domingo, 27 de março de 2016

Brasil preside na ONU a 60.ª Comissão para dar mais poder às mulheres


Esta edição da Comissão sobre Situação das Mulheres, que é presidida por Antônio Patriota, embaixador do Brasil na ONU, reúne cerca de 5 mil representantes da sociedade civil e centenas de representantes de Governos para debater o tema "Empoderamento das Mulheres e sua Relação com o Desenvolvimento Sustentável".

A delegação brasileira é composta pela procuradora da Mulher da Câmara dos Deputados, Deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA), e pelas Deputadas Dâmina Pereira (PSL-MG), Gorete Pereira (PR-CE), Tia Eron (PRB-BA), Jéssica Sales (PMDB-AC), Soraya Santos (PMDB-RJ) e Maria Helena (PSB-RR).

As parlamentares também vão debater sobre a eliminação e a prevenção de todas as formas de violência contra a mulher.

A Deputada Dâmina Pereira, coordenadora da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados, diz que o encontro é uma possibilidade de o Brasil avançar e contribuir em políticas para as mulheres:
"Essa troca de experiência com vários países, pessoas de todo lugar, eu acho de grande importância para que a gente possa avançar mais nessas políticas para as mulheres, porque a gente vê que é tudo muito devagar quando se diz em relação à mulher. Só para ter ideia, há apenas 83 anos a gente conseguiu direito de votar. Então, nós estamos caminhando a passos lentos. Nós podemos colaborar com as experiências que nós temos até mesmo dentro da Secretaria da Mulher. Nós temos políticas ali muito direcionadas para a mulher na parte da saúde, na parte da equidade e em vários pontos."

Já para a primeira-procuradora-adjunta da Secretaria da Mulher da Câmara, Deputada Gorete Pereira (PR-CE), o encontro mundial pode contribuir para mudanças na legislação do Brasil quanto ao aumento da participação da mulher no Congresso Nacional.

"A gente fica sempre muito horrorizada porque até os países de costumes árabes têm uma maior quantidade de mulheres no Parlamento do que os nossos latinos, que têm democracia”, observa a Deputada Gorete. “Hoje, nós temos no Brasil seis Estados que não têm representação de mulheres. Se a gente fizesse uma cota de pelo menos 10% em cada Estado, aumentaria esse quórum de representantes."

No ano passado, a comunidade internacional adotou a Agenda 2030, um novo conjunto de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que incluem a busca pela paridade entre homens e mulheres e a erradicação da violência de gênero.

Ainda em 2015, a ONU Mulheres lançou a campanha “Por um Planeta 50-50 em 2030: Um Passo Decisivo pela Igualdade de Gênero”. A iniciativa envolve o acordo de compromissos nacionais junto a cada Estado-membro. Segundo a ONU, até agora mais de 90 países prometeram medidas concretas para promover a inclusão econômica das mulheres, além de protegê-las de violações e prestar apoio em casos de crises, como o atual surto do vírus zika e fenômenos climáticos extremos.

A 60.ª Comissão sobre a Situação das Mulheres vai até quinta-feira, 24, e promove paralelamente mais de 400 atividades em Nova York para debater a participação das mulheres na busca pelo desenvolvimento sustentável.


Fonte: Jornal Sputnik News Brasil

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