segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Escravidão moderna afeta 46 milhões de pessoas, revela estudo


Canberra, 11 ago (Prensa Latina) Umas 46 milhões de pessoas vivem em situação de escravatura, trabalhando principalmente em fábricas, minas e plantaçoes, segundo um estudo apresentado hoje pelo grupo australiano de defesa dos Direitos Humanos Walk Free Foundation.

A pesquisa, publicada no site da mencionada instituição, informou, ademais, que 60 por cento dos países têm um alto risco de utilizar a servidão como parte de suas redes de produção.

O Índice de Escravatura Global põe de manifesto que o tráfico de pessoas para sua exploração sexual, bem como a submissão trabalhista para saldar dívidas, são problemas fundamentais à hora de lutar contra a escravatura moderna, apontou a investigação.

A empresa Verisk Maplecroft, que analisou a situação em 198 países, observou que 115 se encontram em risco extremo de ter trabalhadores sob essa condição.

Poucas nações no mundo são imunes à escravatura moderna, considerou Alex Channer, analista de Verisk Maplecroft.

Channer afirmou que o objetivo do relatório é o de ajudar às empresas a identificar aqueles lugares em que há um maior risco de escravatura.

De acordo com o estudo, países como Sudão do Sul, República Democrática do Congo (RDC), um dos maiores produtores de aparelhos eletrônicos, e Sudão apresentam um maior número de escravos.

Entre os países com um alto risco de albergá-los encontram-se Índia e Costa do Marfim.

A União Europeia apresenta um "risco médio" nesse sentido, enquanto Alemanha, Finlândia, Dinamarca e Reino Unido são os países com menor tendência dentro Europa.

Em geral, a maioria dos países apresentam um bom marco legal a respeito, o problema é a correta implementação dessas leis, manifestou Channer.


Fonte: Prensa Latina - Agencia Informativa Latinoamericana (Cuba)

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