segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Programa Mais Médicos é destaque de revista científica no Brasil


A revista Ciência & Saúde Coletiva dedicou sua edição de setembro a uma análise das conquistas e desafios do Mais Médicos — programa fruto de uma parceria entre a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e os governos do Brasil e Cuba. Um dos artigos é do representante do organismo regional da ONU, Joaquín Molina, que analisa os métodos de avaliação da iniciativa.

“Decorridos quase três anos desde seu início, é evidente o impacto do Mais Médicos na vida de milhões de brasileiros. Pela primeira vez, habitantes de mais de 700 pequenas cidades brasileiras contam com um médico residente em seu território e não precisam se deslocar para outro município em busca de atendimento médico ou pagar por serviços particulares”, destacam Molina e os coautores Renato Tasca, coordenador da Unidade Técnica do Mais Médicos, e Julio Suárez.

O programa conta atualmente com um contingente de mais de 18,2 mil médicos alocados em 4.058 municípios brasileiros e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas – 11,4 mil deles são estrangeiros.

Dados do Ministério da Saúde coletados pelos pesquisadores revelam que, entre agosto de 2013 e janeiro de 2016, a cobertura estimada da população atendida por equipes de saúde da família passou de 55,75% para 63,85%. O aumento de 14,4% pode ser associado à atuação dos profissionais do Mais Médicos, segundo os especialistas.

Outro levantamento, do Tribunal de Contas da União, comparou dois períodos — antes e depois da chegada do programa — em uma amostra de municípios e identificou um crescimento de 33% na média mensal de consultas nos municípios beneficiados. As cidades não atendidas pelo Mais Médicos tiveram um incremento inferior (14%).

Os autores lembram que a estratégia de controle do Mais Médicos desenvolvida pela OPAS engloba três áreas — monitoramento de desempenho, avaliação de processos e resultados nos serviços de saúde e impacto sobre o sistema de saúde.

“Por iniciativa do Escritório Regional, foi criado um grupo de assessoramento, composto por especialistas internacionais, que acompanha o processo de monitoramento e avaliação, com capacidade de apresentar recomendações voltadas ao aperfeiçoamento do referido processo”, explicam.

Para eles, avaliação do projeto é fundamental para prestar contas à sociedade sobre o trabalho da OPAS, além de gerar conhecimentos que contribuirão para o aprimoramento do SUS e de seus serviços à população.

Acesso aqui o artigo de Molina, Suárez e Tasca – intitulado “Monitoramento e avaliação do Projeto de Cooperação da OPAS/OMS com o Programa Mais Médicos: reflexões a meio caminho”.


Fonte: Portal da ONU

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