terça-feira, 15 de setembro de 2015

Vacina contra HPV: segunda dose já está disponível nos postos de saúde


O ministro da Saúde, Arthur Chioro, anunciou nesta quinta-feira (10/09) o início da vacinação da segunda dose contra HPV ao grupo de meninas de 9 a 11 anos. A partir deste mês, as que tomaram a 1ª dose da vacina devem retornar a um posto para completar a imunização.

A vacina contra o HPV, doença responsável por 70% dos casos de câncer do colo do útero, segundo o Ministério da Saúde, é usada em mais de 130 países e recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, ela é oferecida pelo SUS desde 2014 e apresenta proteção contra 4 subtipos do vírus, com 98% de eficácia.

A vacina está disponível nas 36 mil salas de vacinação espalhadas pelo país. Para sucesso da cobertura, a recomendação do Ministério é de que os municípios façam parcerias com escolas públicas e privadas para realizarem a aplicação no ambiente escolar. "Meninas de 9 a 11 anos pouco frequentam serviços de saúde. A mobilização das escolas é fundamental para melhores resultados", disse Chioro.

O ministro também chamou atenção para o fato de que a vacina é imprescindível para a saúde da mulher e que os benefícios devem estar claros para os pais. “A vacina tem eficácia garantida e isso não significa liberar o adolescente para atividade sexual”, esclarece.

Após a primeira dose, a menina deve receber a segunda seis meses depois, e a terceira, de reforço, 5 anos após a primeira dose. "As meninas que aparecerem a qualquer momento, e estiverem na faixa etária, podem se vacinar. É só procurar o posto mais perto.”

Neste ano, também foram englobadas no grupo-alvo da vacinação as mulheres de 9 a 26 anos portadoras do vírus HIV. De acordo com o Ministério, elas têm probabilidade cinco vezes maior de desenvolver câncer no colo do útero do que a população em geral. Para este grupo, o esquema vacinal também conta com três doses, mas com intervalos diferentes.

É importante lembrar que a imunização não substitui a realização do exame preventivo, como o papanicolau, e nem o uso do preservativo nas relações sexuais.


Fonte: Revista Crescer

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