segunda-feira, 13 de julho de 2015

Aumenta número de crianças e adolescentes sem escolarizar no mundo


Está crescendo o número de crianças e adolescentes sem escolarizar no mundo, uma cifra que, em 2013, ascendeu a 124 milhões de pessoas. O estudo, publicado pelo Instituto de Estatística da Unesco [Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – IEU] e pelo Informe de Monitoramento da Educação para Todos no Mundo, mostra que a ajuda internacional para a educação também segue abaixo dos níveis de 2010 e resulta claramente insuficiente para alcançar as novas metas relativas à universalização do ensino primário e secundário.

O Haiti é o único país latino-americano/caribenho que figura no ranking de países que mais recebem ajuda internacional para investimento em educação básica, com quase 45 milhões de dólares entre 2011 e 2013, atrás apenas da Libéria, na África. Dos 5,4 bilhões de dólares estadunidenses destinados à educação básica, em 2013, apenas 39% - vale dizer, 2,1 bilhões de dólares estadunidenses – se dirigiu aos 34 países de rendas baixas. Esta proporção permaneceu relativamente constante desde o começo do último decênio, apesar de que esses países tropeçam em alguns dos maiores problemas para alcançar, inclusive, a universalização da educação primária.

Segundo a diretora geral da Unesco, Irina Bokova, "o Foro Mundial sobre a Educação, celebrado em Incheon [Coreia do Sul], no último mês de maio, marcou uma pauta ambiciosa para os próximos 15 anos e prometeu garantir 12 anos de acesso gratuito e equitativo a uma educação de qualidade. Apesar da importância dos recursos nacionais, esse novo estudo adverte que este objetivo poderá ser muito difícil de alcançar para milhões de crianças e adolescentes, a menos que os países se comprometam, seriamente, a incrementarem a ajuda nas próximas conferências de Oslo [Noruega] e Addis Abeba [Etiópia]”.

Os novos dados do IEU mostram que uma em cada 11 crianças está sem escolarizar, o que, em 2013m somava um total de 59 milhões de crianças, 2,4 milhões a mais do que em 2010. Destes, 30 milhões vivem na África Subsaariana e 10 milhões na Ásia Meridional e Ocidental. Além disso, um em cada seis adolescentes não está escolarizado, o que supunha um total de 65 milhões, em 2013.

Os conflitos são um gravíssimo obstáculo para a educação. "Os novos dados põem de manifesto os devastadores efeitos da guerra civil na Síria”, declara Silvia Montoya, diretora do Instituto de Estatística da Unesco. "Antes do conflito, praticamente todas as crianças estavam matriculados no primário, mas, em 2013, estavam sem escolarizar cerca de 2 milhões de crianças e adolescentes. Bastaram dois anos de guerra civil para reverter todos os progressos realizados em matéria de educação, desde que começou o século”.

Por outro lado, o Informe de Monitoramento da Educação para Todos no Mundo revela que, apesar de que se registrou um pequeno incremento de 6% na ajuda para a educação, seu nível é, atualmente, 4% inferior ao de 2010. Sem alguns compromissos renovados, a ajuda para a educação continuará estancada pelo menos até 2017.

Farão falta 39 bilhões de dólares adicionais para garantir 12 anos de educação universal nos países de rendas baixas e médias baixas. Para suprir este déficit, os países doadores devem incrementar sua ajuda para a educação em 500%. No lugar disto, estão rebaixando a prioridade que outorgam à educação: a metade dos países doadores reduziu sua ajuda para a educação, em 2008-2010 e 2011-2013.

O estudo mostra também que a ajuda não está sendo destinada para onde más se necessita. Em 2013, tão somente uma terceira parte da ajuda para a educação básica se destinou aos países mais pobres. Apesar de que mais da metade das crianças sem escolarizar se encontrem na África Subsaariana, a ajuda para a educação básica destinada a esta região supôs apenas uma terça parte dos recursos totais.

Baixe o informe completo:

Español: Con una ayuda que no está a la altura de las circunstancias, un número creciente de niños y adolescentes queda sin escolarizar


Fonte: Adital

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