segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Mulheres que fizeram história: Harriet Tubman, a espiã que salvou dezenas de escravos durante a Guerra Civil americana


Harriet Tubman (Araminta Ross, Condado de Dorchester, Maryland, 1820 — Auburn, 10 de março de 1913), também conhecida por Black Moses, foi uma afro-americana natural dos Estados Unidos, abolicionista, humanitária e espiã da União durante a Guerra Civil dos Estados Unidos da América, que lutou pela liberdade, contra a escravidão e o racismo.

Depois de escapar do cativeiro, ela fez treze missões para resgatar setenta escravos utilizando da rede de ativistas abolicionistas e abrigos conhecida como a "Underground Railroad". Ajudou John Brown a recrutar homens em seu ataque a Harpers Ferry, e no pós guerra lutou pela inclusão das mulheres no sufrágio.

Biografia

Nascida uma escrava no distrito de Dorchester, Maryland, Tubman apanhou de seus vários mestres quando criança. Ainda jovem, sofreu uma ferida traumática na cabeça quando um dono de escravos irado lançou-lhe um peso de metal, pretendendo acertar outro escravo. A lesão causou dores de cabeça, ataques epiléticos, poderosa atividade visionária e de sonho, e crises de hipersonia que ocorreram durante sua vida inteira. Como uma cristã devota, atribuiu suas visões e sonhos vividos a premonições de Deus.

Em 1849, Tubman escapou para Filadélfia e imediatamente retornou a Maryland para resgatar sua família. Devagar, e um grupo de cada vez, ela levou parentes consigo para fora do estado, e eventualmente guiou dezenas de outros escravos para a liberdade. Viajando de noite e em extremo segredo, Tubman "nunca perdeu um passageiro". Recompensas pesadas eram oferecidas por muitas das pessoas que ela ajudou a libertar, mas ninguém tinha conhecimento de que era Harriet Tubman quem os ajudava. Quando uma lei abrangente contra fugitivos entrou em vigor em 1850, ela ajudou a guiar fugitivos mais ao norte, em direção ao Canadá, e ajudou muitos recém-libertados a encontrar emprego.

Quando a guerra civil americana começou, Tubman trabalhou para o exército da união (norte), primeiro como uma cozinheira e enfermeira, e então como batedora e espiã. A primeira mulher a liderar uma expedição armada na guerra, ela guiou o ataque no rio Combahee, que liberou mais de setecentos escravos.

Após a guerra, Harriet Tubman se aposentou para a residência da família em Auburn, Nova Iorque, onde cuidou de seus pais idosos. Foi ativa no movimento para o sufrágio feminino até ser tomada por doença e ter de se internar numa clínica para idosos afro-americanos que ela havia ajudado a abrir anos antes. Depois de sua morte em 1913, se tornou um ícone americano da coragem e da liberdade.


Fonte: Wikipédia

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