segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Presidente da Gâmbia anuncia proibição da mutilação genital feminina


A República da Gâmbia anunciou, nesta terça-feira (24), que vai banir a mutilação genital feminina. O anúncio foi feito pelo presidente do pequeno país africano, Yahya Jammeh.

A proibição, segundo mandatário, passa a valer imediatamente. No entanto, de acordo com o Guardian, não há uma data exata para quando o governo vai elaborar uma legislação que torne a proibição efetiva. Segundo ativistas, o dispositivo legal e imprescindível para salvar "inúmeras vidas".

A medida também foi confirmada pelo ministro das Comunicações do país, Sherrif Bojang, segundo a agência de notícias AFP. "O presidente disse que a decisão de banir a mutilação genital feminina é, basicamente, para proteger as meninas", contou.

A Gâmbia é uma ex-colônia britânica e uma das nações mais pobres do mundo.Jammeh governa o país desde que assumiu o poder em um golpe, no ano de 1994.

A proibição, anunciada durante uma visita do presidente ao seu vilarejo natal, surpreendeu a equipe do governo e o público.

"Eu estou muito surpresa que o presidente tenha feito isso. Não esperaria uma decisão como essa nem em um milhão de anos. Estou orgulhosa do meu país e muito muito feliz", comemorou Jaha Dukureh, ativista que luta pelo fim da mutilação genital feminina ao Guardian.

A prática ainda é bastante comum no país de 1,8 milhões de habitantes, onde estima-se que 75% das mulheres tenham sido mutiladas, assim como em várias outras nações africanas e em algumas partes do Oriente Médio.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 125 milhões de mulheres no mundo todo foram submetidas à mutilação, que envolve cortes nos lábios vaginais e no clitóris, geralmente enquanto as meninas ainda são muito jovens - 56% das crianças com até 14 anos foram mutiladas na Gâmbia. O procedimento pode causar a morte das mulheres, seja por hemorragia ou por infecções. Há ainda casos de mulheres que morrem durante o parto, por causa de complicações decorrentes da mutilação.

Ainda neste ano, a prática foi banida na Nigéria, que se juntou a outras 18 nações africanas que proibiram a mutilação genital, incluindo a República Centro-Africana, o Egito e a África do Sul.


Fonte: Jornal Brasil Post

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