domingo, 1 de novembro de 2015

Ruas e praças tomadas por mulheres em protesto à PL 5.069 e ao deputado Eduardo Cunha


Esta semana foi marcante para todas as mulheres. As ruas e praças foram e serão tomadas por elas e também por homens que entendem a importância de se assegurar seus direitos.

Na última quarta-feira, dia 28, vimos a Cinelândia florescer pelos direitos das mulheres e em repúdio ao deputado e presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e seu projeto de lei, o PL 5.069.

O estarte veio com a provocação feita pela proposta da redação do ENEM, extremamente feliz, e continuou com a manifestação feita pelas mulheres no Rio e as que se seguirão, como a de São Paulo.

Uma espécie de frescor nestes dias de tanto retrocesso e ameaças que rondam as conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras principalmente. Segundo a ONU Mulheres, proporcionar mais anos de estudos e consequentemente avanços sociais em todas as áreas às mulheres, incide diretamente na melhoria de toda sociedade.

Não podemos permitir que a opressão contra as mulheres se cristalize em forma de leis, de projetos nefastos, concebidos por mentes que parecem ainda presas à idade média.

Avançar na manutenção e no ganho de mais direitos para as mulheres, que ainda são as maiores vítimas no mundo inteiro e nos grandes centros urbanos como Rio e São Paulo por exemplo, onde a violência vitima sem piedade, em números absurdos, sem cerimônia, as mulheres negras principalmente, é fundamental.

Fundamental para as mulheres e fundamental para que nossas sociedades tenham a possibilidade de buscar um outro caminho e ser um pouco menos injusta neste milênio.

"A nossa luta é todo dia. Favela é cidade. Não aos Autos de Resistência, à GENTRIFICAÇÃO, à REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL, ao RACISMO, ao RACISMO INSTITUCIONAL, ao VOTO OBRIGATÓRIO, ao MACHISMO, À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER e à REMOÇÃO!"

Violência contra as mulheres mostra que Brasil ainda não exorcizou os fantasmas da desigualdade de gênero

Vários episódios ocorridos ao longo das últimas semanas puseram em pauta a situação da mulher na sociedade brasileira e a persistência no país de uma cultura de violência contra o sexo feminino. Valentina, uma menina de 12 anos, participante do reality show culinário MasterChef Júnior, foi alvo de agressivos comentários pedófilos nas redes sociais. Em resposta a isso, a ONG Think Olga lançou uma campanha virtual marcada pela hashtag #primeiroassedio, com a qual mulheres de todo o país compartilharam a primeira experiência de assédio sexual que sofreram.

No último domingo, na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), causou comoção a inclusão na prova de uma questão sobre a teórica fundadora do feminismo, Simone de Beauvoir, e do tema violência contra a mulher como assunto da prova de Redação.

Nesta edição especial, o PrOA ouviu pesquisadores e especialistas para discutir a perene violência contra a mulher e, em vídeo, mostra que abuso e ameaça começam cedo e para muitas, em um vídeo com relatos de jornalistas de ZH.


Fonte: Jornal do Brasil / Portal ZH Caderno PrOA

0 comentários:

Postar um comentário

Twitter Facebook Favoritos

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Facebook Themes