segunda-feira, 6 de junho de 2016

Lucros com crimes ambientais no mundo cresceram 26% em 2015


Um relatório divulgado neste sábado mostra que os lucros gerados pelos crimes ambientais vêm crescendo no mundo e atingiram entre US$ 91 e 258 bilhões em 2015 — cerca de 26% a mais que as estimativas do ano anterior. De acordo os dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUMA), em parceria com a Interpol, o crime supera em cem vezes o comércio ilegal de pequenas armas, estimado em US$ 3 bilhões.

— O resultado não é só devastador para o meio ambiente e economias locais, mas também para todos que são ameaçados por estas empresas criminosas. O mundo precisa se unir para tomar ações sólidas, em âmbito nacional e internacional, para eliminar a delinquência ambiental — afirmou o diretor executivo do PNUA, Achim Steiner.

A última década registrou um aumento entre 5 e 7% ao ano deste tipo de delito, o que significa que o crime ecológico — que inclui o tráfico ilegal de vida silvestre, exploração e venda de ouro e outros minerais, pesca ilegal, contrabando de resíduos perigosos e fraude em créditos de carbono — vem crescendo de duas a três vezes mais rapidamente que o PIB mundial.

Forças de segurança mal pagas, redes criminosas internacionais e rebeldes armados se beneficiam de um comércio ilegal que alimenta conflitos no mundo, devasta ecossistemas e ameça a extinção de várias espécies animais. Trata-se do quarto maior tipo de empresa criminosa do mundo, atrás do tráfico de drogas, falsificação e tráfico de pessoas. Além disso, o dinheiro que se perde com os delitos é 10 mil vezes maior que o investimento para combatê-lo — estimando entre US$ 20 e 30 milhões.

O informe mostra ainda que empresas multinacionais estão utilizando o crime ambiental para lavar dinheiro das drogas, Na Colômbia, por exemplo, a mineração ilegal de ouro é considerada hoje uma das maneiras mais utilizadas para esta finalidade. Além disso, algumas das espécies animais mais vulneráveis do mundo, como os rinocerontes e elefantes, estão sendo assassinadas a um ritmo que cresceu em mais de 25% por ano na última década. Um dos casos emblemáticos é da população de elefantes — um quarto do total morreu em dez anos.


Fonte: Jornal O Globo

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