segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Crianças e adolescentes estão expostos a crimes

Com a aposentadoria dos brinquedos de outrora e com a posse cada vez mais prematura de equipamentos eletrônicos, as crianças e adolescentes se tornaram alvos em potencial de hackers e pedófilos. A pornografia infantil na internet lidera os rankings de denúncias no Brasil e tem preocupado pais, familiares e a comunidade escolar. O especialista em Segurança da Informação, Rodrigo Jorge, alerta que os crimes cibernéticos aumentaram vertiginosamente nos últimos anos e a falta de informação dos usuários e da noção do perigo que é a internet, contribuem para a elevação dos números. 

Rodrigo Jorge é integrante do Movimento Família Mais Segura na Internet e chama atenção para os riscos que correm crianças e adolescentes que utilizam a rede mundial de computadores sem cautela. Além delas, os pais precisam ficar sempre em alerta e monitorar sites e perfis visitados pelos filhos. “A falta de conhecimento dos pais expõe crianças e adolescentes”, alertou o especialista. Com o excesso de informações disponibilizadas em redes de integração social, criminosos podem traçar o perfil da vítima e escolher o momento oportuno para a abordagem, que varia desde a aplicação do golpe bancário, ao roubo de senhas e dados pessoais às imagens íntimas.

“Não há mais diferença entre mundo real e virtual. O que se escreve e se publica na internet se torna público e se perpetua”, destacou Rodrigo Jorge. Tendo como objetivo o convencimento dos riscos, mas sem deixar de lado o que a internet tem de bom, o especialista realiza palestras sobre como se comportar adequadamente no mundo sem fronteiras da internet. No Colégio CEI Romualdo Galvão, serão ministradas cinco palestras para pais, alunos e comunidade escolar até o fim de setembro.

De acordo com a vice-diretora da unidade, Flávia Nóbrega, a escola tem um papel fundamental na formação do cidadão e isso inclui a adaptação às mudanças pelas quais o mundo passa diariamente. “O celular não pode ser visto apenas como um brinquedo. É preciso mostrar que deve se ter responsabilidade e noção dos riscos”, comentou Flávia Nóbrega. Além disso, ela destacou que as crianças e adolescentes não podem ser esquecidos pelos responsáveis pois estão em casa e entretidos pela internet. “Há uma desproteção dentro da própria casa. As crianças não tem a percepção de que estão sendo vistas por muita gente, em perfis em redes sociais”, alertou.


Fonte: Tribuna do Norte

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