domingo, 27 de março de 2016

Estamos apenas na metade do caminho, diz chefe da ONU no Dia Mundial de Combate à Tuberculose


No dia Dia Mundial de Combate à Tuberculose, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu esforços globais conjuntos para acabar com a doença mortal até 2030. Ele alertou que só em 2016 a doença deve tirar a vida de cerca de 1,5 milhão de pessoas.

Entre 2000 e 2015, a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da tuberculose salvou 43 milhões de vidas. A taxa de mortalidade pela doença caiu quase pela metade. Ban lembrou que foi alcançada a meta específica dentro dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) de reverter a incidência da doença.

“Mas a luta contra esta doença mortal está apenas metade ganha”, alertou o chefe da ONU em uma mensagem anual para a data. Além das 1,5 milhão de mortes, a doença deve afetar mais de 9,6 milhões de homens, mulheres e crianças.

Em um comunicado de imprensa, a Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou que a tuberculose se equipara ao HIV/Aids como principal causa de morte entre as doenças infecciosas do planeta. A agência da ONU destacou progressos observados em diversos países, incluindo Índia, África do Sul, Rússia, Brasil e Vietnã.

Segundo a OMS, Brasil e Vietnã são exemplos de países com serviços básicos eficazes de combate à tuberculose. Segundo o comunicado da agência, o Brasil formou uma rede nacional de pesquisadores sobre o tema, a Rede TB, que está trabalhando em ciência básica, ensaios clínicos e outras prioridades de pesquisa.

No ano passado, a Assembleia Geral da ONU adotou a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável – e acabar com a epidemia de tuberculose até 2030 é uma das metas da Agenda. A doença afeta desproporcionalmente os mais pobres e mais vulneráveis, os socialmente marginalizados e as pessoas que não têm acesso a serviços de saúde e outros serviços básicos.

“Portanto, o progresso para acabar com a tuberculose deve estar de mãos dadas com outros esforços dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para reduzir as desigualdades, eliminar a pobreza extrema, garantir a proteção social, alcançar cobertura universal da saúde e pôr fim ao HIV/Aids”, disse Ban Ki-moon.

Acabar com a epidemia, lembrou a ONU, exige ações coordenadas que vão além da área de saúde: ministérios e departamentos responsáveis pelas áreas de trabalho, justiça, assistência social, migração e ciência e tecnologia, por exemplo, podem fazer a diferença. Ban Ki-moon lembrou ainda sobre a necessidade de envolver as pessoas afetadas e suas comunidades, bem como organizações não governamentais, pesquisadores e o setor privado.


Fonte: Portal ONU BR

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