segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Conheça a história da Vila do Pequenino Jesus, que acolhe deficientes


Os pedidos são simples: toalhas de time de futebol, chapéus e relógios de pulso estão nas cartinhas enviadas ao Papai Noel pelos 45 moradores da Vila do Pequenino Jesus, que, desde 2009, acolhe crianças, adultos e idosos, todos com algum comprometimento físico e mental, todos necessitados de um lar, de família, de amigos e da solidariedade.

Evilázio da Silva Santos, 34 anos, conta que o grande desejo para este fim de ano é ganhar um rádio portátil para ficar ao lado da cama. Assim, ele pode acompanhar a todo momento as orações dos programas religiosos e ouvir as músicas no mesmo estilo, como gosta. Além disso, com o presente, ele também pode continuar a escrever todas as preces em uma caderneta que vem guardando. Ele chegou ao abrigo depois de episódios de violência doméstica, fruto do alcoolismo do pai. Desde que a mãe faleceu, há dois anos, ele procura um novo lar, com ajuda do pastor da igreja que frequentava para fugir daquela situação. Há dois meses, uma funcionária foi buscá-lo para morar na Vila. “Eles são maravilhosos. São a família que eu nunca tive”, afirma.

Mas não é apenas ele que se sente dessa forma. Márcio Ferreira, de 32 anos, também garante que encontrou um novo lar naquela casa. “Cheguei nesta vida aqui, eu não tinha amor. E, aqui, eu recebi muito amor”, conta. Márcio chegou à instituição há dois meses. Adora o contato com as crianças, até mesmo quando elas fazem barulho. “Tem um bebê de poucos meses aqui, ele chorou ontem. Parecia que todo mundo estava brigando para dar um pouco de amor para ele”, diz.



No abrigo, eles também fazem alguns passeios. Na semana passada, foram ao cinema. Para Jorge Eduardo, gerente-geral da instituição, as atividades no abrigo geralmente destacam três métodos, que eles consideram os mais importantes: a musicoterapia; a fisioterapia, para estimular os músculos, e a cromoterapia, tratamento que consiste na utilização das cores para estimular emoções no paciente. “Eles têm uma vida muito ociosa, parada... E, com a música, por exemplo, eles interagem muito”, conta Jorge.

De acordo com o gerente, todos os moradores são completamente dependentes, o que obriga a ter uma grande estrutura de cuidadores e insumos que chegam a números exorbitantes. Há um gasto médio de 3, 5 mil por mês para todos eles, por exemplo. São 63 funcionários, responsáveis pelas mais diversas tarefas dentro da casa. “Temos mais funcionários do que moradores”, compara. Esse número maior é para que todos possam receber atenção.


Vila do Pequenino Jesus

  • Existe desde 2009
  • Fica na SHIS QI 26, Chácara 27, Lago Sul
  • Abriga 45 crianças, jovens e adultos com comprometimento físico e neurológico
  • Doe: luvas descartáveis, lenços umedecidos, amaciante, sabão em pó e materiais de limpeza em geral


Para ajudar

Horário de visitas: quarta a sábado, de 15h às 17h30. Tel: (61) 3526-0506. CEP: 71.670-750. E-mail: viladopequeninojesus@hotmail.com. CNPJ: 10.711.824/0001-23.

Mais informações no jornal citado na fonte.


Fonte: Jornal Correio Braziliense

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