segunda-feira, 23 de maio de 2016

Facebook libera usuário para definir gênero além de masculino e feminino


O Facebook permitirá que os usuários escolham, além dos gêneros masculino e feminino, definirem a si mesmos como andrógeno, transgênero e outras opções que somam mais de 50.

A novidade foi anunciada nesta quinta-feira (13) por meio da página Facebook Diversity, voltada a ações da empresa sobre diversidade racial, de gênero, e valerá por enquanto, segundo o site, somente para quem usa a versão do site em inglês e nos Estados Unidos.

O site não informou quando a mudança de configuração será liberada para outras línguas.Testes do G1 mostram, porém, que não é preciso residir nos EUA. O requisito básico é usar a plataforam em inglês.

“Quando você acessa o Facebook para se conectar com pessoas, causas e organização com que se importa, nós queremos que você se sinta confortável sendo quem você realmente é", escreveu a rede social.

"Uma importante parte disso é a expressão do gênero, especialmente quando isso se estende além das definições de masculino e feminino. Por isso, hoje nós estamos orgulhosos de oferecer uma nova opção de customização de gênero para ajudar você a expressar melhorar sua própria identidade no Facebook”, completou.

Quem escolhe pelo gênero personalizável também pode selecionar de que forma vai ser tratado em público: no masculino (ele, seu), no feminino (ela, sua) ou de forma neutra (ele, dele).

Esse usuário poderá optar ainda a quem essa opção será exibida. “Nós reconhecemos que algumas pessoas enfrentam desafios ao compartilhar seu verdadeiro gênero com usuários e essa configuração permitirá a elas expressarem-se de uma forma única”, informou a rede social no comunicado.

Entre os mais de 50 gêneros que poderão ser escolhidos estão andrógeno, “trans”, “cisgênero”, “bigênero” e “agênero”.

O Facebook não é a primeira empresa de tecnologia a apoiar a causa LGBT. Quando as Olimpíadas de Inverno de Sochi começaram, o Google criou um “doodle” com as cores da bandeira LGBT para questionar as legislações restrititivas sobre o tema na Rússia, país que sedia a competição.

Além disso, o Google também já participa de paradas Gay ao redor do mundo, como a de São Paulo e a de San Francisco.


Fonte: Portal G1

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