segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Número de casamentos precoces de meninas africanas dobrará em 2050, afirma ONU


Quase metade dos casamentos precoces de meninas no mundo em 2050 será realizada na África, se a tendência atual persistir. O alerta foi feito pelo Fundo da ONU para a Infância (UNICEF) com o lançamento do relatório publicado nesta quarta-feira (25), em conferência da União Africana em Lusaka, na Zâmbia.

A agência da ONU pediu mais incentivos à educação de qualidade e aos serviços de proteção para as meninas mais pobres e marginalizadas, como medidas de prevenção para esta prática. O relatório Perfil do Casamento Infantil na África afirma que o número de meninas casadas vai passar de 125 para 310 milhões nos próximos 35 anos, ou seja, será superior ao dobro da cifra atual.

As principais razões apontadas pelo estudo foram as baixas taxas de redução do casamento precoce, junto ao rápido crescimento populacional do continente – a população de meninas na região deve aumentar de 275 para 465 milhões em 2050.

Em 25 anos, a porcentagem de casamentos precoces na África caiu de 44% para 34%. No entanto, meninas e jovens pertencentes à parcela mais pobre da população continuam a ser as mais vulneráveis a esta prática, apresentando a mesma probabilidade de se casarem ainda meninas hoje do que em 1990, segundo UNICEF.

O casamento infantil diminui as perspectivas das mulheres para a saúde, frequentemente gera um ciclo intergeracional de pobreza, reduz a probabilidade de conclusão do colégio e aumenta chances de as meninas se tornarem portadoras de HIV, segundo relatório. Para enfrentar esta realidade, a agência da ONU pede uma ação mais ambiciosa.

A União Africana lançou uma campanha no continente para acabar com o casamento infantil em maio deste ano, seguida de um plano de ação dos governos para se dirigir à questão, que envolve: o aumento do acesso de meninas ao registro de nascimento; fornecimento de educação de qualidade e serviços de saúde reprodutiva; e fortalecimento das leis e políticas que protejam os direitos das meninas e proíbam o casamento antes dos 18 anos.


Fonte: ONU

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