domingo, 6 de setembro de 2015

Como brasileiros podem ajudar os refugiados sírios?


Diante das reações emocionadas após a divulgação das fotos do garotinho sírio Alan Kurdi, que morreu afogado durante uma travessia de bote para tentar chegar à Grécia, muitos leitores da BBC Brasil perguntaram em nossa página no Facebook como seria possível ajudar os refugiados.

Abaixo, listamos organizações e iniciativas que fornecem ajuda a refugiados sírios e de outras nacionalidades - seja no Oriente Médio, na África, na Europa e também aos que conseguiram fugir da guerra e agora estão vivendo no Brasil.

Unicef

"Ficar chocado não é o suficiente. O choque tem que ser seguido de ação", dia a agência da ONU para a infância em sua página no Facebook. Doações serão usadas para campanhas de imunização contra sarampo, compra de kits de material escolar, compra de cobertores e sachês de micronutrientes para ajudar as crianças a sobreviverem ao inverno.

Ajude as crianças da Síria clicando aqui e saiba mais informações aqui.

Acnur

A agência de refugiados da ONU está promovendo campanhas específicas para arrecadar verba para suas ações com famílias refugiadas e para ajudar os sírios especificamente.

Para as famílias refugiadas em geral, o dinheiro é direcionado à compra de itens como kits de cozinha e mosquiteiros para proteger crianças de doenças como malária.

Boa parte das doações aos sírios, segundo a Acnur, será usada para "fornecer o auxílio necessário à medida que o rigoroso inverno se aproxima", com a compra de cobertores térmicos e barracas. Você pode ajudar clicando aqui ou aqui.

Rescue International

A ONG, uma das poucas que trabalha em ilhas gregas que vêm recebendo milhares de refugiados diariamente, afirma que as doações serão usadas para comprar kits de higiene para as famílias refugiadas, compra de latrinas e alimentos especiais para crianças desnutridas.

Clique aqui para ajudar.

Save the Children

Trabalha em países de onde as famílias estão fugindo, como a Síria, e em outros, que são rotas de fuga e destino final, como Turquia e Itália, onde, segundo a ONG, mais de 6 mil crianças refugiadas chegaram sozinhas.

Clique aqui para ajudar.

Cáritas

A ONG é a principal referência para refugiados que chegam ao Brasil.

Cáritas em São Paulo

Apenas neste ano, atendeu a 810 sírios. No total, em 2014, atendeu 6.629 pessoas de 87 nacionalidades diferentes. Há informações sobre como podem ser feitas as doações no Facebook da organização. Há campanhas para a coleta de cobertores, leite em pó e itens de higiene. Saiba mais aqui.

Para quem quiser doar dinheiro, a conta é: Caritas Arquidiocesana de São Paulo Banco Itaú Agência 251 Conta corrente 7001-7 CNPJ 62021308/0001-70

Cáritas no Rio de Janeiro

Além do Rio, fornece ajuda para as sedes da organização em outros 19 estados. No momento, está coletando itens como colchões, alimentos não-perecíveis, roupas e fraldas. Também é possível apadrinhar um refugiado, especialmente os mais vulneráveis, como as crianças. Saiba mais aqui. comunicacao@caritas-rj.org.br

Brasil acolhe mais sírios que países na rota europeia de refugiados

Desde o início da crise na Síria, o Brasil vem concedendo asilo a mais refugiados sírios do que os principais portos de destino de refugiados na Europa.

Segundo dados do Conare (Comitê Nacional para os Refugiados), órgão ligado ao Ministério da Justiça, 2.077 sírios receberam asilo do governo brasileiro de 2011 até agosto deste ano. Trata-se da nacionalidade com mais refugiados reconhecidos no Brasil, à frente da angolana e da congolesa.

O número é superior ao dos Estados Unidos (1.243) e ao de países no sul da Europa que recebem grandes quantidades de imigrantes ilegais ─ não apenas sírios, mas também de todo o Oriente Médio e da África ─ que atravessaram o Mediterrâneo em busca de refúgio, como Grécia (1.275), Espanha (1.335), Itália (1.005) e Portugal (15). Os dados da Eurostat, a agência de estatísticas da União Europeia, referem-se ao total de sírios que receberam asilo, e não aos que solicitaram refúgio.

Nas últimas semanas, a crise humanitária na Síria voltou a ganhar projeção na imprensa internacional, com levas de refugiados abandonando o país em direção, principalmente, à Europa. A imagem de um menino sírio morto em uma praia da Turquia virou símbolo da tragédia.

Apesar da distância ─ 10 mil quilômetros separam Brasil e Síria, o governo brasileiro vem mantendo uma política diferente da de muitos países europeus em relação a refugiados sírios.

Há cerca de dois anos, o Conare publicou uma normativa facilitando a concessão de vistos a imigrantes daquele país.

Desde então, muitos sírios daquele país vem escolhendo o Brasil como destino para fugir de guerras, perseguições e pobreza.

Segundo fontes ouvidas pela BBC Brasil no Ministério das Relações Exteriores, o número de vistos concedidos por mês a cidadãos sírios em apenas uma das embaixadas brasileiras no Oriente Médio é hoje quatro vezes maior do que antes do início da crise, em 2011.

Naquele ano, grupos rebeldes tentaram tomar o poder no país e entraram em confronto com forças de segurança do presidente da Síria, Bashar Al-Assad.

Atualmente, a emissão do documento está concentrada principalmente nas embaixadas brasileiras em Beirute (Líbano), Amã (Jordânia) e Istambul (Turquia). A representação diplomática em Damasco (Síria) foi fechada em 2012 por motivos de segurança.

"Antigamente, emitíamos 20 vistos por mês. Hoje são 20 por semana. Mas já emitimos mais", afirmou à BBC Brasil um diplomata que não quis se identificar.

"São pessoas com todos os perfis socioeconômicos. Há desde camponeses a engenheiros e advogados, muitos deles com pós-graduação. Em comum, todos estão fugindo de um país imerso em uma espiral de violência", acrescentou.

Comparação

O Brasil também é o país que mais concedeu asilo a refugiados sírios na América Latina. No continente americano, só perde para o Canadá ─ que recebeu 2.374 refugiados entre janeiro de 2014 e janeiro deste ano.

Especificamente na comparação com os vizinhos sul-americanos, contudo, o número de solicitações concedidas pelo governo brasileiro é consideravelmente superior.

Desde 2011, por exemplo, a Argentina concedeu refúgio a apenas 233 sírios. Já o Uruguai, a 117. O Chile, por sua vez, recebeu 1.220 imigrantes.

Na outra ponta, contudo, o Brasil recebeu menos do que Alemanha (65.075), Suécia (39.325), Noruega (2.995), Bélgica (5.430), França (4.975) e Reino Unido (4.035), segundo dados da Eurostat.

Nesta sexta-feira, em resposta à pressão doméstica e internacional, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou que o Reino Unido vai oferecer asilo a "milhares de refugiados sírios" devido à piora da crise humanitária. Ele não divulgou estimativas, mas a Acnur (agência de refugiados da ONU) informou que o número poderia chegar a 4 mil.

Facilidade

Em entrevista à BBC Brasil, o representante da Acnur (Agência da ONU para Refugiados), Andrés Ramirez, elogiou a iniciativa do governo brasileiro, que classificou como uma "importante mensagem humanitária e de direitos humanos".

"O Brasil tem mantido uma política de portas abertas para os refugiados sírios. O número ainda é baixo, em muito devido à localização geográfica. Mas sem dúvida se trata de um exemplo a ser seguido a nível mundial", afirmou ele.

Ramirez lembrou que no Brasil, diferentemente de outros países, enquanto espera pela concessão do asilo, o refugiado pode trabalhar e ter acesso à saúde e à educação.

Ele criticou, entretanto, a demora no processamento de pedidos. Segundo ele, o Conare vem tendo dificuldades para atender à demanda crescente das solicitações de asilo.

"Temos realizado conversas com o governo no sentido de modernizar a estrutura do órgão, face à nova realidade. Houve um aumento substancial no número de pedidos de asilo no mundo. Com o Brasil não foi diferente. É necessário agilizar a dinâmica do Conare, mas sem perder de vista a qualidade. Isso significa desde aumentar o número de funcionários a melhorar a organização interna", explicou.

"Outro desafio é integrar esse refugiado à sociedade brasileira, tanto social quanto econômica e culturalmente", acrescentou.
Crise sem precedentes

O mundo enfrenta a pior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial, segundo organizações como a Anistia Internacional e a Comissão Europeia.

Desde janeiro deste ano, mais de 350 mil imigrantes atravessaram o Mediterrâneo. Desse total, estima-se que 2.643 tenham morrido no mar enquanto tentavam chegar à Europa, de acordo com a OIM (Organização Internacional para as Migrações).

O número supera com folga o total de 2014, quando 219 mil migrantes tentaram realizar a travessia, normalmente feita em botes ou em embarcações superlotadas, sem os mínimos requisitos de segurança, por traficantes de pessoas.

A viagem pode custar mais de R$ 10 mil por pessoa, tornando o negócio altamente lucrativo ─ uma única embarcação pode render R$ 1 milhão.


Fonte: BBC Brasil

2 comentários:

Silvana Maria Ribeiro Borges disse...

Muito boa esta matéria!

Sandro Molina disse...

1) O Brasil ainda tem 20 MILHÕES DE PESSOAS em POBREZA EXTREMA (a maior parte no Norte e Nordeste), e vocês querem acolher refugiados?! Na Amazônia, por exemplo, existem pessoas que vivem ABAIXO DA LINHA DA MISÉRIA!!!
2) O país atravessa a sua PIOR CRISE da história: declínio da economia, altos níveis de desemprego e perda de renda. O desemprego no Brasil é o 7º MAIOR DO MUNDO num ranking com 51 países, com a taxa de 11,8% no 3º trimestre de 2016, e atinge 12 MILHÕES de pessoas!!!
3) Nossos índios reúnem a MAIOR TAXA DE SUICÍDIO do país!!! Municípios do Amazonas e do Mato Grosso do Sul estão no topo da lista de suicídios entre crianças e adolescente indígenas. Menosprezados, desassistidos, abandonados, o índice de suicídio entre os indígenas alcança proporções alarmantes. Dados recolhidos no Mapa da Violência do Ministério da Saúde expõem que enquanto a média do Brasil é de 5,3 suicídios por 100 mil habitantes, a incidência entre os indígenas atinge uma média de 9 suicídios para cada 100 mil habitantes, podendo chegar, em alguns municípios da região Norte, a 30 suicídios por 100 mil habitantes. Um estudo da ONU afirma que o suicídio entre jovens indígenas ocorre em um contexto de discriminação, marginalização, colonização traumática e perda das formas tradicionais de vida, que forjam um sentimento de isolamento social. No Brasil, os índios ocupam o ÚLTIMO lugar na escala social!!!
4) Na nova ordem migratória mundial espera-se que a população acolhedora dê espaço aos refugiados recém-chegados e suporte o fardo, não do que deveria ser a "integração", mas a aceitação de uma convivência coercitiva. Isso porque a maioria dos migrantes pertence a cultura ISLÂMICA, que se encontra em um conflito antigo e histórico com a (ainda?) dominante cultura cristã do Ocidente. E, acima de tudo, porque este processo de migração islâmica acontece no auge de uma radicalização da população muçulmana no mundo.
Na Europa, ficou rapidamente explícito que o crescente fluxo de uma população muçulmana radicalizada começou a mudar as regras do jogo da integração. Os migrantes não têm que se "adaptar" e são livres para reproduzir seus hábitos religiosos e culturais (assassinato, estupro, pedofilia, roubos - dos chamados "infiéis"!). Por outro lado, os "nativos" locais receberam ordens para não resistirem às mudanças "ambientais" resultantes da imigração em massa. Ao tentarem resistir, mesmo assim, uma elite política e a mídia começaram a criminalizar seu comportamento "racista" e suposta intolerância (xenofobia). Todo mundo já sabe - até mesmo a chanceler alemã Angela Merkel - que ela cometeu um equívoco político ao abrir as portas do seu país para mais de 1 milhão de imigrantes do Oriente Médio, África e Ásia. O multiculturalismo é um erro, pois se esquece de questões PRIORITÁRIAS de identidade e de cultura religiosa dos nativos!
5) Já está provado ao longo da história que a cultura ISLÂMICA é INCOMPATÍVEL com o modo de vida do Ocidente! Os muçulmanos NÃO se integram à sociedade que os acolheu, não respeitam sua cultura e leis. É só crescerem em número e o caos se instala. Quando em minoria são sempre humildes, pacifistas e tolerantes, mas quando em maioria, criam seus bairros próprios (guetos), levantam suas Mesquitas, impõe a sua religião à fio de espada, combatem as outras religiões, pregam a intolerância, e finalmente, implantam a Lei Sharia (a lei do terror)! O islã não tem nada de paz! É uma doutrina política de submissão de povos! Todas as culturas de antigamente, que hoje são países 100% islâmicos, foram DIZIMADAS; riscadas do mapa!!!
6) Nenhum país árabe rico, os chamados países do Golfo Pérsico (Arábia Saudita, Emirados Árabes, Qatar etc.), quiseram receber seus irmãos de fé, e nós, aqui no Brasil, devemos recebê-los?

Só os CRISTÃOS devem ser aceitos!!! Muçulmanos que vão para países muçulmanos!

Vamos cuidar da nossa gente!!!

Acorda Brasil!!!

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