domingo, 17 de janeiro de 2016

"Vai ter gorda na praia sim" realiza ato em Salvador


O movimento "Vai Ter Gorda na Praia" teve sua primeira edição neste domingo, 10, em Salvador. As mulheres foram de biquíni ao Farol da Barra para mostrar que são felizes com seu corpo e lutar pelo direito de serem quem são.

A produtora e modelo plus size Adriana Santos, 31 anos, garante que a ideia do movimento é estimular as mulheres gordas a irem à praia e a valorizarem seus corpos curvilíneos.

"Uma gordinha pode usar biquíni, ela pode ter uma marquinha, pode fazer coisas que a mulher magra faz. E isso parte de dentro para fora. Além do reflexo que a sociedade traz desse público", explica Adriana, que já foi candidata na segunda edição do concurso Miss Plus Size Brasil.

"O movimento me parece fantástico. Porque a beleza não é ser magra ou gorda, a beleza é ser mulher e nada mais. Não há mulheres lindas e feias, há mulheres diferentes", categorizou Carlos de Rosário, 31, turista argentino que estava na praia durante o ato.

Atenção à saúde

O doutorando em antropologia Hildo Oliveira, 31, soube do movimento nas redes sociais e foi ao Farol dar apoio, pois, de acordo com ele, considera uma forma de ativismo político. "As pessoas têm mesmo que lutar para serem identificadas como elas querem que as identifiquem. Elas estão lutando pelo direito de serem o que elas são", pontuou.

Além da luta pelo direito de serem aceitas, as meninas do "Vai Ter Gorda na Praia" reinvindicam, entre outras coisas, mais saúde.

"Precisamos de um programa voltado para atender a pessoa gorda. Não só para a obesidade, mas para ter uma política de prevenção desde o nascimento, quando a família já tem tendências a ter obesidade", declarou Adriana.

Vendedor ambulante desde 2008, Antônio Carlos Silva, 36, disse que apesar de considerar o gesto bonito, acha que as pessoas têm de estar atentas à saúde. "Não pode incentivar. Tem que pensar no bem estar".

Adriana esclareceu ainda que o grupo não faz apologia à obesidade "Pelo contrário, a gente faz apologia à saúde. Só não queremos ter que nos moldar a sociedade. Queremos que as pessoas respeitem a mulher e o homem gordo e parem com essas críticas e preconceitos".


Fonte: Jornal A Tarde

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