domingo, 3 de janeiro de 2016

Afrodescendentes serão uns dos mais afetados por mudanças climáticas, aponta ONU


Especialistas das Nações Unidas destacaram, nesta terça-feira (29), que os afrodescendentes e africanos serão alguns dos grupos mais afetados pelas mudanças climáticas. Apesar da situação de vulnerabilidade dessas populações, sua presença em processos decisórios, como a Conferência do Clima de Paris, é pouco expressiva, segundo os peritos, que apelaram por mais inclusão e participação.

Para o Grupo de Trabalho da ONU sobre Pessoas Afrodescendentes, embora tenha havido avanços no combate ao racismo e à discriminação racial, “os afrodescendentes estão frequentemente entre os grupos mais pobres e marginalizados nas sociedades, muitas vezes vivendo em comunidades desproporcionalmente afetadas por décadas de degradação ambiental, como a poluição do ar e resíduos tóxicos”.

De acordo com a presidente do Grupo, Mireille Fanon Mendes-France, os afrodescendentes vão suportar um fardo ainda maior no futuro, por conta das transformações do clima. “Dado a isso, discussões sobre mudanças climáticas devem ser enquadradas tendo em vista as desigualdades ambientais e devem levar em consideração os afrodescendentes e africanos que vivem em todas as regiões do mundo, muitos dos quais permanecem aprisionados numa invisibilidade estrutural e institucional”.

Segundo Mendes-Frances, a implementação do acordo de Paris pode ser um processo verdadeiramente histórico caso os líderes mundiais optem por garantir a participação de parcelas marginalizadas da população mundial. A presidente ressaltou ainda que os direitos sociais, políticos, econômicos, civis e culturais conquistados pelos afrodescendentes em todo o planeta correm o risco de serem afetados, em maior ou menor grau, pelas mudanças climáticas.


Fonte: ONU Brasil

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