segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Brasil se compromete a proteger todas as espécies ameaçadas até 2020


Durante a 13ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção da ONU sobre Biodiversidade(CBD), no México, o Brasil se comprometeu a colocar todas as espécies ameaçadas em seu território sob esforços de conservação até 2020. O país também afirmou que vai melhorar o status de preservação de 10% desses seres vivos até o mesmo ano.

A promessa do Estado brasileiro veio logo após a aprovação por mais de 190 nações integrantes da CBD de um novo acordo para preservar a fauna e a flora do planeta.

Adotado oficialmente no sábado (3), o documento — chamado Declaração de Cancún em referência à cidade que sedia a reunião do organismo — prevê que a preservação da vida silvestre seja incluída nas políticas para florestas, turismo, agricultura e pesca.

O diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Erik Solheim, elogiou a decisão “inédita” dos membros da CBD e destacou que as atividades produtivas que passarão a integrar esforços para proteger a biodiversidade constituem “o sangue que circula nas nossas economias”.

Braulio Ferreira de Souza Dias, secretário-executivo da CBD, disse que a Declaração mostra que os países estão prontos para alcançar as Metas Aichi — conjunto de 20 objetivos sobre biodiversidade.

Além do Brasil, outros países e blocos regionais apresentaram metas de conservação e novos planos para combater as mudanças climáticas.

A Alemanha anunciou um aumento do financiamento para o clima — que chegará a 500 milhões de euros por ano — com foco em mitigação e adaptação.

A França e outros integrantes da Iniciativa Internacional de Recifes de Coral assumiram compromissos para proteger esses ecossistemas por meio da redução da poluição causada por micropartículas de plástico e protetores solares. O programa vai mobilizar financiamento de estratégias que buscam restaurar recifes, mangues e formações vegetais marinhas.

A África do Sul disse que desenvolverá planos de gestão de espécies de plantas de alto valor. Programas também preveem a definição de metas de cultivo da recursos biológicos indígenas.

Peru, México, Equador e Guatemala, ao lado da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), anunciaram uma coalização para encorajar países a preservar a diversidade genética e a proteger tanto as variedades nativas de culturas quanto suas parentes silvestres.

O encontro da CBD durante o final de semana marcou a reunião de alto nível do organismo, com representantes dos Estados-membros, mas a 13ª Reunião da Conferência acontece até o dia 17 de dezembro, com discussões sobre os perigos que ameaçam a vida no planeta.


Fonte: Portal da ONU

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