segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Cultura é essencial para criar cidades mais inclusivas, diz UNESCO na Habitat III


Com diplomatas e especialistas em desenvolvimento urbano reunindo-se nesta semana em Quito, no Equador, para a principal conferência das Nações Unidas sobre cidades, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) lançou novo relatório enfatizando o poder da cultura como ativo estratégico para criar urbanidades mais inclusivas, criativas e sustentáveis.

Lançado na terça-feira (18) na capital equatoriana, o relatório afirma que a cultura precisa estar totalmente integrada nas estratégias urbanas para garantir sua sustentabilidade, assim como uma melhor qualidade de vida para seus residentes.

“Com mais da metade da população mundial agora vivendo em áreas urbanas, uma estrada para o desenvolvimento passa pelas cidades em cada esquina do globo”, disse Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO, em comunicado sobre o documento. “As cidades trazem pessoas criativas e produtivas juntas, ajudando-as a fazer o que fazem melhor: trocar, criar e inovar”, acrescentou.

O relatório reúne dois anos de pesquisas, com análises e recomendações para impulsionar o papel da cultura no desenvolvimento sustentável. O objetivo número 11 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) é tornar as cidades mais inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis.

Segundo Francesco Bandarin, diretor-geral assistente para cultura da UNESCO, a cultura não é apenas uma característica da civilização humana, mas uma fonte de empoderamento para nosso futuro. Tem o “poder de abrir a mente de homens e mulheres, ser uma poderosa ferramenta para o diálogo, entendimento mútuo ou mesmo, para a paz”, disse.

“A cultura está no centro da renovação urbana e da inovação. A cultura é a alma de uma cidade, permitindo que esta progrida e construa um futuro de dignidade para todos”, disse Bokova. “Uma cidade centrada no humano é uma cidade centrada na cultura”.

Clique aqui para acessar o relatório completo (em inglês).


Fonte: Portal da ONU

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