quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Grupo oferece ajuda para mulheres que amam demais


Quem nunca sofreu por amor? Todos nós – ou pelo menos a maioria – sofreu ou sofre por amor. Isso é normal. Mas para algumas pessoas esse sofrimento se torna angustiante, influencia na vida, profissão, família e amizades.

Em 1985, a terapeuta e conselheira pedagógica norte-americana Robim Norwood, especializada no tratamento de padrões mórbidos de relacionamento amoroso e no tratamento de viciados em álcool e drogas, lançou o livro ‘Mulheres que Amam Demais’, um sucesso em vendas até hoje. São 11 capítulos que tentam dar um “alerta” sobre os prejuízos de um relacionamento em que o outro é sufocado, monitorado, cobrado, alvo de ciúmes doentios, expectativas exageradas.

Baseado no livro, em 1994 foi criado na cidade de São Paulo, no bairro dos Jardins, o grupo MADA – Mulheres que Amam Demais Anônimas, um grupo de apoio composto por mulheres que compartilham suas experiências, forças e esperança, para resolver problemas em comum e ajudar outras mulheres a se recuperarem de sua dependência de pessoas. O MADA não trata apenas os relacionamentos de ordem afetiva/sexual, mas qualquer relacionamento destrutivo, seja com pais, familiares, amigos, colegas de trabalho, filhos etc.

Hoje o MADA atua em diversas cidades brasileiras e em alguns países como Venezuela, Bolívia e Portugal. Ruth (nome fictício) é uma frequentadora e prestadora de serviços no grupo, como ela fala, desde 2013. O nome não pode ser revelado porque umas das condições do MADA é a privacidade e o sigilo das pessoas que frequentam. “Muitas mulheres têm vergonha de falar que frequentam o MADA, acham que vão ser chamadas de loucas, mas quando chegam são acolhidas e recebem todo apoio”, explica.

Ruth chegou ao grupo depois de vários relacionamentos destrutivos e conta que aprendeu nas reuniões a ter amor próprio. “A gente aprende a se amar primeiro e depois amar as outras pessoas”.

Muitos relatos mostram a dor dessas mulheres. “Faço parte de um relacionamento abusivo, estou me sentindo doente e impotente”, revela uma mulher que pede ajuda ao grupo.

Outras revelam como chegaram ao grupo. “A primeira vez que cheguei ao grupo, estava derrotada. Tinha chegado ao fundo do poço”, admite uma frequentadora em um relato. A maioria dos depoimentos revela o conforto que essas mulheres encontraram nas reuniões por perceberem que não estão sozinhas. O contato com outras mulheres que passam pela mesma situação faz a pessoa perceber o quanto o relacionamento é destrutivo ou o quanto o seu comportamento não ajuda na relação.

O MADA recebe também transexuais e travestis. “A pessoa que se sente mulher pode procurar a gente”, explica Ruth. Homens (hétero e homossexuais) que sofrem com os mesmos problemas e procuram o MADA são encaminhados para o CODA – CoDependentes Anônimos, que tem os mesmos princípios.

Para conhecer melhor o trabalho do grupo, acesse:

grupomadabrasil.com.br
grupomadasp.com.br


Fonte: Portal Observatório do Terceiro Setor

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