sumiu. Não tinha uma cerca aqui antes?” Uma cerca de proteção em volta da aldeia. Eles me fitaram e disseram: “É, chefe morre.” E pensei: “Tudo bem, chefe morrendo…”, olho as estrelas, a fogueira. “Chefe morre.” Que diabos tem a ver chefe morre com a cerca? “Chefe morre. Primeiro destruímos, depois refletimos. E então reconstruímos. E aí respeitamos.” Não consegui conter minhas lágrimas. Meu pai tinha falecido antes de eu viajar, e nunca o tinha aceitado. Eu nunca o valorizei, e, provavelmente não estaria aqui hoje se não fosse por ele. Esse povo me ensinou que somos o que somos por causa dos nossos pais, nossos avós e antepassados e o que ocorreu antes deles, e, não importa o quão romântico ou idealista eu seja nesta jornada, isto eu não sabia duas semanas atrás, não estava ciente disto.

Grupo de rapazes da tribo Banna, da Etiópia


Então, o que significa tudo isso? Bem, há uma imagem que quero lhes mostrar, muito especial, que aliás, não era bem a imagem que iria mostrar. Pensei comigo: “Quero encerrar com uma foto marcante. “Alguém disse: “Mostre a foto do Nanev.” “Mas não é a minha foto favorita.” Ela insistiu: “Não! Ela é fenomenal. Você nos olhos dele.” “Como assim, ‘eu nos olhos dele’? É a foto do Nanev.” Ela: “Olha de perto, você está nos olhos dele!” E quando você olha de perto, estou refletido nos olhos dele. Talvez ele possua minha alma, e eu estou na alma dele. Enquanto as fotos olham para vocês, peço-lhes que olhem para elas. Talvez não estejam refletidos nos olhos dele, mas há algo de extraordinária importância a respeito dessas pessoas. Como compartilhei com vocês, não sei as respostas, mas vocês devem saber. Tem que haver algo. Então, reflitam bem rápido sobre o que estive falando: a beleza, o pertencer,
 sobre nossos antepassados e as nossas raízes, e quero que todos se levantem, por favor. Não tem desculpa, é quase hora do almoço e não se preocupem, não quero aplausos em pé, nem elogios. Mas vocês receberam um elogio uns minutos atrás. Agora quero que fiquem eretos. Quero que respirem fundo, é o que digo. Não vou ficar de joelhos por duas semanas. Não vou pedir que carreguem uma cabra, e sei que não possuem nenhum camelo. O poder da fotografia é extraordinário. É uma linguagem que nós todos entendemos e nós temos esta lareira digital global. Quero compartilhar vocês com o mundo, pois também são uma tribo. Da tribo TED, certo? Mas precisam lembrar daquele elogio. Fiquem eretos, respirem pelo nariz, e eu vou fotografá-los. A foto é panorâmica, vai demorar um pouquinho, então concentrem-se, certo? Respirem, eretos, não riam. Respirem pelo nariz. Vou tirar a foto.


Fonte: Portal Geledés

0 comentários:

Postar um comentário

Twitter Facebook Favoritos

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Facebook Themes