segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Veja os exames que devem ser feitos pela mulher em cada fase da vida


Outubro é o mês oficial de conscientização sobre o câncer de mama. Durante as últimas semanas, o Metrópoles contou histórias de quem venceu a doença, falou sobre a triste fila de 8 mil mulheres que aguardam por uma mamografia na rede pública do DF, das pacientes mastectomizadas que reencontraram vida no esporte depois do tratamento e ainda publicou o emocionante relato da editora-chefe do portal, Priscilla Borges, sobre sua relação com o câncer e o fim do tratamento, cinco anos depois do diagnóstico, num mês tão cheio de significados.
Em breve, será hora de dar tchau ao Outubro Rosa. Mas nem tanto assim. Com previsão de 58 mil novos casos da doença até o fim do ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a prevenção e o diagnóstico precoce ainda são as maiores armas da mulher contra o câncer de mama. Mesmo que a maior parte dos diagnósticos sejam após os 50 anos, a batalha pode e deve começar cedo, no consultório do ginecologista.

Como regra geral, a mamografia para rastreamento de câncer deve ser feita a cada ano ou a cada dois anos a partir dos 40 anos. No entanto, a faixa etária cai conforme a ocorrência de casos na família.
“Se uma mulher, por exemplo, tem uma irmã mais velha ou a mãe que teve a doença aos 45, o rastreamento para ela começa dez anos antes, aos 35. Se a familiar foi diagnosticada aos 40, os exames começam aos 30, e por aí vai”, explica João Serafim Neto, uroginecologista dos hospitais Santa Luzia e Santa Helena.

De olho na saúde da mulher e com a ajuda do especialista, Metrópoles preparou um guia com todos os exames que devem ser feitos pela mulher em cada faixa etária. Confira a agende os seus:


Antes do início da vida sexual

É comum que as mulheres só procurem um médico depois da primeira transa, mas o que os especialistas recomendam é que essa “estreia” no consultório de um ginecologista seja antes da menarca. É importante para esclarecer dúvidas como ciclo menstrual, mudanças no corpo, etc.
“Nessa visita geralmente não se pede nenhum exame específico, a não ser que haja uma queixa. É uma consulta esclarecedora, para combater o medo que a paciente tem de enfrentar um consultório ginecológico”, orienta Serafim.

Pré-sexo – A mulher pode agendar uma consulta também quando estiver se preparando para iniciar a vida sexual. Nessa visita, o médico pode esclarecer coisas como uso de preservativos, anticoncepcionais, e recomendar as vacinas necessárias – como HPV e hepatite B -, além de falar sobre a transmissão de DST. Aqui também não tem nenhum exame. O desconfortável ritual do “bico de pato” na vagina começa só depois da perda da virgindade.


Após o início da vida sexual

Ecografia transvaginal – Não é agradável e muito menos confortável, mas faz parte. O exame, que envolve a introdução de um aparelho no canal vaginal, serve para que o médico avalie o desenvolvimento ovariano e, justamente pelo forma como é feito, tem início depois do início da vida sexual da mulher.

Irregularidades do ciclo menstrual e problemas como dificuldade para engravidar podem ser avaliados com a ajuda desse exame. É feito anualmente, ou conforme orientação do médico.

Aos 25

Papanicolau – O exame, feito no consultório, é o grande responsável pela relutância de algumas mulheres em visitar um médico. Nele, o médico colhe material do colo uterino para avaliar se existem alterações indicativas de câncer de colo de útero ou de lesões pré-cancerígenas.

Segundo João Serafim, o preconizado hoje na medicina é que ele seja feito a partir dos 25, porque a ocorrência de lesões antes dessa idade é muito rara, mas alguns médicos optam por dar início ao rastreamento um ano após o início da vida sexual, independentemente da idade.
"O risco de uma mulher ter uma lesão antes dos 25 anos tendo iniciado sua vida sexual aos 20 é muito menor do que o de uma que perdeu a virgindade aos 13, por exemplo. Por isso, os casos devem ser individualizados."
João Serafim Neto, ginecologista

Ele é feito uma vez por ano, mas, à médica que os resultados vêm normais, ele pode ser espaçado para a cada dois anos, três ou até cinco. Mas isso só depois de uma sequências de exames anuais sem alterações.


Aos 40

Mamografia – Atualmente, o principal exame de prevenção do câncer de mama é preconizado a partir dos 40 anos ou a partir da detecção de anormalidades no exame físico, feito na consulta. “Por exemplo, uma mulher de 38 anos não teria indicação de mamografia, mas se o médico detecta um nódulo no exame físico, ele deve ser investigado adequadamente”, explica João Serafim.

Para mulheres com histórico familiar da doença, o rastreamento começa dez anos antes do surgimento dela em uma parente de primeiro grau, como mãe ou irmã. Deve ser feita a cada dois anos.

A ecografia de mama também é usada por muitos profissionais em casos em que mamografia não é indicada ou não é eficaz – em mamas jovens, por exemplo, que são pouco densas, o exame pode não “funcionar”. Nesses casos, o ultrassom pode auxiliar a avaliação da lesão. Outra ferramenta também é a ressonância magnética.

Após o início da menopausa

Densitometria óssea – A menopausa traz com ela cuidados extras. A parada da produção hormonal pode causar perda de cálcio nos ossos, o que, em maior grau, pode levar a um quadro de osteoporose. A periodicidade vai depender do resultado do exame. Uma série de resultados normais geralmente espaça a repetição para dois ou três anos, a depender da avaliação do médico.

Avaliação hormonal – Não é um exame de rotina, mas pode ser solicitado quando há queixas como ganho de peso, letargia, e sonolência. A medição é feita por exame de sangue, mas só quando já existem indícios clínicos de que há perda significativa de algum hormônio.


Fonte: Portal Metrópoles

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