segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Gravidez altera a estrutura do cérebro da mulher


A gravidez mexe com todo o corpo da mulher, inclusive o cérebro. Estudos comprovam que essas mudanças na estrutura cerebral é fundamental para a criação de vínculo com o bebê, dadas as fortes exigências da maternidade.


Pesquisa comprova alteração na estrutura cerebral de gestantes

Um estudo liderado por pesquisadores da Universitat Autònoma de Barcelona e da Universidade de Leiden, acompanhou 25 mães que tiveram o primeiro filho, analisando as mudanças na estrutura do cérebro.

Foi constatado que ele continua se alterando até o segundo ano de vida da criança, estacionando a partir daí. De acordo com os pesquisadores, as mudanças são semelhantes às que ocorrem na adolescência. Não detectaram, porém, nenhuma evidência de que a memória é afetada, reclamação constante de mulheres que têm filhos – segundo a maioria das mamães, durante a gravidez há muitos episódios de variação de humor, propensão ao choro sem motivo aparente e esquecimento de coisas do dia a dia.


Problemas de memória depois da gravidez

A causa da aparente falta de memória das mamães é a quantidade elevada de picos hormonais, principalmente de hormônios sexuais e mudanças fisiológicas muito intensas. A quantidade de estrogênio que o organismo feminino é exposto durante a gravidez é maior do que em toda sua vida.

Pesquisa sobre as mudanças no cérebro das mães

Nesse estudo foi feita uma comparação entre o funcionamento do cérebro de mulheres grávidas de primeira viagem com o de pais de primeira viagem, homens sem filhos e mulheres sem filhos.

As mudanças no cérebro das mães foi muito expressiva, o volume de massa cinzenta em áreas responsáveis pelas interações sociais aumentou significativamente, sendo essa responsável por atribuir pensamentos e sentimentos em relação ao outro.

Os atributos positivos dessa mudança são uma maior ligação com o bebê, através da capacidade expandida de compreender e distinguir as necessidades dele, ficando mais consciente das ameaças sociais.

A diferença foi tão visível, que os pesquisadores conseguiam identificar as mulheres que já eram mães dos outros estudados através da análise das imagens cerebrais.

Atribuindo as diferenças

Uma das etapas do estudo consistia em mostrar fotos dos bebês da pesquisada e outros bebês, enquanto monitoravam o seu cérebro. Observou-se que quando viam fotos dos seus filhos, a região do cérebro mais próxima da que foi reduzida, se iluminava no monitor enquanto que com os outros, isso não acontecia.

O fato comprovou a ligação dessa nova relocação de massa cinzenta e a ligação com os bebês, criando a tese de que a mudança de foco da nova mamãe é não apenas afetiva, mas também fisiológica.

Um fato interessante é que os cérebros dos pais de primeira viagem também não sofreram alterações, continuando como dos adolescentes ou mulheres sem filhos.

O que você achou desse estudo? Percebeu alguma diferença antes e depois de ter filhos?


Fonte: Portal Dicas Online (Portugal)

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