domingo, 14 de agosto de 2016

Artigo - Posições verticais para o parto


Por: Juliana Freitas

Ao observar a história da Obstetrícia, os estudos apontam que nas diversas civilizações desde a antiguidade, as mulheres pariam em posições verticais, sozinhas ou na presença de outras mulheres, conforme o tempo passou, o homem médico apareceu no cenário do parto, muitos procedimentos foram adotados e muitas conquistas aconteceram, como por exemplo a diminuição da mortalidade materna e infantil. Entretanto, podemos dizer que na obstetrícia de risco habitual, há uma linha tênue entre a tecnologia e o necessário para uma mulher saudável parir um bebê saudável.

No que tange especificamente as posições para o parto, historicamente observa-se que a mulher que tinha total autonomia do seu corpo paria em posição vertical e com o passar do tempo, o medicocentrismo tirou da mulher seu papel de parir colocando-a como secundária no processo e consequentemente deitada (em posição litotômica) e em uma posição de total domínio do profissional que passou a “fazer” o parto. Desde então, o avanço das técnicas obstétricas que muito contribuiu para o aumento da segurança da assistência ao parto adotou como padrão a posição de decúbito dorsal e pernas elevadas para assistência ao parto, para favorecer a visualização do profissional e a realização de possíveis manobras intervencionistas quando fosse necessário.

Contudo, do ponto de vista fisiológico, as posições verticais que são beneficiadas pela ação da gravidade mostram-se muito mais eficazes diante das inúmeras vantagens que apresentam, tais como: menor compressão dos vasos sanguíneos com melhor vascularização placentária e oxigenação fetal, ampliação do diâmetro do canal de parto, maior eficácia das contrações uterinas, e participação mais ativa da mulher.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica a liberdade de movimentação e de posição da parturiente durante o trabalho de parto como uma prática reconhecidamente benéfica e que deve ser encorajada. Estudos também apontam menor uso de analgesia e menor uso de medicações para aceleração do trabalho de parto em posições verticalizadas quando comparada à posição tradicional.

No que diz respeito ao parto em si, as pesquisas apontam que há uma menor duração do período expulsivo, redução do número de partos desassistidos, menor realização de episiotomia, menor percepção de dor intensa durante o período expulsivo, e menor ocorrência de alterações nos batimentos cardíacos fetais.

Nossa atuação expectadora, proporciona a mulher liberdade para escolher as posições mais confortáveis durante todo o processo do trabalho de parto e parto. O que nos permite observar que naturalmente as parturientes se colocam em diversas posições, e as menos aclamadas são aquelas que confrontam as leis da gravidade. Sendo assim, as evidências científicas contemplam nossa prática para que continuemos incentivando a participação ativa da mulher, uma vez que fica claro os benefícios das posições verticais, como cócoras, que pode ser sustentado ou apoiado pela banqueta de parto, de joelhos, em pé ou quatro apoios.


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Não se trata de um sonho de alguns, mas de uma grande mudança coletiva que beneficiará as próximas gerações.
Gratidão _/l\_


Fonte: Portal Parto Sem Medo / Facebook

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