domingo, 10 de janeiro de 2016

Brasil se prepara para receber atletas e turistas com deficiência nas Olimpíadas e Paralimpíadas 2016


Para garantir acessibilidade a atletas e turistas com deficiência que estarão no Rio de Janeiro para os jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016, o governo federal criou uma série de procedimentos. Eles envolvem desde o desembarque nos aeroportos até o atendimento em hotéis e restaurantes e acesso aos locais dos jogos e a pontos turísticos brasileiros.

Para o secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antônio José Ferreira, os Jogos Paralímpicos serão uma oportunidade para o país demonstrar o cuidado em relação às pessoas com deficiência. “Teremos a possibilidade de deixar para a cidade do Rio de Janeiro um grande legado de acessibilidade e o Brasil se tornará referência em acessibilidade e inclusão”.

Aeroportos

A Secretaria de Direitos Humanos e a Agência Nacional de Aviação Civil coordenaram o processo de vistoria nos equipamentos de acessibilidade nos aeroportos do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Salvador, Brasília e Manaus. Além disso, foram realizados simulados de embarque e desembarque de passageiros com deficiência, para aperfeiçoar os procedimentos operacionais.

Os principais direitos e orientações ao passageiro com deficiência ou mobilidade reduzida foram reunidos em uma cartilha. O Guia de Direitos e Acessibilidade do Passageiro esclarece as responsabilidades e deveres das administrações aeroportuárias e das companhias aéreas na garantia do atendimento aos passageiros em todas as fases da viagem.

Atendimento especializado

A SDH financiou cursos de atendimento às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, como o curso voltado à rede hoteleira do Rio de Janeiro e que deu origem à Publicação “Rio Abrace a Diferença – Recebendo o Turista com Deficiência”.

Também realizou curso em parceria com o IBAM/RJ sobre capacitação à distância nos temas Inclusão e Acessibilidade para 500 profissionais das áreas de turismo, do transporte, voluntários de grandes eventos, profissionais da saúde e assistência, lideranças comunitárias e pessoas com deficiência.

Turismo acessível

Também foi iniciado um conjunto de ações do programa Turismo Acessível para promover a inclusão e acesso de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida às atividades turísticas. Sob coordenação do Ministério do Turismo e apoio da Secretaria de Direitos Humanos, o programa é direcionado a gestores públicos e privados, profissionais da linha de frente do turismo e pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.

Entre as atividades está o lançamento do portal Guia Turismo Acessível (www.turismoacessivel.gov.br), um site colaborativo onde qualquer pessoa pode avaliar e consultar a acessibilidade de pontos turísticos, hotéis, restaurantes, parques e atrações diversas.

Pesquisa de satisfação

Ao longo do ano passado, a SDH contribuiu para que a Pesquisa Permanente de Satisfação do Passageiro, divulgada trimestralmente pela Secretaria de Aviação Civil, tivesse perguntas específicas dirigidas a Passageiros com Necessidade de Atendimento Especial (PNAEs) a partir de 2016. O objetivo é medir a qualidade e as condições de acessibilidade dos 15 principais terminais do País. As perguntas, feitas no momento do embarque, serão sobre qualidade da acessibilidade no aeroporto, disponibilidade de vagas reservadas no estacionamento e disponibilidade de assentos reservados para pessoas com cadeiras de rodas e seus acompanhantes. Além disso, o entrevistado responderá sobre como foi feito o procedimento de desembarque (em ponte de embarque, Sistema ELO, Ambulifit, Cadeira robótica, Rampa Móvel ou outro).


Fonte: Secretaria de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes - SDH/PR

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