domingo, 3 de abril de 2016

ONU Mulheres condena violência sexista contra presidenta Dilma


A ONU Mulheres, entidade vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), emitiu nota nesta quinta-feira (24) sobre a situação política do Brasil em que critica a “violência política de ordem sexista” contra a presidenta Dilma Rousseff, que tem se tornado alvo de ofensas pessoais durante os protestos contra o seu governo.

Na nota, a entidade também faz a defesa da preservação da legalidade e das garantias estabelecidas na Constituição Federal de 1988, bem como de tratados internacionais das quais o País é signatário. A ONU Mulheres ainda pede serenidade e não-violência nos debates políticos.

Confira a íntegra da nota:

"A ONU Mulheres observa com preocupação o contexto político brasileiro e apela publicamente à salvaguarda do Estado Democrático e de Direito.

Aos poderes da República, a ONU Mulheres conclama a preservação da legalidade, como condição máxima das garantias estabelecidas na Constituição Federal de 1988 e nos tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil é signatário.

À sociedade brasileira, a ONU Mulheres pede serenidade nas manifestações e não-violência frente aos debates públicos necessários para a condução democrática dos rumos políticos do país. O debate saudável entre opiniões divergentes deve ser parte intrínseca da prática cidadã em uma democracia.

Nos últimos 30 anos, a democracia e a estabilidade política no Brasil tornaram reais direitos humanos, individuais e coletivos. São, sobretudo, base para políticas públicas – entre elas as de eliminação das desigualdades de gênero e raça – determinantes para a construção de uma sociedade inclusiva e equitativa.

Como defensora dos direitos de mulheres e meninas no mundo, a ONU Mulheres condena todas as formas de violência contra as mulheres, inclusive a violência política de ordem sexista contra a Presidenta da República, Dilma Rousseff. Nenhuma discordância política ou protesto pode abrir margem e/ou justificar a banalização da violência de gênero – prática patriarcal e misógina que invalida a dignidade humana.

Que o legado da democracia brasileira, considerado referência no mundo e especialmente na América Latina e Caribe, seja guia para as soluções da crise política."


Nadine Gasman
Representante da ONU Mulheres Brasil


Fonte: Jornal Sul21

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