segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Em dia internacional, chefe da ONU lembra que ainda há 21 milhões de pessoas submetidas à escravidão


Por ocasião do Dia Internacional para a Abolição da Escravatura, celebrado nesta quarta-feira (2), o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, alertou a comunidade internacional a respeito dos riscos que as 60 milhões de pessoas deslocadas no mundo enfrentam de serem escravizadas ou vítimas do tráfico humano. Estimativas indicam que, atualmente, 21 milhões de indivíduos são submetidos ao trabalho forçado.

“A escravidão tem muitas formas modernas, desde o trabalho pesado de crianças enquanto serviçais domésticos, trabalhadores agrícolas e operários, até os trabalhadores forçados lutando para pagar dívidas crescentes, até as vítimas de tráfico sexual que aguentam abusos horrorosos”, afirmou Ban Ki-moon. Informações da Organização Internacional do Trabalho (OIT) indicam que o trabalho forçado gera 150 bilhões de dólares em lucros ilícitos.

O diretor executivo da OIT, Guy Rider, também se pronunciou a respeito do Dia Internacional. “A escravidão é um abuso fundamental aos direitos humanos e um objetivo central para a justiça social. É uma afronta à nossa humanidade e não tem lugar no século XXI”, disse. O chefe da Organização apelou a todos os governos para que ratifiquem e implementem o Protocolo de Trabalho Forçado, proposto pela OIT.

Até agora, apenas o Níger e a Noruega ratificaram o acordo. A meta da agência é recolher 50 ratificações até 2018. “A erradicação da escravidão moderna requer uma legislação forte, uma implementação rígida, um comprometimento conjunto dos países e parceiros sociais, assim como sistemas de apoio efetivos para as vítimas”, explicou Rider.

Ban Ki-moon também solicitou que os Estados-membros contribuam para o Fundo de Segurança Voluntário sobre Formas Contemporâneas de Escravidão da ONU, que presta assistência humanitária, financeira e legal para dezenas de milhares de vítimas pelo mundo. O chefe das Nações Unidas também lembrou que a Agenda 2030, recém-adotada pela comunidade internacional, contém objetivos e metas específicos para erradicar o trabalho forçado.


Fonte: ONU

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