domingo, 3 de janeiro de 2016

Artigo - A força de Rey em Star Wars VII


Por: Rebeca Roseane Brito

Não é surpresa alguma que o novo filme da franquia Stars Wars VII: O despertar da força traz à frente de sua história uma personagem feminina como protagonista, introduzindo toda uma nova trajetória jedi nessa recém trilogia lançada no cinema. A personagem Rey (Daisy Ridley) é a principal força desse filme, boa parte acarretada pela ótima atuação de Daisy Ridley. Seu olhar e desempenho em cena demonstram toda a aflição e garra da personagem em sua trajetória, sendo impossível não torcer por ela.

A direção dessa vez está por conta de J.J. Abrams que também escreveu o roteiro juntamente com Lawrence Kasdan, que foi o roteirista de O Império Contra-Ataca (1980) e O Retorno de Jedi (1983). E a clássica jornada do herói adentrando numa aventura, com receio da responsabilidade imposta, decisões, testes, perdas, entre outras características estão presentes no caminhar da saga, assim como foi os filmes precursores. Rey é colocada por um acaso do destino na aventura que envolve à procura por Luke Skywalker, se envolvendo com outros personagens também incríveis, como Finn (John Boyega) – um ex-stromtrooper, o inesquecível Han Solo (Harrison Ford), além do adorável BB-8, juntos na luta contra a Primeira Ordem e o principal vilão Kylo Ren ( Adam Driver).

Recentemente franquias cinematográficas tem destacado as personagens femininas, vide o grande sucesso de Jogos vorazes e Divergente, por exemplo, que carregam personagem de grande força e determinação. Rey não é apenas uma protagonista, representa milhares de meninas admiradoras dessa saga que vem arrebatando fãs mundo a fora desde a década de 70. Lógico que tivemos outras personagens com destaque, não posso deixar de falar da inesquecível princesa Leia, que demonstrou bravura ao se unir com a Aliança Rebelde contra o Império Galático e de sua mãe Padmé Amidala, de quem herdou força de liderança e combate.

Logo nos primeiros momentos em que Rey aparece, percebemos a presença forte de sua personagem. Uma jovem determinada, vivendo sozinha (isolada/escondida ou abandonada) no planeta Jakku, com conhecimentos de luta e de aparatos tecnológicos (como ela aprendeu a pilotar daquele jeito genteee?) Rey está à frente dos jedis antecessores da saga, possuindo atributos que aceleram seu desenvolvimento e desempenho como jedi, características essas que permeiam seu passado misterioso. Ela foge do estereótipo de heroína que se expandiu no mundo cinematográfico, com exposição exagerada do corpo feminino, além de mulheres incrivelmente lindas e sempre arrumadas. Não há insinuações que destaquem seu corpo como conteúdo sexual, apesar da atriz ter uma beleza impar, o potencial da personagem é ressaltado à cima de qualquer característica de sensualização, além de vermos Rey com cabelo um pouco desarrumado em momentos de luta, suor em sua face e sujeira em suas vestes.

O filme em si possui um enredo simples, com coincidências que beiram o absurdo lembrando acontecimentos do episódio IV. Muitos fã aguardavam uma trama mais diversificada, mas é perceptível a zona de conforto adotada por J.J. Abrams, que se utiliza disso para fazer um total apanhado e homenagem aos precursores, não tirando os méritos que o filme recebeu, tornando-o icônico, nos instigando a aguardar com ansiedade pelos próximos episódios.

Rey representa a força e garra das mulheres nesse universo incrível de Star Wars, carregando mistérios que posteriormente serão revelados. Sua personagem esbanja simpatia e carisma necessário para conquistar milhões de seguidores, e só nos resta aguardar os próximos episódios para entender ainda mais, toda a força que cerca essa incrível personagem.


Fonte: Novo Jornal / Praia Nerd

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