segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Com repercussão de vídeo, mãe pedirá a guarda do filho de 6 anos no DF


O processo do menino de 6 anos devolvido ao pai pela Justiça saiu da Defensoria Pública do Distrito Federal — a ação segue em segredo e em Capivari, no interior de São Paulo. A pedido da mãe da criança, a advogada Ellen Cristina Carvalho Silva assumiu o caso desde as 19h da última quinta-feira. Na manhã de ontem, cerca de 70 pessoas estiveram em frente ao Fórum do Riacho Fundo para prestar apoio ao garoto (leia reportagem ao lado).

A situação do menino ganhou repercussão nacional após a publicação de um vídeo nas redes sociais. As cenas, gravadas por uma amiga da mãe na noite da última quarta-feira, mostram o desespero da criança após a decisão de manter a guarda com o pai. O desfecho ocorreu no Fórum do Riacho Fundo 1, cidade onde vive a mãe da criança. O juiz Edmar Ramiro Correia, do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios, confirmou a decisão tomada pela Justiça paulista de entregar o garoto ao pai. Na gravação, o menino faz um pedido a um homem que o abraçava no momento da sentença. “Por favor, tio. Eu não quero ir. Vou ficar com a minha mãe”, suplicava. “Eu não gosto de lá.”

Apesar da decisão, a advogada Ellen acredita que conseguirá recuperar a guarda para a mãe. “Temos como provar que ele está correndo risco. A mãe sofreu muitas ameaças, e a criança relatou que não vive bem com o pai e a mulher dele”, alegou. O Conselho Tutelar do Riacho Fundo, onde a criança prestou depoimento, destacou no processo o relato de maus-tratos sofridos pela criança e o desejo do garoto de ficar no Distrito Federal.

Desgaste emocional

A conselheira tutelar de Capivari, Evanilde Barbosa, no entanto, atesta que a criança é bem cuidada no interior paulista e não há maus-tratos por parte do pai e da madrasta. “O menino está muito bem, o pai o levou ao pediatra nesta sexta-feira, e ele está bem de saúde. O maior problema foi o desgaste emocional por que a família toda passou. Ele já nos informou que viajará neste fim de semana para espairecer”, afirmou a coordenadora do caso.

Segundo Evanilde, o menino sempre gostou de viver com o pai. “Ele morou por quatro anos e meio aqui, a mãe só tinha contato com ele por telefone, por escolha dela, e esteve uma única vez na cidade. (Nessa ocasião), o pai não se opôs a deixá-la passear com o filho, mas, assim que pôde, levou-o para Brasília e causou muito sofrimento aos parentes.” A mãe esteve em Capivari em setembro do ano passado, após a ex-cunhada informá-la que o filho estaria mal assistido. Acompanhada de um casal de amigos, ela visitou a criança e, sem que a Justiça ou o pai soubesse, trouxe-a para o DF.

A conselheira acrescenta que saberia se o garoto sofresse maus-tratos. “Os vizinhos nunca ouviram nada que identificasse um pai violento. Na escola, a diretora relata que ele é um aluno como outro, brinca, presta atenção nas aulas e se relaciona bem. Em uma das inúmeras vezes em que estive com ele, o menino desenhou e relatou que tinha duas mães. Quando eu perguntei de qual gostava mais, ele respondeu, prontamente, que era de ambas”, revelou.

Evanilde continuará a acompanhar o caso com o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Capivari. O Correio tentou novamente contato com o pai por telefone, mas ele desligou o aparelho.

Mais informações no jornal citado na fonte.


Fonte: Correio Braziliense

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