domingo, 20 de março de 2016

Entenda como a obesidade afeta a fertilidade feminina


A obesidade é um problema de saúde que vai além do peso. Para as mulheres que desejam ter um filho, isto representa um verdadeiro empecilho, por ocasionar a infertilidade. De acordo com o médico PhD em Tocoginecologia da Clínica La Vitta, Lourivaldo Rodrigues, em Manaus muitas mulheres desconhecem que a gordura corporal influencia diretamente na capacidade de engravidar.

"A obesidade interfere sim na fertilidade da mulher porque a gordura também produz hormônio e uma mulher acima do peso ideal começa a produzir hormônios alterados, modificando o eixo hipotálamo-hipófise-ovário-uterino. Qualquer alteração neste eixo, altera a qualidade da ovulação", explicou ao Portal Amazônia.

Outro fator, é que mulheres obesas apresentam resistência à insulina. "A insulina alta predispõe ovários policísticos, que estão associados também à infertilidade e aos cânceres de útero e de mamas", informou. [Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia]

"Após um ano de vida sexual sem uso de anticoncepcional não ocorrendo a gravidez, essa mulher precisa procurar orientação, porque o conceito de infertilidade é exatamente este. É a não concepção de uma gravidez desejada após um ano de tentativas, independente que seja obesa ou não", explanou.

Orientações


Quando um casal busca tratamento para ter um bebê, o médico avalia as condições de saúde da mulher e também do homem para, assim, passar algumas orientações que irão ajudar no procedimento. "Quando a mulher apresenta o índice de massa corporal acima do desejado recomendamos que primeiramente ela faça uma dieta e queime calorias e gorduras. O objetivo é reduzir o índice e, assim, voltar a funcionar de forma correta o eixo hipotálamo-hipófise-ovário-uterino. Isso aumenta a possibilidade de engravidar naturalmente, muitas vezes, sem nem precisar de um tratamento complexo", assegurou Rodrigues.

Além disso, devem-se investigar outras causas como o fator tubárico. "A mulher que não está conseguindo engravidar deve investigar se a cavidade uterina e as trompas estão normais, permitindo que o espermatozoide fecunde o óvulo. Este é um exame chamado histerossalpingografia", informou. Exames ginecológicos preventivos são indicados para monitorar.

As trompas obstruídas não significam que a mulher não possa engravidar, ressalta o médico. No caso de obesas, Rodrigues reafirma que uma dieta ajuda a melhorar as condições e depois que chegar ao IMC razoável, é possível realizar a fertilização in vitro, indicada para casos em que a trompa esteja obstruída.

O diagnóstico pode ser realizado laboratorialmente, clinicamente ou através de uma investigação mais aprofundada. "Toda mulher com índice corporal acima de 30, por exemplo, já tem dificuldade para engravidar", avisou o especialista.

Investigações


Outro exame realizado para o monitoramento do estado de saúde do sistema reprodutivo feminino na clínica é a vídeo-histeroscopia, que permite checar se há elementos estranhos - pólimo, mioma - na cavidade uterina. Isso funciona como um DIU, que impede a fecundação. "Pacientes com mais peso tem a tendência de desenvolver mais pólipos e miomas, então é importante que uma vez feita a histerossalpingografia, que sugere a presença de algo estranho, a vídeo-histeroscopia nos permite investigar e tirar este fator causador da infertilidade", explicou. O médico disse ainda que alguns casos de infertilidade foram solucionados com a retirada de pólipos.

Um dos procedimentos realizados na La Vitta com mulheres que chegam acima do peso é, além da dieta, prescrição de um antidiabetogênico oral para reduzir a produção e deposição de glicose no fígado. "Esse antidiabetogênico é fundamental. Mas também o estímulo da ovulação. São essas três coisas que fazemos clinicamente", informou. Em 2015, exemplificou o especialista, quatro pacientes engravidaram apenas com a redução do peso e os procedimentos citados.

Características físicas além da obesidade também podem indicar que uma mulher tem problemas de fertilidade. De acordo com Rodrigues, o aumento de pelos, espinhas, pele oleosa, gordura no abdômen são aspectos observados por ele que podem indicar ovários policísticos, um verdadeiro problema de saúde pública. "Se a paciente não for diagnosticada, o percurso dela mais adiante é o câncer do endométrio, do útero. É importante que toda mulher e seu ginecologista entendam esse processo e fiquem atentos", aconselhou.

"É bom lembrar que não significa que em uma clínica de reprodução assistida todos os casos necessitam de uma complexidade terapêutica. Às vezes, basta a gente checar alguns fatores mais simples e corrigi-los. Uma vez fazendo isso ela pode conseguir engravidar naturalmente", contou.

O homem

Assim como a mulher, o homem também precisa estar atento ao peso no caso de buscar ter filhos. Apesar de não ser tão problemático como para a mulher, a obesidade masculina também influencia. "Interfere um pouco menos, porque ela é que será a matriz de geração do bebê. Mas alguns homens, que inclusive temos aqui, com baixa concentração ou nenhum espermatozoide muitas vezes está relacionado a obesidade dele. Nós temos que capturar o espermatozoide e selecionar os que são bons para fecundar, através da fertilização in vitro, os óvulos da esposa", explicou.

Cerca de três mil casais já passaram pela clínica. "Temos uma média de 30 pacientes por mês. Temos uma demanda crescente no Estado. Nossa intenção é, acima de tudo, ajudar casais a realizarem o sonho de serem pais. Às vezes, falta pouquinha coisa, um empurrãozinho e o casal conquista esse sonho", afirmou.

La Vitta

Para que o casal 'realize o sonho da maternidade', a clínica La Vitta - Centro de Reprodução Humana do Amazonas Ltda, realiza diversos procedimentos de reprodução assistida. O Centro é credenciado pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), pioneiro no tratamento de infertilidade clínica e Fertilização in Vitro.

Técnicas como Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides (ICSI), Diagnóstico Genético Pré-implantacional (PGD), doação de óvulos e congelamento de embriões são oferecidas. Tratamentos de infertilidade masculina também são oferecidos.

A clínica está localizada no Centro de Manaus, próximo ao Teatro Amazonas, na Rua Monsenhor Coutinho, n°. 656. Mais informações podem ser obtidas através do telefone (92) 3234-8890 ou pelo e-mail contato@lavittamanaus.com.br.


Fonte: Portal Amazônia

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