domingo, 11 de setembro de 2016

Poluição atmosférica pode ser uma das causas do Alzheimer


Mais um passo acaba de ser dado rumo à descoberta dos fatores que influenciam no surgimento do Mal de Alzheimer. Pesquisadores do Reino Unido e do México encontraram no cérebro partículas tóxicas de poluição atmosférica associadas ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas.

O novo trabalho publicado pela Academia Nacional de Procedimentos Científicos dos Estados Unidos encontrou inúmeras esferas de magnetita ao examinar amostras do tecido cerebral de 37 pessoas, entre 3 e 92 anos, que vivem na Cidade do México e em Manchester, no Reino Unido. Os cientistas afirmam que ainda precisam de outras pesquisas para atestar causa e consequência entre as duas coisas, mas a descoberta de tantas partículas de material tóxico no cérebro chama a atenção.

Os resultados do estudo são preocupantes por três razões. Primeiro, porque os efeitos da poluição atmosférica são epidêmicos. Ainda neste ano, a OMS divulgou um alerta afirmando que mais de três milhões de pessoas morrem todos os anos em decorrência da poluição do ar - o número de vítimas supera os óbitos somados por malária e aids, por exemplo. Segundo, porque a quantidade de magnetita encontrada surpreendeu os cientistas. Por último, pela toxicidade do material.

A magnetita é um mineral magnético e pode aparecer de maneira natural no cérebro. No entanto, as partículas achadas pelos cientistas eram muito maiores e redondas - para cada partícula natural, eles registraram mais de 100 em forma de esfera. Isso sugere que tenham vindo de fora do corpo e se formado sob altas temperaturas. Ou seja, vindas da queima de combustíveis fósseis, como a poluição dos escapamentos de carros e chaminés de fábricas.

O fato de existir magnetita normalmente no nosso organismo não quer dizer que sejamos imunes a ela. O grande perigo da magnetita é sua biorreatividade - ela pode perturbar as funções das células e desencadear a formação de radicais livres, estruturas que causam danos às células cerebrais e corroboram para o envelhecimento e o desenvolvimento de doenças relacionadas à degeneração celular, como o Azheimer.

A doença é responsável por 50% a 80% dos casos de demência do mundo e acontece quando há o acúmulo anormal de algumas proteínas no cérebro, o que provoca a morte dos neurônios. Ainda não existe uma cura para o Alzheimer, apenas medicamentos que freiam a progressão da doença.


Fonte: Revista Superinteressante

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