domingo, 20 de novembro de 2016

Exame de HIV via USB pode ajudar a diagnosticar a doença em 30 minutos


Cientistas do Reino Unido desenvolveram um novo exame de HIV feito por meio de um cartão de memória USB conectado ao computador.

Os pesquisadores afirmam que o dispositivo pode detectar o vírus em uma gota de sangue, gerando um sinal que pode ser lido por um laptop ou dispositivo portátil. O apetrecho descartável poderia ajudar os pacientes a monitorar seu próprio tratamento, pois produz um resultado confiável em apenas 30 minutos. Assim como nos testes atuais, ele detecta a quantidade de vírus no sangue do paciente.

Desenvolvido por uma equipe do Imperial College de Londres e pela empresa de diagnóstico DNA Electronics, seus fabricantes dizem que o exame via USB pode ser usado para ajudar os pacientes em regiões remotas a controlar sua condição de forma mais eficaz. Ao contrário dos exames de HIV atualmente usados, o teste desenvolvido produz um resultado em minutos, ao invés de dias. “O tratamento do HIV melhorou drasticamente nos últimos 20 anos, a ponto de muitos diagnosticados com a infecção terem uma expectativa de vida normal“, disse Dr. Graham Cooke, cientista clínico do Imperial College e principal autor da pesquisa publicada na revista Journal Scientific Reports.
“O monitoramento da carga viral é crucial para o sucesso do tratamento do HIV. No momento, esse exame geralmente requer equipamentos complexos que podem levar alguns dias para produzir um resultado. Nós usamos o trabalho feito por esse equipamento, que é do tamanho de uma fotocopiadora grande, e o compactamos a uma pequena placa USB”, completou Cooke.

Os tratamentos atuais para o HIV envolvem poderosos medicamentos antirretrovirais que reduzem a quantidade de vírus nas células do sangue. Os medicamentos são eficazes, mas os pacientes precisam de exames de sangue regulares para verificar sua carga viral.

Se as drogas pararem de funcionar, ou se o vírus tornar-se imune a elas, haverá um aumento na quantidade de HIV no sangue. A esperança é que testes rápidos e eficazes possam permitir que o paciente saiba seu próprio nível de vírus, como em testes de diabetes que verificam a quantidade de açúcar de sangue.

Testes de rotina de HIV podem verificar a presença do vírus, mas não a quantidade na corrente sanguínea. Além disso, os médicos não só poderiam monitorar se os pacientes estão tomando seus medicamentos corretamente, mas também detectar a resistência viral aos medicamentos.

“Este é um ótimo exemplo de como essa nova tecnologia de análise tem o potencial de transformar como os pacientes com HIV são tratados, fornecendo uma solução rápida, precisa e portátil”, concluiu o professor Chris Toumazou, fundador da DNA Eletronics e Professor do Imperial College.


Fonte: Jornal Ciência

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