segunda-feira, 17 de outubro de 2016

No Brasil, Escola de Princesas; no Chile curso de 'desprincesamento'


A Escola de Princesas chamou atenção em todo o Brasil. O contraponto está em Iquique, no norte Chile, onde o Escritório de Proteção de Direitos da Infância criou uma oficina de "desprincesamento". O objetivo do curso é empoderar as meninas e o foco são as que tem entre 9 e 15 anos.

A notícia do curso no Chile veio à tona no Brasil depois que a Escola de Princesas, com origem em Minas Gerais, abriu uma sede em São Paulo.

O coordenador do Escritório, Yury Bustamante, explica que eles querem dar ferramentas para que as garotas cresçam livres de preconceitos "e com a convicção de que são capazes de mudar o mundo, e que não precisam de um homem ao lado para isso".

Entre as atividades são propostos debates, aulas de defesa pessoal, atividades manuais e aulas de canto. Outro objetivo da oficina é fazer com que as meninas reflitam sobre o que é ser mulher e acabar com o estereotipo criado pelos filmes de princesas.

As 20 vagas disponíveis na primeira turma, que foi aberta em março deste ano, foram preenchidas rapidamente e as aulas tiveram até lista de espera e pedidos para que a oficina aconteça mais vezes.


Entenda a História

Escola de Princesas ensina etiqueta, culinária e organização de casa a meninas de 4 anos (O Estado de São Paulo)

Quando a porta do número 853 da Avenida Doutor Laerte Vieira Gonçalves, em Uberlândia (MG), se abre, o visitante pode achar que está numa tradicional casa de boneca: o cor-de-rosa toma conta das paredes, das mesas, dos móveis, dos utensílios e dos uniformes. A cor só alterna com o branco e com o dourado presente nas coroas. Na mesa de chá ao fundo, jogo de chá completo com estampas florais e guardanapos decorados. Bem-vindo à Escola de Princesas.

Fundada em 2013 pela psicopedagoga Nathalia de Mesquita, a ideia veio de um sonho, literalmente. "Numa noite eu tive um sonho que eu trabalhava numa escola de princesas, e eu achei aquilo maravilhoso, achei um lugar diferente, eu pensava: 'se eu tivesse uma filha, era isso que eu gostaria de ensinar para ela'. No dia seguinte, eu comentei com meu marido e, como ele tem uma visão empreendedora, por que não? E como eu gosto de desafios, comecei a pesquisar e vi que havia a possibilidade. Embora fosse algo inédito, não sabia da aceitação, a gente abriu. E foi um sucesso", contou a fundadora ao E+.

Lá, o curso tradicional de três meses ensina meninas de quatro a 15 anos desde os valores de uma princesa - como humildade, solidariedade e bondade - e como arrumar o cabelo e se maquiar até regras de etiqueta, de culinária e como organizar a casa. As aulas são ministradas por profissionais diversos, entre cabeleireiros, cozinheiras, nutricionistas e psicólogos.



Cidade chilena de Iquiaque cria curso de 'desprincesamento' para meninas (HuffPost Brasil)

Para quebrar padrões de gênero, o Escritório de Proteção de Direitos da Infância de Iquique, no norte do Chile, resolveu inovar: criou um seminário de "desprincesamento".

Segundo o site El Salvador a atividade é voltada para meninas entre 9 e 15 anos da idade.

"Buscamos dar a elas ferramentas para que elas cresçam como meninas livres de preconceitos, empoderadas e com a convicção de que são capazes de mudar o mundo, e que não precisam de um homem do lado para isso", explica o coordenador do Escritório de Proteção de Direitos da Infância do município, Yury Bustamante ao Mirador de Atarfe.

Entre as atividades, que são desenvolvidas em seis módulos na Casa de Cultura da cidade, há debates, aulas de defesa pessoal, cantorias e atividades manuais. Tudo com o objetivo de que as meninas reflitam sobre o conceito de ser mulher, beleza e felicidade, sem que haja um "príncipe" (ou uma "metade da laranja", "alma gêmea", "tampa da panela") embutido nesse conceito.

"A ideia é por em questão as ideias legitimadas pelos contos de fadas e pelos filmes clássicos da Disney, entre outras expressões", afirma o La Voz.

Ao periódico argentino, Bustamante disse que deseja "abrir espaços de discussão com as meninas sobre desigualdade de gênero, mas com elementos que elas possam identificar, para que elas tenham uma oportunidade de incorporar outros elementos na construção de sua identidade como meninas".

E a atividade foi sucesso: segundo o El Patagónico, as 20 vagas disponibilizadas foram preenchidas rapidamente e já foram registrados pedidos que a oficina se repita ao longo do ano.

Um dos países mais estáveis da América Latina, o Chile também trabalha duro para inserir mais mulheres em seu mercado de trabalho. Segundo o governo, o país conta com uma das taxas mais baixas de participação feminina no mercado de trabalho no mundo. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatísticas do país, entre novembro de 2014 e janeiro de 2015, 48,3% das mulheres maiores de 15 anos se declarou trabalhando ou em busca de emprego. Na mesma pesquisa, contrasta a participação masculina no mercado de trabalho: 72%.


Fonte: Jornal UAI Notícias / Jornal O Estado de São Paulo / Jornal HuffPost Brasil - The Huffington Post (EUA)

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