domingo, 11 de outubro de 2015

Exposição mostra fotos históricas de favelas do Rio


À beira da lagoa Rodrigo de Freitas, um dos lugares mais bonitos e valorizados do Rio de Janeiro, onde hoje há um parque, há quarenta anos havia uma favela. Apenas o nome ficou, já que os moradores da Catacumba foram removidos para muitos quilômetros dali.

O antropólogo norte-americano Anthony Leeds documentou a remoção em fotos que fazem parte da exposição “O rio que se queria negar”, aberta ao público no Museu da República. Dcordo com a historiadora Analuce Girão, responsável pela organização do acervo doado pela esposa de Leeds à Casa de Oswaldo cruz, as fotos documentam não somente o processo de ocupação e urbanização das favelas, como também hábitos de seus moradores.

Leeds morou em duas comunidades cariocas: o Tuiuti e o Jacarezinho. Em seu processo de imersão etnográfica, registrou não somente a formação de novos conjuntos, como o da Cidade de Deus e o da Vila Kennedy, como também a realidade de comunidades já estabelecidas, como a Rocinha e a Maré. Para Analuce Girão, seu trabalho oferece muitos elementos para se pensar aos processos atuais de remoção e favelização, e também para repensar estereótipos que persistem.

A exposição o Rio que se Queria Negar fica aberta ao público até o dia 10 de janeiro do ano que vem além de foto. O acervo traz também manuscritos do antropólogo. O Museu da República fica no bairro do Catete, na zona sul da cidade.


Fonte: Agência Brasil

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