domingo, 20 de março de 2016

Mulheres que Fizeram História: Audrey Hepburn, a atriz e embaixadora especial da UNICEF


De acordo com dicionários de nomes próprios, Audrey: significa “força nobre” ou “aquela que é nobre e forte”. E a trajetória da incrível Audrey Hepburn faz valer este significado.

Audrey Kathleen Ruston, nasceu em 4 de maio de 1929 na Bélgica, mais conhecida como Audrey Hepburn, e como muitos já sabem foi uma talentosa e premiada atriz. Também foi uma grande humanista britânica, eleita em 2009 a atriz mais bonita da história de Hollywood.

Sua mãe era de uma família aristocrata holandesa e seu pai, inglês. Audrey nasceu em Bruxelas (Bélgica) e foi educada principalmente na Inglaterra, onde se encantou pela dança, mais especificamente pelo balé. Quando Audrey tinha sei anos, seu pai abandonou a família, e três anos depois, os pais divorciaram-se. A partida do pai, segundo Audrey, foi a experiência mais traumática de sua vida.

Audrey e a mãe, Ella van Heemstra

Durante a Segunda Guerra Mundial, ela e sua mãe estavam na Holanda quando os nazistas invadiram o país. A guerra deixou uma marca traumática permanente em sua família, um de seus irmãos foi para num campo de concentração nazista e um tio e um primo foram executados. Dançava para arrecadar dinheiro para o movimento de resistência holandesa ao nazismo. Ela colocava mensagens nos seus sapatos de balé, para ajudar a resistência. Sofreu com a falta de comida e precisou comer bulbos de tulipa para sobreviver. A família recebeu muita ajuda, e parte dessa ajuda veio da UNICEF - organização que ajuda as crianças necessitadas com suplementos de comida, educação e cuidados médicos. Em 1990, Audrey foi homenageada, o seu nome fora atribuído a uma nova espécie de tulipa.



Depois Audrey começou a trabalhar de corista e modelo fotográfico até que obteve pequenos papéis em filmes. Um de seus primeiros papéis foi Montecarlo Baby. Em seguida, Audrey participou de uma audição para o filme A 'Princesa e o Plebeu'. Encantado com a atriz, o diretor William Wyler escalou-a para viver a Princesa Ann, dividindo a cena com Gregory Peck, que também surpreendeu-se com o talento da companheira.Depois da estreia do filme em 1953, Hepburn ganhou o Oscar de Melhor Atriz por seu papel como princesa que andava solta por Roma e que se apaixonava por um jornalista (Gregory Peck).


Três dias após a cerimônia do Oscar, recebeu o Tony por sua atuação em Ondine, peça da Brodway em 1954. A peça fora uma sugestão de Mel Ferrer, ambos se apaixonaram e no mesmo ano se casariam. Audrey também faria Sabrina, que rendeu-lhe a segunda indicação ao Oscar. Gravaram juntos Guerra e Paz, e ela estrelaria três comédias-românticas (Cinderela em Paris, Amor na Tarde e A Flor que não morreu), um drama (Uma cruz a beira do abismo, que rendeu-lhe a terceira indicação ao Oscar e um faroeste (O passado não perdoa).


Ser mãe era o seu maior desejo,por isso ficou muito feliz ao descobrir que estava esperando um filho. No entanto, ela sofreu um aborto, e esse teria sido o primeiro de 4 abortos que Audrey sofrera e isso adeixou muito deprimida. Mas no dia 17 de janeiro de 1960, aos 30 anos de idade, Audrey deu à luz a Sean Hepburn Ferrerseu nome significa "presente de Deus". Em 8 de fevereiro de 1970, nasceu Luca Dotti fruto de seu segundo casamento com o médico Mario Andrea Dotti. O casal morou por um ano em Roma, para em seguida a atriz ir viver na Suíça com os dois filhos.

Audrey e o filho Luca

Vestindo-se sempre com muito bom gosto, Audrey representou um novo ideal de beleza e estilo para milhões de mulheres, de uma incrível sofisticação e elegância. Em Sabrina (1954), Cinderela em Paris (1957) e Um Amor na Tarde (1957), contracenou com os grandes atores William Holden, Humphrey Bogart, Fred Astaire e Gary Cooper.

A personificação de seu mais famoso papel, como Holly Golightly, em a Bonequinha de Luxo (1961), lhe rendeu a quarta indicação para o Oscar de Melhor Atriz, pois já havia sido indicada por Sabrina e Uma Cruz à Beira do Abismo (1959). Em 1967, Hepburn recebe sua quinta indicação para o Oscar por sua performance como uma mulher cega cuja casa é assaltada em Um Clarão nas Trevas. Em 1963, recebeu o papel principal do musical My fair lady.

Mas foi por volta de 1987 que Audrey iniciou o seu mais generoso e solidário papel, o de Embaixadora especial da UNICEF. Viajou em missões no mundo todo, México, Somália, El Salvador, Etiópia, Equador, Venezuela, etc.




"Posso testemunhar da importância do significado UNICEF para as crianças, porque eu estava entre os que receberam alimentos e assistência médica logo após a Segunda Guerra Mundial. Eu tenho uma gratidão duradoura e de confiança pelo que a UNICEF fez.Lembre-se que se algum dia você precisar de ajuda, você encontrará uma mão no final do seu braço. À medida que você envelhecer, você descobrirá que tem duas mãos - uma para ajudar a si mesmo, e outra pra ajudar aos outros[...]Alguém me disse outro dia: 'Você sabe, é realmente sem sentido, o que está fazendo. Sempre houve sofrimento, e sempre haverá, e você está apenas prolongando o sofrimento dessas crianças [por resgatá-los]. "Minha resposta foi: 'Ok, então, vamos começar com o seu neto. Não compre antibióticos se ele ficar com pneumonia. Não leve ao hospital, se sofrer um acidente "É contra a vida - contra a humanidade - a pensar dessa forma (Audrey Hepburn)."

Em Além da Eternidade, de Steven Spielberg (1989), desempenhou o papel de um anjo que conduz o protagonista ao céu. O papel serviu como uma homenagem para a atriz durante seus últimos anos de vida. Foi diagnosticada com câncer no apêndice em 1993, que evoluiu para o cólon e logo faleceu. Recebeu postumamente pelas mãos de seu filho o Prêmio Humanitário Jean Hersholt na solenidade de entrega do Oscar no mesmo ano.





Segue, o que para mim, é uma das mais inspiradoras citações de Audrey, pois nela podemos ver a sua nobreza e força:

“Para ter lábios atraentes, diga palavras doces; para ter olhos belos, procure ver o lado bom das pessoas; para ter um corpo esguio, divida sua comida com os famintos; para ter cabelos bonitos, deixe uma criança passar seus dedos por eles pelo menos uma vez por dia; para ter boa postura, caminhe com a certeza de que nunca andará sozinho; pessoas, muito mais que coisas, devem ser restauradas, revividas, resgatadas e redimidas; lembre-se que, se alguma vez precisar de uma mão amiga, você a encontrará no final do seu braço. Ao ficarmos mais velhos, descobrimos porque temos duas mãos, uma para ajudar a nós mesmos, a outra para ajudar o próximo; a beleza de uma mulher não está nas roupas que ela veste, nem no corpo que ela carrega, ou na forma como penteia o cabelo. A beleza de uma mulher deve ser vista nos seus olhos, porque esta é a porta para seu coração, o lugar onde o amor reside.”


Fonte: Portal Obvious

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