domingo, 6 de setembro de 2015

Seminário internacional abordou desafios para a gestão pública no século XXI


O papel do Estado no século XXI e seus desafios para a gestão pública são tema de seminário internacional que teve início hoje em Brasília. A proposta do evento, que termina amanhã, é promover reflexão e debate sobre a gestão pública e outros temas estruturantes.

Participaram da mesa de abertura do seminário o Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa; o Ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas; o coordenador residente do Sistema ONU no Brasil e representante residente do PNUD, Jorge Chediek; o Secretário-Executivo Adjunto da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CEPAL), Antonio Prado; e o presidente da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), Gleisson Rubin.

Em vista da situação global de vulnerabilidade, desde o ano 2000, a comunidade internacional adotou um compromisso moral com a agenda dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). “Não podíamos aceitar um planeta onde milhões de crianças morriam por falta de insumos extremamente básicos e simples para a prevenção dessas situações”, destacou o representante residente do PNUD no Brasil em sua fala.

“Isso coloca em foco o papel principal de qualquer gestão: melhorar a qualidade de vida da população”, ressaltou o ministro Nelson Barbosa. Ele enfatizou também a importância do Estado como redutor de desigualdades sociais.

“Os setores padrão de produção e de consumo, na atual condição de desigualdade do nosso planeta, assim como a situação ambiental global, não são sustentáveis”, lembrou Chediek.

“Estamos vivenciando um período de reconstrução da relação entre Estado e sociedade”, pontuou o secretário-executivo adjunto da CEPAL. Para o ministro Barbosa, é importante planejar o papel do Estado em longo prazo no século XXI. "Temos que saber em qual estado estamos hoje no Brasil e planejar qual queremos para dentro de alguns anos”, concluiu.

Chediek aproveitou a ocasião para convidar a todos para pensar o Estado dentro da Agenda Pós-2015, com a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). “Todas essas iniciativas seguramente contribuem para a construção de um mundo mais limpo, mais justo, menos desigual, com um crescimento econômico melhor, de melhor qualidade, mas acho que esta nova visão entrega uma percepção e uma dimensão abrangente às deliberações deste evento e às ações públicas que o Estado tem de começar a manter nos próximos anos”, concluiu Chediek.

O seminário internacional é promovido pela ENAP e pelo Ministério do Planejamento, com patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Conselho Nacional do Sesi. O evento conta ainda com o apoio da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), do PNUD, do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e da Cepal.

Como iniciativa de sustentabilidade, o evento é livre de carbono, com todas as emissões de gases do efeito estufa recorrentes da realização do seminário calculadas com rigor metodológico e neutralizadas mediante ações de compensação. Além disso, todo o resíduo sólido produzido durante o ciclo de palestras será encaminhado para cooperativas para que seja reaproveitado e tenha finalidade adequada.


Fonte: PNUD

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